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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Magna Carta em Exposição

The British Library is now showing the original manuscript of the Magna Carta, issued by King John in 1215 - more than 500 years before the US Declaration of Independence and the Bill of Rights. This exhibit, "Magna Carta: Law, Liberty, Legacy," is all part of an effort to show how the English document shaped today's world. The British Library is displaying two original copies of the Magna Carta. The text- translated into modern English from the original Latin reads: "No free man shall be arrested or imprisoned save by the lawful judgment of their equals or by the law of the land. To no one will we sell, to no one will we deny or delay right or justice. In 1215, it was revolutionary for a king to say that not even he was above the law. Of course, King John did not actually want to issue this document. He was at war with English barons; they gave him no choice. Then the king went behind their backs and secretly wrote a letter to Pope Innocent III, saying, "I have been forced to sign this awful thing! What people often don't realize is that Magna Carta itself was only valid for 10 weeks. The pope responded with a letter known as a "papal bull," which is also on display. The pope says, 'I declare the charter to be null and void of all validity forever. And yet the document became the foundation of the modern judicial system.
Fonte: Migalhas International, Abril 15, 2015 nº 1616 - Vol. 11


A Biblioteca Britânica exibe agora o manuscrito original da Carta Magna promulgada por D. João em 1215, mais de 500 anos antes da Declaração de Independência os EUA e o Bill of Rights. Ela exibe o título de "Magna Carta: Law, Liberty, Legacy", tudo é parte de um esforço para mostrar como o documento Inglês conforma o mundo de hoje. A Biblioteca Britânica está exibindo dois exemplares originais da Magna Carta. No texto-traduzido para o Inglês moderno do latim original lê-se: "Nenhum homem livre será detido ou preso, salvo pelo julgamento legal de seus pares ou pela lei da terra. A ninguém venderemos, a ninguém negaremos ou retardaremos o direito ou a justiça. Em 1215 era algo revolucionário para um rei afirmar que nem mesmo ele estava acima da lei. É claro, o Rei John realmente não desejava promulgar tal documento. Ele estava em guerra com os barões ingleses, e não teve escolha. Secretamente, porém, escreveu uma carta ao Papa Inocêncio III, dizendo: “Eu fui forçado a assinar essa coisa horrível!” ― O que muitas vezes as pessoas não percebem é que a própria Carta Magna foi válida apenas durante 10 semanas. O papa respondeu com uma carta conhecida como a "bula papal", que também está em exibição.  Diz o Papa: "Eu declaro a Carta deve ser nula e sem efeito de toda validade para sempre”. ― O documento, mesmo assim, tornou-se a base do sistema judicial moderno.

