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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Magna Carta em Exposição

The British Library is now showing the original manuscript of the Magna Carta, issued by King John in 1215 - more than 500 years before the US Declaration of Independence and the Bill of Rights. This exhibit, "Magna Carta: Law, Liberty, Legacy," is all part of an effort to show how the English document shaped today's world. The British Library is displaying two original copies of the Magna Carta. The text- translated into modern English from the original Latin reads: "No free man shall be arrested or imprisoned save by the lawful judgment of their equals or by the law of the land. To no one will we sell, to no one will we deny or delay right or justice. In 1215, it was revolutionary for a king to say that not even he was above the law. Of course, King John did not actually want to issue this document. He was at war with English barons; they gave him no choice. Then the king went behind their backs and secretly wrote a letter to Pope Innocent III, saying, "I have been forced to sign this awful thing! What people often don't realize is that Magna Carta itself was only valid for 10 weeks. The pope responded with a letter known as a "papal bull," which is also on display. The pope says, 'I declare the charter to be null and void of all validity forever. And yet the document became the foundation of the modern judicial system.
Fonte: Migalhas International, Abril 15, 2015 nº 1616 - Vol. 11


A Biblioteca Britânica exibe agora o manuscrito original da Carta Magna promulgada por D. João em 1215, mais de 500 anos antes da Declaração de Independência os EUA e o Bill of Rights. Ela exibe o título de "Magna Carta: Law, Liberty, Legacy", tudo é parte de um esforço para mostrar como o documento Inglês conforma o mundo de hoje. A Biblioteca Britânica está exibindo dois exemplares originais da Magna Carta. No texto-traduzido para o Inglês moderno do latim original lê-se: "Nenhum homem livre será detido ou preso, salvo pelo julgamento legal de seus pares ou pela lei da terra. A ninguém venderemos, a ninguém negaremos ou retardaremos o direito ou a justiça. Em 1215 era algo revolucionário para um rei afirmar que nem mesmo ele estava acima da lei. É claro, o Rei John realmente não desejava promulgar tal documento. Ele estava em guerra com os barões ingleses, e não teve escolha. Secretamente, porém, escreveu uma carta ao Papa Inocêncio III, dizendo: “Eu fui forçado a assinar essa coisa horrível!” ― O que muitas vezes as pessoas não percebem é que a própria Carta Magna foi válida apenas durante 10 semanas. O papa respondeu com uma carta conhecida como a "bula papal", que também está em exibição.  Diz o Papa: "Eu declaro a Carta deve ser nula e sem efeito de toda validade para sempre”. ― O documento, mesmo assim, tornou-se a base do sistema judicial moderno.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Críticos gaúchos lamentam morte da atriz Anita Ekberg


Anita Ekberg, linda e diva dos anos 60 | Foto: Bob Haswell / Divulgação / CP

Luiz Gonzaga Lopes
 
A morte de Anita Ekberg neste domingo em Rocca di Papa não pegou tão de surpresa o mundo do cinema, pois a atriz de “A Doce Vida” e tantos outros filmes já estava com 83 anos e afastada da tela pequena e também da tela grande desde 2002.

O Correio do Povo foi repercutir junto a críticos de cinema gaúchos qual o legado da atriz sueca para o cinema e também qual a imagem que fica de Anita para a posteridade. Em uma coisa todos concordam, ela sempre será musa, eterna e inesquecível.

Marcus Mello, crítico de cinema e mestre em Literatura Brasileira:

“Anita Ekberg foi uma das mulheres mais belas do século XX. A sequência na Fontana di Trevi, em “La Dolce Vita”, de Federico Fellini, que ela protagonizou ao lado de Marcello Mastroianni, é provavelmente o momento mais erótico da história do cinema. Mas ela também vai ficar na memória dos cinéfilos pelos filmes que estrelou nos Estados Unidos com Jerry Lewis, “Artistas e Modelos”, “Ou Vai ou Racha” e “Um Biruta em Órbita”, obras-primas do humor nonsense. E claro, pelo média “As Tentações do Dr. Antônio”, também dirigido por Fellini, no longa episódico “Boccaccio 70”. Uma grande perda, sem duvida, mas felizmente a beleza da atriz está eternizada através de seus filmes.”



