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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

RS tem seis universidades entre as 50 melhores do País, diz pesquisa


Ranking Universitário da Folha classificou 192 instituições reconhecidas pelo MEC

Seis universidades do Rio Grande do Sul estão entre as 50 melhores do País, segundo o Ranking Universitário da Folha (Ruf) 2013, divulgado nesta segunda-feira. Quatro delas são públicas e duas são particulares. 

• Confira a lista completa do Ranking Universitário da Folha

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) é a gaúcha mais bem colocada no ranking, em 4º lugar. Na sequência, aparecem a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 14º lugar; a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em 19º lugar; a Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), em 28º lugar, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em 48º lugar; e a Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), em 48º lugar.

No topo da lista está a Universidade de São Paulo (USP). Ao todo, 19 instituições de ensino superior do Rio Grande do Sul aparecem na listagem. Para a elaboração da pesquisa, foram analisados cinco quesitos: ensino, pesquisa, mercado, inovação e internacionalização. O RUF classifica as 192 instituições reconhecidas como universidades pelo Ministério da Educação (MEC).

Confira as universidades gaúchas citadas e suas posições no RUF:

4º - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs)

14º - Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

19º - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

28º - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)

42º - Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)

48º - Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)

54º - Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

64º - Universidade Luterana do Brasil (Ulbra)

67º - Universidade de Caxias do Sul (UCS)

80º - Universidade de Passo Fundo (UPF)

81º - Fundação Universidade Federal do Pampa (Unipampa)

89º - Universidade Católica de Pelotas (UCPEL)

94º - Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e Das Missões (URI)

105º - Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

117º - Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS)

122º - Universidade Feevale (Feevale)

129º - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI)

161º - Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ)

191º - Universidade da Região da Campanha (URCAMP)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

FACEBOOK COMO RECURSO DIDÁTICO

*Hirã Soares Justo

 As redes sociais são um fenômeno contemporâneo, que têm despertado a  atenção de todos que se interessam pelo estudo das relações humanas, em especial a comunicação, a psicologia, a memória ou mesmo a educação.
Na educação pode se transformar em excelente recurso didático desempenhando o papel de mediador entre alunos e professores. O Facebook, uma das principais redes sociais da atualidade, apresenta o  recurso da criação de páginas nas quais podem ser escritos conteúdos e partilhados para outras pessoas. Essa ferramenta, inicialmente criada para relacionamento entre os usuários dessa rede social, pode ser facilmente adaptada para ser utilizada, por exemplo, para estudar uma determinada época, um fato social, um evento histórico, etc. Por que o professor não pode criar uma página sobre “Revolução Farroupilha” e coletivamente construir com seus alunos através de textos e imagens a reflexão sobre este fato histórico?
A possibilidade de criar um grupo de estudos sobre um determinado assunto complementa o recurso da criação da página com conteúdos compartilhados. O grupo na rede social permite que determinada questão ou tema, seja debatida por todos os alunos, mediadas pelo professor, e inclusive registrando os argumentos utilizados, a participação, ou não, de cada um e permitindo uma síntese das ideias coletivas.

Mesmo entendendo que ainda não é uma realidade aplicada ao conjunto dos estudantes brasileiros, pela falta de estrutura e recursos informáticos, em muitas regiões, já é possível e necessário o uso das redes sociais como suporte ao ensino e aprendizagem. É momento dos professores pararem de impedir o uso das redes em sala de aula e a utilizarem como uma fonte de motivação para o conhecimento. 

* Mestre em Memória Social e Bens Culturais e Presidente do IPMS.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

HIERARQUIAS, HIBRIDISMOS E TERRITÓRIALIDADES


     O conhecimento que segundo Morin (2000) deve ir das partes ao todo e do todo às partes, ainda luta para efetivar-se nas instituições viciadas no pensamento hegemônico de que são frutos, onde apenas as partes contam e o todo fica a cargo do “bom senso” do docente ou do discente. Por mais que seja citado nas fundamentações, a valorização do saber oriundo da experiência cotidiana  – ou extra-institucional  – fica reservada ao diálogo que estes sujeitos irão promover a partir das ementas.
   A imposição do saber institucionalizado às comunidades constitui também parte deste desrespeito. Para Foucault

[…] o que os intelectuais descobriram recentemente é que as massas não necessitam 
deles para saber; elas sabem perfeitamente, claramente, muito melhor do que eles [os intelectuais]; e elas o dizem muito bem. Mas existe um sistema de poder que barra, 
proíbe, invalida esse discurso e esse saber. Poder que não se encontra somente nas 
instâncias superiores da censura, mas que penetra muito profundamente, muito 
sutilmente em toda a trama da sociedade. Os próprios intelectuais fazem parte deste 
sistema de poder, a idEia de que eles são agentes da “consciência” e do discurso 
também faz parte desse sistema. O papel do intelectual não é mais o de se colocar 
“um pouco na frente ou um pouco de lado” para dizer a muda verdade de todos; é 
antes o de lutar contra as formas de poder exatamente onde ele é, ao mesmo tempo, o 
objeto e o instrumento: na ordem do saber, da “verdade”, da “consciência”, do 
discurso.
 (FOUCAULT, 2009, p.71) 
   
    Como forma de sobrevivência, ao descobrir que as massas não precisam mais dos intelectuais para refletir sobre suas práticas, percebo os currículos/sistema educacional afirmando a necessidade de sua entrada no lugar restrito para a construção do saber, enfatizando a necessidade do “povo” aprender seu idioma acadêmico para se fazer ouvir na globalidade mundial contemporânea, e encontram novas formas de subjugar a epistemologia produzida no cotidiano do território simbólico que não carece de valoração institucional, mas é mantida sob a égide da hegemonia ideológica do intelectualismo de consumo.
    Até quando?

OBS: fragmento da obra ENTRE HIERARQUIAS, HIBRIDISMOS E TERRITÓRIALIDADES:
UMA PERSPECTIVA CURRICULAR PARA  ARTES DA CENA NO ENSINO 
SUPERIOR de Cecília Bastos da Costa Accioly
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas/UFBA




MORIN, Edgar.; LE MOIGNE, Jean-Louis. A Inteligência da Complexidade. 3. ed. São
Paulo: Peirópolis, 2000. 268 p.______. Educação e complexidade: os sete saberes e outros ensaios. 4. ed. São Paulo:
Cortez, 2007. 104 p.


FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Tradução e organização de Roberto Machado.
Rio de Janeiro: Graal. 2009.