domingo, 15 de março de 2015

11 museus imperdíveis em Paris

Por Juliana Bianchi
 Falar em visitar Paris e não incluir no roteiro alguns museus é quase como ir a Roma e pular o Vaticano. Diz a lenda que a cidade conta com praticamente um museu para cada dia do ano, indo do grandioso Louvre (com mais de 35 mil obras) aos pequeninos e não menos curiosos museus da Boneca, da Mágica e das Artes Lúdicas (com foco em animações e videogame). Daí ser praticamente um sacrilégio limitar as opções ao mais cheio deles.
Para ajudar na seleção, pedimos ajuda à brasileira Mariana Berutto, filha da criadora dosite Conexão Paris, Lina Hauteville, que desde 1984 mora na Cidade Luz ao lado de um autêntico francês. “Nossa proposta é desmistificar a cidade para os brasileiros, que muitas vezes chegam com uma visão deslumbrada”, afirma ela, que listou abaixo seus museus preferidos.
1 - Museu d’Orsay
Localizado na margem esquerda do rio Sena, o d’Orsay está instalado em uma antiga estação ferroviária de Paris, datada de 1900 (o relógio original ainda está lá).
Seu principal cartão-postal é a galeria principal, com abóboda decorada e grande entrada de luz natural, de onde se pode começar o passeio entre pinturas, esculturas e fotografias assinadas por grandes mestres como Van Gogh, Rodin, Cezanne, Courbet, Degas, Manet, Monet, Renoir, Klint, Munch. Além de oferecer uma bela vista do canal, o museu ainda abriga um simpático café projetado pelos irmãos Campana.
2 - Museu Picasso
Após ficar três anos fechado para reforma do prédio datado de 1659, o museu reabriu no segundo semestre de 2014 inteiramente dedicado a recontar a história de Pablo Picasso de forma cronológica. Aproveite para conhecê-lo durante um passeio pelo Marais. Por ser pequeno, não comprometerá-muito tempo do seu dia.
3 - Museu Rodin
Com esculturas posicionadas pelo jardim, no prédio principal e no espaço antes ocupado pelo ateliê do artista, o Museu Rodin, inaugurado em 1919, é um dos mais charmosos de Paris.
Principalmente em dias ensolarados. Ao todo são mais de 300 obras, incluindo peças de Camille Claudel. Vá sem pressa para aproveitar cada ângulo.
4 - Centre Georges Pompidou 
Mais conhecido pelos parisienses apenas como Beaubourg (referência à área onde se encontra), o espaço já valeria uma visita pela arquitetura industrial com grandes tubulações aparentes  projetada por Renzo Piano.
Mas ainda abriga teatros, restaurante, biblioteca e o Museu Nacional de Arte Moderna, com mais de 60 mil obras, entre pinturas, fotografias, instalações e vídeo-arte.
Como se não bastasse, as exposições temporárias apresentadas ali estão sempre na lista das mais interessantes em qualquer época do ano. 
5 - Grand Palais 
Construído em 1900 para abrigar a Exposição Universal, o Grand Palais chama atenção na paisagem próxima à avenida Champs Elysées por sua grandiosidade e cúpula envidraçada.
Mas é o grande acervo e a variedade de exposições que abriga – indo de festivais de dança a feiras de joias e carros antigos – que o torna passagem obrigatória em Paris.
6 - Palais de Tokyo
Localizado ao lado do rio Sena e com vista privilegiada para a Torre Eiffel, o Palais de Tokyo é endereço certo para quem gosta arte moderna e contemporânea.
Assim como o Grand Palais, mantêm boa agenda de exposições temporárias que serve de ponto de encontro para jovens e parisienses descolados. O espaço abriga também livraria especializada em arte e design, e restaurantes.
7 - Fundação Louis Vuitton
Inaugurado em Paris em 2014 este museu-escultura, projetado no Bois de Boulogne pelo arquiteto Frank Gehry (que também assina o Guggenheim de Bilbao), já é uma atração em si pela novidade.
Construído para abrigar parte da coleção particular Bernard Arnault, dono do conglomerado de luxo LVMH, recebe ainda mostras de artistas contemporâneos. Aproveite o restaurante interno para fazer uma pausa e observar um pouco mais a arquitetura.
8 - Palais Galliera:  Museu da Moda
Capital da moda, Paris não poderia ficar sem um museu totalmente dedicado ao tema. Com um rico acervo de roupas e acessórios que contam a história do mundo fashion desde o século 18, é parada obrigatória para quem gosta do assunto.
Como as coleções permanentes não ficam expostas o tempo todo dada a fragilidade do material, é preciso aproveitar as mostras temporárias para deslumbrar-se.  Cheque a programação no site.
9 - Carnavalet
Dedicado a história de Paris, o museu permite voltar no tempo por meio de quadros, objetos, fotos, móveis e reproduções de ambientes inteiros que marcaram a vida na Cidade Luz ao longo dos séculos.
Pouco explorado pelos visitantes, é gratuito e uma agradabilíssima surpresa no centro do Marais. Se for no verão ou primavera, não deixe de reparar na beleza do jardim interno.
10 - Musée des Arts et des Métiers 
Outra grata surpresa na região é este museu, que conta a história das profissões ao longo do desenvolvimento tecnológico. A influência das técnicas de construção, da mecânica, da produção de energia, dos transporte e da própria ciência na vida das pessoas é retratada a partir de um grande acervo de objetos, ferramentas e materiais. Há ainda uma significativa coleção de autômatos (robôs no melhor estilo “Hugo Cabret”).  
11 - Belleville
Pouco explorado pelos brasileiros, o bairro de Belleville, em Paris, é um museu a céu aberto para quem gosta de street art. Nos muros da região onde viveu a cantora Edith Piaf (incluindo os do bar Aux Folies, onde ela cantava) pode-se ver o trabalho efêmero de diferentes artistas, que valem-se de diferentes técnicas e dos mais mínimos espaços disponíveis para se expressar.  
A visita ao bairro fica ainda mais interessante ao lado da brasileira Fernanda Hinke, que faz tour guiado promovido pelo Conexão Paris, para contar cada detalhe do que está exposto nos muros (muitos deles cedidos pela prefeitura para esse fim).