Milton Ribeiro, crítico do site Sul 21:

“Anita Ekberg nasceu com cara e corpo de pin-up. Causou espetacular furor na década de 50 e desapareceu rapidamente na década seguinte, a medida que foi perdendo suas formas. Também foi importante tema de calendários naqueles tempos de Bardot e de erotismo leve. Era a sueca liberal da imaginação americana e latina, que procurava as revistas eróticas daquele país. Mas não peguei esta época. E então, em 1960 (eu tinha 3 anos!), apareceu Federico Fellini e aquela cena. Quando subiste as escadas, Anita, nem eras importante no filme, eras uma figura de terceira linha nos créditos, mas Federico te deu a chance de dançar, depois fez com que entrasses como uma valquíria em plena Fontana di Trevi – a água estava fria, Anita, mas tu a aqueceste -- e Marcello foi te buscar daquele jeito deprimido e pidão de alguns de seus personagens. Tu és uma visão inesquecível para todos nós. Foi só em ti que pensei, entre ubíquos japoneses, quando conheci a Fontana”.



Marcos Santuário, crítico de cinema, editor do Arte & Agenda e curador do Festival de Cinema de Gramado:

“Quando um expoente das artes, sobretudo do cinema, morre, buscamos uma primeira referência que a caracterize rapidamente para a lembrança de nosso público. Pensar em Anita Ekberg é relacioná-la num primeiro momento, sem dúvidas, ao felliniano "A Doce Vida", de 1960. Eu ainda não havia nascido naquele momento, mas uns 20 anos depois de Anita brilhar como a Sylvia de Fellini, reconheci na Irmã Gertrude, do filme "A Freira Assassina", a exuberância da mulher atriz ali presente. Da exuberante cena noturna com Marcello Mastroianni na Fontana di Trevi, em Roma, imortalizada por Fellini, a pin-up em revistas masculinas em seus primeiros anos nos Estados Unidos, passou por uma substituição marcante: em turnê feita com o comediante Bob Hope, substituiu a outra famosa loira, Marilyn Monroe. Daí foi um passo para brilhar ao lado de Jerry Lewis e Dean Martin em "Artistas e Modelos" (1955) e no drama, "Guerra e Paz", dessa vez na Europa. Sua vida amorosa incluiu romances de fôlego, com nomes como Errol Flynn e Frank Sinatra, mas não interferiu em sua participação em outras obras fellinianas, como "Bocaccio 70", "Os Palhaços" e "Entrevista". Em uma contemporaneidade carente de verdadeiras musas, as imagens do passado como as de Anita ainda tiram o fôlego”.



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Arte latino-americana bate recordes em Nova York

'Hacia la Torre', de Remedios Varo. / AP
Fragmento do mural 'Rio Juchitán', de Rivera / AP


“Vamos, que tenho mesa reservada para jantar”, lançou em tom de brincadeira a porto-riquenha Gabriela Palmieri, responsável pelo primeiro dos três leilões de arte latino-americana que acontecem por estes dias na Sotheby's de Nova York, depois de fixar um preço de venda de 509.000 dólares (cerca de 1,288 milhão de reais) por um autorretrato do mexicano David Alfaro Siqueiros. Ficavam ainda por leiloar 19 dos 40 lotes da coleção do falecido magnata mexicano Lorenzo Zambrano, uma das melhores do continente, em uma noite de recordes que deixou, também, um certo sabor agridoce.

O leilão, o maior de arte latino-americana de um só colecionador e o que mais dinheiro arrecadou até hoje 17,6 milhões de dólares (44,4 milhões de reais), permitiu vender 85% dos lotes e estabeleceu recordes de cotação para doze dos artistas representados, a maioria deles da primeira metade do século passado. Duas mulheres, a espanhola naturalizada mexicana Remedios Varo e a inglesa naturalizada mexicana Leonora Carrington foram as principais atrações da noite.

Hacia la Torre, de Remedios Varo, uma das melhores obras da coleção, foi vendida por 4,3 milhões de dólares, muito acima do preço estimado (2,5/3,5 milhões), depois de uma árdua e emocionante batalha entre três interessados. É o segundo preço mais alto alcançado por uma artista latino-americana em um leilão. O recorde pertence à também mexicana Frida Kahlo. Las Tentaciones de San Antonio, de Carrington, foi adquirida por 2,6 milhões.