Alguns museus da Europa já proibiram os selfie sticks



Os selfie sticks passaram das mãos dos turistas para as bocas do mundo. A moda, vinda do oriente, foi muito bem recebida pelos viajantes, mas parece que os museus não gostaram da ideia. Depois deste utensílio ter sido proibido em espaços dos Estados Unidos da América (EUA), foi a vez de alguns museus na Europa começarem a fazê-lo também. Esta semana foi a vez do Palácio de Versailles, em França, e da National Gallery, em Londres, proibirem a extensão para o smartphone ou para a máquina fotográfica. Os críticos afirmam que tal "aparelho" é "desagradável e potencialmente perigoso". 
No Palácio de Versailles, os selfie sticks estão proibidos desde quarta-feira, 11 de março. Mas apenas no interior. Os visitantes vão poder continuar a tirar as suasselfies, com esta extensão, nos jardins e parques do palácio. Este foi o primeiro espaço cultural francês a proibi-los mas, segundo a Agence France-Presse (AFP), oMuseu do Louvre e o Centro Pompidou já estão a ponderar seguir o mesmo caminho. No mesmo dia, e continuando na Europa, foi a vez da The Nacional Gallery, em Londres, proibir os selfie sticks. Um porta-voz do museu revelou à AFP que "devido à recente popularização dos selfie sticks, a The Nacional Gallery preferiu tomar medidas de precaução". A administração justificou esta medida ao dizer que a extensão é, praticamente, um tripé, o que vai contra uma das suas regras: "flashes e tripés não são permitidos". Ao que a AFP conseguiu apurar, as medidas não vão ficar apenas por este espaço. O British Museum deverá ser o próximo museu a adotar esta regra. Estas não foram as primeiras administrações a proibir o selfie stick na Europa. Há poucas semanas, foi o Coliseu de Roma a proibi-los. Na altura, a administração afirmou que "o rodopiar de centenas de sticks tornou-se involuntariamente perigoso".
Nos últimos meses, um sem número de museus adotou esta nova medida, que começou a ganhar força nos EUA. O Smithsonian e a National Gallery, em Washington, capital dos EUA, o Museum of Modern Art, em Nova Iorque, o Getty Center, em Los Angeles, ou o Museum of Contemporary Art, em Chicago, fazem parte desta lista que tende a aumentar nos próximos tempos.
Fonte: Sociedade

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Museu Nacional de Belas Artes tem entrada gratuita até 31 de janeiro

No mês em que o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), situado no Rio de Janeiro (RJ), comemora 78 anos de criação, quem ganha presente é mesmo o público. Até 31 de janeiro, a entrada no museu é gratuita, bem como a participação em atividades culturais.
A gratuidade dá a moradores do Rio de Janeiro e visitantes da cidade uma oportunidade única para conferir a mostra Apreensões e Objetos do Desejo: obras doadas pela Receita Federal ao MNBA, que apresenta ao público vinte obras de arte doadas recentemente ao museu.
MNBA: Visitação gratuita durante a semana e fins de semana até 31 de janeiro
A exposição, que fica em cartaz até 29 de março, inclui trabalhos de artistas estrangeiros, como Michelangelo Pistoleto, Anish Kapoor e Antony Gormley, e brasileiros, como Sérgio Camargo, Daniel Senise e Cildo Meireles.
O público também poderá conferir a exposição Ver e Sentir Através do Toque, que oferece a pessoas cegas, ou com baixa visão, a oportunidade de entrar em contato com obras de José Borges da Costa, Tarsila do Amaral, Manabu Mabe e Francisco Rebolo, entre outros. A exposição fica em cartaz até 2 de maio.
Longa duração
Também estão disponíveis para visitação exposições permanentes ou de longa duração, como a Galeria de Arte Brasileira do Século XIX e a Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea, sempre muito procuradas pelos visitantes.
Ali, é possível conferir obras de artistas como Victor Meirelles, Pedro Américo, Beatriz Milhazes, Tomie Ohtake, entre outros considerados ícones do patrimônio cultural brasileiro. Desde o início do mês, o museu já contabilizou mais de 8 mil visitantes.
Vale lembrar que o Museu Nacional de Belas Artes já tem entrada gratuita todos os domingos, das 12h às 17h. O MNBA fica na Av. Rio Branco, 199 – Centro (Cinelândia). Para mais informações: (21) 3299 0600.
Texto: Ascom/Ibram
Foto: Banco de imagens Ibram
Fonte:IBRAM

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Louvre continua sendo o museu preferido no mundo

Museu continua sendo o preferido dos brasileiros | Foto: Rosangela Assis / Nossa Viagem a Paris / Divulgação / CP

O museu parisiense do Louvre recebeu 9,3 milhões de visitantes em 2014, uma cifra estável com relação a 2013, mas que permitiu que se mantivesse como o primeiro do mundo em termos de frequência, informou a instituição em um comunicado. O público estrangeiro representou aproximadamente 70% dos visitantes e as nacionalidades mais representativas foram a americana, a chinesa a italiana, a inglesa e a brasileira, acrescentou o Louvre, destacando que suas coleções permanentes receberam, no ano passado, 100 mil visitantes a mais do que em 2013. A reabertura ao público das salas dedicadas a objetos de arte do século XVIII e a nova apresentação da Vitória de Samotrácia, que foi restaurada, foram os dois pontos altos do ano. "Mais de 50% dos visitantes têm menos de 30 anos, dos quais uma grande proporção é de jovens de 18 a 25 anos, ou seja, 1,9 milhão" de pessoas, acrescentou o Louvre.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Museus deverão enviar dados de visitas anuais ao Ibram

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) dispôs sobre a regulamentação de dispositivos do Decreto nº 8.124/2013, relativos à obrigatoriedade de museus brasileiros informarem ao órgão federal seu quantitativo anual de visitação. A decisão foi publicada nessa sexta-feira (21), no Diário Oficial da União.
A resolução estabelece que todos os museus brasileiros, públicos e privados, deverão preencher questionário disponível no portal do Ibram, que estará disponível a partir de 2 de fevereiro de 2015, no qual serão informados dados básicos sobre cada instituição, o total de visitantes no ano de referência (ano anterior à coleta de dados) e técnica utilizada para a contagem de público.
A convocação para o envio do quantitativo anual de visitação será feita a partir da base de dados do Cadastro Nacional de Museus (CNM).
O período para preenchimento do questionário será de três meses. A resolução já está em vigor e a primeira coleta de dados será relativa ao ano de 2014. Assista vídeo explicativo sobre a importância da contagem de público em museus.
“Em paralelo, vamos lançar durante o 6º Fórum Nacional de Museus uma campanha de esclarecimento aos museus sobre como compartilhar esses dados conosco”, explica a coordenadora de Produção e Análise da Informação do Ibram, Karla Uzêda.
De acordo com a coordenadora, os museus receberão por via postal fôlderes com orientações sobre o preenchimento do questionário. Também será lançada uma cartilha sobre o assunto.
“O próprio formulário eletrônico será bem simples e didático, e a equipe do CNM estará à disposição dos museus para ajudar no processo”, completa. Entenda melhor os procedimentos na página do Cadastro Nacional de Museus.
Fonte:
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative CommonsCC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil  Fonte: Portal Brasil

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Projetos de museus brasileiros vencem prêmio Ibero-americano


MR e Akala faturaram os primeiros lugares nas duas categorias do Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus
por Portal BrasilPublicado: 15/10/2014 15h41
Os projetos de três instituições brasileiras tiveram destaque na quinta edição do Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus, realizado pelo programa Ibermuseus: Educação e trabalho: uma ação de cidadania, do Museu da República – MR (RJ); Vamos aos museus? Educação e cultura, da organização Akala (MG); e Estação Educativo – MLP – Plataforma na WEB do Núcleo Educativo, do Museu da Língua Portuguesa (SP).
MR e Akala conquistaram os primeiros lugares, respectivamente, nas duas categorias existentes: Projetos realizados ou em andamento e Fomento a projetos de Educação e Museus para a Ibero-América. O Museu da Língua Portuguesa ficou em terceiro lugar na segunda categoria.
Outros projetos vencedores são oriundos do México, Colômbia, Espanha, Cuba, Costa Rica, Uruguai e Chile. Países como Equador, Portugal, Peru e Argentina também aparecem dentre as 10 menções honrosas do prêmio.
Os 13 projetos vencedores e os 10 reconhecidos com Menção Honrosa foram anunciados durante o 8º Encontro Ibero-Americano de Museus pelo presidente do Programa Ibermuseus, Angelo Oswaldo, que também preside o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) – o Brasil tem a presidência do programa intergovernamental até 2015. O encontro terminanesta quinta-feira (15), em Lisboa (Portugal).
Projetos educativos
O Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus é uma iniciativa do Programa Ibermuseus para valorizar e apoiar projetos educativos relacionados aos museus, além de reconhecer boas práticas na Ibero-América. Nesta edição, foram apresentados mais de 130 projetos provenientes de 14 países, avaliados por um Comitê Técnico formado por 10 especialistas ibero-americanos.
Os projetos premiados, junto aos reconhecidos com menção de honra, integrarão o Banco Ibero-Americano de Boas Práticas em Ação Educativa.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

MinC discute criação de museu da memória afrodescendente

O seminário Rumo ao Museu Nacional da Memória Afrodescendente, em curso na Fundação Cultural Palmares, em Brasília, discute o desafio de contar a trajetória do negro no país. Segundo os organizadores, essa história tem sido negada nos relatos oficiais. Por isso, é necessário reunir vestígios e conhecimentos, e construir um museu que seja capaz não apenas de relembrar, mas de atualizar o passado à luz dos desafios do presente.


O projeto do Museu Nacional da Memória Afrodescendente está a cargo do Ministério da Cultura, e ao participar do seminário, a ministra Marta Suplicy disse que a expectativa é que o espaço seja inaugurado em três ou quatro anos. Para tanto, um terreno de 65 mil metros quadrados na capital foi doado pelo governo do Distrito Federal. Instituições vinculadas ao ministério, como a Fundação Casa de Rui Barbosa, organizaram-se em grupo e discutem a proposta museológica. Além disso, a ministra adiantou que está sendo preparado um edital para o desenho arquitetônico.

Para a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, a instalação é um “passo extremamente importante para que possamos contar a nossa história”. Ela acredita que o museu incentivará pesquisas sobre a temática. Nesse sentido, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização e Inclusão do Ministério da Educação, Macaé Evaristo, acredita que o museu poderá contribuir para a garantia do ensino da história e da cultura dos africanos e dos afrodescendentes, conforme determina a legislação.

Ao todo, existem 16 museus no Brasil que tratam especificamente da questão racial. Mesmo assim, a avaliação dos participantes do seminário, que segue até amanhã (28), é que falta um órgão que tenha capacidade de expressar a relevância da negritude, em nível nacional, para a constituição da história do país. Essa lacuna, eles esperam superar com a construção do museu nacional. “Não existe uma nação rica e desenvolvida sem a preservação de suas matrizes culturais”, afirmou o presidente Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra.
 Fonte: Agência Brasil - O Vermelho

 Ministério da Cultura discute criação de museu da memória afrodescendente Ministério da Cultura discute criação de museu da memória afrodescendente

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Museus de Florença, na Itália, ficarão abertos até a noite no verão

02/07/2014 | 08h01
Museus de Florença, na Itália, ficarão abertos até a noite no verão  Chris Wee/Wikimedia
Galeria degli Uffizi é um dos museus que ficarão abertos até tardeFoto: Chris Wee / Wikimedia
A Galeria degli Uffizi e a Galeria da Academia, dois museus na cidade italiana de Florença, ficarão abertos todas as terças-feiras durante a noite até 30 de setembro.
As duas galerias de arte, que abrigam muitas obras famosas e são considerados dois dos mais importantes museus do mundo, terão seu horário prorrogado todas as terças-feiras de julho a setembro e ficarão abertas aos visitantes das 19h às 22h.
A prorrogação do horário já é rotina desde 2006, e se baseia em um acordo entre a entidade responsável pelos museus de Florença e a prefeitura da cidade italiana.
Nas edições anteriores a iniciativa obteve um grande sucesso de público, explica um comunicado.
Durante os três meses das aberturas extraordinárias, a Galeria degli Uffizi oferece a mostra Puro, Simples e Natural até 2 de novembro, e na Galeria da Academia é possível ver a exposição A Sorte dos Primitivos.
O ministério italiano dos Bens Culturais e das atividades Culturais e do Turismo decidiu que, a partir de 4 de julho, toda a sexta-feira o horário de abertura dos museus italianos será prorrogado por duas horas – ficarão abertos até as 21h.
A Galeria degli Uffizi é dividida em cerca de 50 salas com obras dos artistas renascentistas mais importantes da história da arte Leonardo da Vinci, salas com obras da Roma Antiga, os quadros Primavera e O Nascimento de Vênus, de Botticelli, além de obras de Michelangelo, Rubens, Tiziano e muitos outros.
Já a Galeria da Academia mantém um acervo de obras de arte do período gótico até o final do século 19, uma de suas obras expostas mais importantes é a escultura David de Michelangelo.
A iniciativa se deve ao início do verão europeu na qual os dias ficam mais longos e demora mais para escurecer, nesta época do ano vários eventos culturais são promovidos em diversos países da Europa.
Fonte: Zero Hora

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Centro de Museus será construído perto do Kremlin

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Na foto: prédio central do Museu de Belas Artes (foto de arquivo)

No âmbito do projecto Muzeiny Gorodok (Vila de Museus) se iniciaram obras de reabilitação de três edifícios integrados no complexo do Museu Nacional de Belas Artes Pushkin, informam fontes municipais.

Segundo a directora do museu Pushkin, Marina Loshak, o primeiro na lista é o Instituto de Filosofia, em que será exibida colecção de pinturas de impressionistas, seguido da quinta Viazemsky-Dolgorukov, a acolher a Galeria de Mestres Antigos, e a Casa Stulov.
O concurso arquitectónico visando a construção de um novo complexo em pleno centro da capital russa, ao lado do Kremlin e do Templo de Cristo Salvador, foi ganho pelo bureau Meganom. De acordo com Loshak, deste modo, será criado um “espaço exposicional único com contornos artísticos espectaculares”.
As obras de reconstrução deverão ser concluídas até 2018.
Fonte: Voz da Rússia

terça-feira, 29 de abril de 2014

Museu de Arte Contemporânea de Campinas traz duas novas exposições

Trabalhos de Cláudio Matsuno e uma seleção de obras do Museu de Artes Visuais da Unicamp podem ser visitadas de 25/04 a 25/05
Ordem dos Destroços“A Ordem dos Destroços”, de Cláudio Matsuno, e a exposição “Heranças Construtivas – Museu de Artes Visuais da Unicamp – Seleção de Obras” são as duas exposições que ficarão expostas no Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) de 25 de abril até 25 de maio. A entrada é gratuita.

Cláudio Matsuno - "A Ordem dos Destroços"

O artista paulistano Claudio Matsuno, em sua primeira mostra individual em Campinas e a 12ª de sua carreira, apresenta em "A Ordem dos Destroços" uma série de desenhos sobre diversos suportes, objetos, vídeo, intervenções e pinturas formando uma grande instalação.

Nela, questiona o real significado dos materiais e sua poética em diferentes ambientes, utilizando na maioria das vezes sucatas encontradas em caçambas, restos de tintas, objetos do cotidiano para compor sua pesquisa em artes visuais, além dos recursos tradicionais como telas, papéis e colagens. Essa imersão dentro da sua plasticidade faz uma associação de acúmulo, excesso, vulnerabilidade e a efemeridade. A exposição tem a curadoria do crítico de arte Paulo Gallina.

Seleção de obras do Museu de Artes Visuais da Unicamp - "Heranças Construtivas"

O Museu de Artes Visuais da Unicamp (MAV), instituído em 2012, possui um conjunto significativo de trabalhos de autoria de alguns dos integrantes dos movimentos Manifesto Neoconcreto (com Ferreira Gullar - RJ) e do Grupo Ruptura (SP), que se opunham entre si. A forte polêmica entre poetas, artistas e críticos do Rio e de São Paulo, inaugurou um dos momentos mais fecundos da produção brasileira. Embora as obras fossem realizadas em anos posteriores, elas remetem de forma fecunda ao debate original. Obra dos artistas Geraldo de Barros, Anatol Wladyslaw, Hermelindo Fiaminghi e Hércules Barsotti estão entre a seleção. Artistas atuantes em Campinas nos anos 1950/60, integrantes do grupo Vanguarda, como Raul Porto, Thomaz Perina, Maria Helena Motta Paes e Franco Sacchi, os quais procuraram renovar o recatado ambiente artístico da cidade, ainda afeito à produção acadêmica também estão na seleção de obras.

Trazendo esta polêmica para o tempo presente, a Exposição “Heranças Construtivas” traz também alguns trabalhos de Macaparana, Tuneu e Lygia Eluf, os dois últimos professores do Instituto de Artes da Unicamp, nos quais se percebe o desejo de aliar sensibilidade e racionalidade, construção e expressão, em jogos dinâmicos criados por linhas retas, formas geométricas e figuras elementares.

Serviço:

Exposições “A Ordem dos Destroços” e “Heranças Construtivas" – seleção de obras do Museu de Artes Visuais da Unicamp
Local: Museu de Arte Contemporânea de Campinas José Pancetti. Avenida Benjamin Constant, 1.633, Centro – Campinas. (19) 3236-4716
Data: 25 de abril a 25 de maio
Horário: terça a sexta, das 9 às 17h; sábados, das 9 às 16h; domingos e feriados, das 9h às 13h
Entrada: gratuita

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Onze museus de Lima que merecem a sua visita

Naira Amorelli

São mais de cinco mil anos de história em território peruano, contada por meio de acervos que reúnem tesouros pré-colombianos e contemporâneos.
Como toda grande capital no mundo, Lima, no Perú, oferece uma variedade riquíssima de museus até mesmo para o turista mais experiente e exigente. São locais que guardam tesouros de um país de história e cultura milenares, muito além do Império Inca, que em si já data de 1200 até a invasão dos conquistadores espanhóis e morte do imperador Atahualpa, em 1533. Museus como o MALI e o Larco, por exemplo, remontam a até três mil anos e cinco mil anos em território peruano, respectivamente.
Então, para facilitar, fizemos uma seleção de 11 museus imperdíveis durante a sua visita a Lima - cuja história também é anterior à presença colonial, sendo o seu centro histórico Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO.
Prepare-se, porque estes acervos limenhos vão lhe transportar para culturas pré-colombianas, mas também para o que há de mais atual em arte no país, a exemplo do que é possível encontrar no Museu de Arte Contemporânea, o MAC. Aproveite!
Mali. Foto Divulgação Promperú
1. Museo de Arte de Lima - MALI É o lar de uma coleção de mais de 12 mil obras, que vão desde o período pré-colombiano até o presente. Suas galerias permanentes ocupam cerca de cinco mil m² e oferecem uma pesquisa de três mil anos de arte no Perú. As galerias temporárias destacam exposições nacionais e internacionais. Já o prédio que abriga o MALI, conhecido como Palácio de Exposições, merece atenção à parte: é exemplo da arquitetura em ferro do século 19 na América Latina, tendo sido o primeiro da região construído expressamente para abrigar exposições de grande escala. 
Larco. Foto Divulgação Promperú2. Museo Larco Fundado em 1926 pelo arqueólogo peruano Rafael Larco Hoyle, o Larco oferece em suas galerias um verdadeiro panorama de cinco mil anos de história do Perú pré-colombiano. Rodeado por jardins, está instalado em um casarão que data o século 18, único em seu gênero. A construção, por sua vez, foi erguida sobre uma pirâmide pré-colombiana do século sete. Privado, o Larco apresenta uma coleção de ouro e prata do Perú antigo, assim como uma famosa coleção de arte erótica, que todo ano atrai centenas de turistas. É um dos poucos museus no mundo em que os visitantes podem conhecer seu depósito e apreciar os 45 mil objetos arqueológicos. E uma novidade: o Larco está aberto todas as noites, até às 22h. Ótima oportunidade para desfrutar da cozinha peruana e internacional no restaurante do local. 
3. Museo Oro del Perú Assim como o Larco, é fruto de uma coleção privada, de Miguel Mujica Gallo, e da paixão desse homem pela ourivesaria pré-inca do Perú. O acervo reúne mais de sete mil peças, em sua maioria, de ouro, como peitorais, colares, coroas e narigueiras. Mas é possível encontrar também itens em prata, além de cerâmicas e artigos têxteis. As culturas que predominam na coleção são a mochica, chimú e nasca. Os objetos terminam por dar uma ideia de como deveria ser a vida nessas civilizações - a exemplo de facas utilizadas em sacrifícios de animais e cirurgias no crânio, chamada tumis.
4. MATE - Associación Mario Testino Reúne a maior coleção das obras de Mario Testino, fotógrafo peruano reverenciado no mundo da moda. Depois de 35 anos morando fora do Perú, Testino teve a vontade de trazer seu trabalho de volta a sua cidade natal e, assim, contribuir para enriquecer o patrimônio cultural do país. Na coleção permanente é possível encontrar imagens de sessões de foto com artistas de Hollywood, como Brad Pitt e Gwyneth Paltrow, assim como de personalidades mundiais, como a Princesa Diana. O MATE também organiza exposições temporárias e está instalado em um casarão histórico, construído em 1898, do bairro de Barranco. 
5. Museo Nacional de Antropología, Arqueología e Historia del Perú Traça a história do país desde o período da pré-cerâmica até o início da República. O acervo inclui a Raimondi Stela, famosa peça sagrada da cultura chavín, uma das primeiras civilizações andinas a ter um estilo artístico reconhecível e que se espalhou. Em granito polido, a Raimondi Stela tem 2,1 m e por sua extensão, inscrições desenhadas. Destaque também para pinturas do período colonial. A construção em que o museu está instalado serviu de casa para os revolucionários da independência sul-americana San Martín, de 1821 a 1822, e Bolívar, de 1823 a 1826.
6. Museo de Arte Italiano de Lima Único museu de arte europeia no país apresenta esculturas, pinturas, desenhos e cerâmicas de artistas de diferentes regiões da Itália. A maior parte da coleção data do início do século 20. Foi dado ao Perú pela comunidade italiana residente no país, por ocasião das comemorações do centenário da independência, em 1921. Sua inauguração, porém, ocorreu em 1923.
Catedral. Foto Divulgação Promperú7. Museo Cementerio Presbítero Matías Maestro Tido como um dos cemitérios mais interessantes do mundo - como o da Recoleta, em Buenos Aires; o Centennial Park, de Adelaide; o Pere Lachaise, de Paris; e o Highgate, de Londres -, Presbítero Maestro é considerado um local de visita obrigatória. Suas vielas e ruas abrigam mausoléus e tumbas de presidentes, literatos, poetas, médicos, militares, heróis de guerra e mulheres ilustres que marcaram a história do Perú nos séculos 19 e 20. Monumentos e esculturas tumulares de refinada arte destacam-se ao longo da visita.
8. Museo Religioso de La Catedral de Lima Distribuído em espaços da própria catedral, expõe esculturas, pinturas e ornamentos de grande beleza. A entrada inclui a visita por todo templo, onde se pode conhecer a tumba do conquistador espanhol Francisco Pizzarro, as capelas laterais, o conjunto de assentos do coro, um dos mais famosos da América Latina, entre outros itens de interesse.
9. Museo del Banco Central de Reserva del Perú Instalado no prédio da instituição, apresenta um panorama da arte no território peruano, do período pré-colombiano do ouro e da cerâmica a uma seleção de telas dos séculos 19 e 20. As aquarelas de Pancho Fierro, no andar superior, são imperdíveis: oferecem uma visão sem paralelo de como as pessoas se vestiam e de suas relações sociais na Lima do século 19.
10. Museo Metropolitano de Lima Não se trata de um museu convencional: conta a história da capital peruana por meio de sistemas audiovisuais, incluindo 3D e 4D. Ali, o visitante quase se converte em um "viajante do tempo", ao ser transportado por aparatos tecnológicos para a Lima do passado - até 10 mil anos. O local também conta com salas para exposições temporárias e uma pinacoteca.
11. Museo de Arte Contemporáneo Apresenta uma coleção de arte moderna e contemporânea, nacional e internacional, que data de 1950 até os dias atuais. Fundado em 2013, é o único museu da cidade especializado na difusão da arte desse período, cujas modernas instalações - em vidro e ferro - foram concebidas e acondicionadas para esse fim. Até 14 de abril, é possível visitar uma exposição do artista brasileiro Vik Muniz
Fonte: SRZD
Imagens ilustrativas da reportagem.