O “acidente” da noite, como qualificou o comissário de arte latino-americana da Sotheby’s, Axel Stein, aconteceu com a obra mais importante da coleção Zambrano, o monumental mural Río Juchitán, de Diego Rivera, formado por quatro blocos que não puderam ser mostrados em Nova York. A obra não foi vendida em virtude do poder da casa de leilões de se recusar a fazê-lo caso as ofertas não alcançassem o preço de reserva fixado com os vendedores. O preço de reserva de Río Juchitán superava os 6 milhões de dólares. A oferta mais alta foi de 4,9 milhões.

Circunstância semelhante envolveu outra das maravilhas do catálogo, Naturaleza Muerta, de Rufino Tamayo. Seu preço estimado estava em torno dos 4 milhões, mas a oferta mais alta ficou em 2,4. O fracasso na venda dessas duas obras-primas fez com que a arrecadação total ficasse em 17,6 milhões de dólares, embora a Sotheby's tivesse calculado um valor superior aos 30 milhões. Também ficaram sem vender obras de menor valor de María Esquerdo, Fernando Botero e Javier Marín. No total, foram vendidos 34 dos 40 lotes. Esse primeiro leilão, intitulado Uma visão de grandeza, será sucedido por outro da mesma coleção, em maio, com mais 30 obras.

 “Estou satisfeito. Nas atuais circunstâncias, foi um bom leilão. E o mural de Rivera será vendido mais adiante, estou convencido. O problema hoje é que o mural era muito caro para os clientes que concorreram”, explicou Stein. “Em todo caso, fomos testemunhas de uma venda histórica, com colecionadores lutando para comprar uma parte da maravilhosa coleção Zambrano, cheia de tesouros da metade do século passado, obras-primas do surrealismo e a maior coleção de autorretratos de artistas latino-americanos vista em um leilão”, acrescentou.

Entre os artistas que tiveram a cotação muito melhorada estão Rodolfo Neto (La Raison du Plus Fort), Tomas Sánchez (Meditador y Laguna Escondida en el Bosque), Rodolfo Morales (Canasta de Flores), Julio Galán (Naturaleza Muerta), Ángel Zárraga (Futbolistas en el Llano), Carlos Mérida (Autorretrato), Ana Mercedes Hoyos (Mural en Tres Partes), Armando Morales (Selva Tropical), Jorge González Camarena (Proyecto para el Mural de la Constitución de 1917), Juan Soriano (Retrato de Lola Álvarez con Juan Soriano Niño) e Roberto Montenegro (Autorretrato en Bola de Cristal).Algumas peças do primeiro lote, obras de Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros e José Clemente Orozco são consideradas patrimônio nacional mexicano, por isso foram vendidas a colecionadores radicados no México.

Stein considera que a legislação mexicana é uma “prisão” para a arte. De fato, a lei federal mexicana sobre monumentos e zonas arqueológicas, artísticas e históricas vai contra a UNESCO e sua lei de livre circulação de obras de arte, conforme afirma o comissário da Sotheby's.



A maior parte das obras foi adquirida na segunda-feira por colecionadores dos Estados Unidos, México, Canadá, Inglaterra, Venezuela e Colômbia. Nenhum deles quis se identificar.

Lorenzo Zambrano, ex-presidente da Cemex, uma das maiores cimenteiras do mundo, que morreu em maio em Madri de ataque cardíaco durante uma viagem de negócios, tinha uma das melhores coleções de arte da América Latina. O magnata, uma das principais fortunas do México, acumulou obras de artistas do século XX. Para os críticos, a coleção tem um fio condutor indiscutível: a profundidade e a espiritualidade do ser humano.

Além do grande mural de Diego Rivera, destacam-se pinturas e uma escultura de outro mexicano, Rufino Tamayo, além de obras de José Clemente Orozco, David Alfaro Siqueiros e outros como Roberto Montenegro e Juan Soriano. Também há peças de estrangeiros do século XIX, como o norte-americano Conrad Wise Chapman. Além disso, foram leiloadas obras dos cubanos Wilfredo Lam e Tomás Sánchez, dos colombianos Fernando Botero e Ana Mercedes Hoyos, do venezuelano Armando Reverón, do chileno Claudio Bravo, do nicaraguense Armando Morais e do guatemalteco Carlos Mérida.

Zambrano não era casado e não teve filhos, por isso o lucro dos leilões irá para a sua família. Entre suas principais paixões estavam colecionar arte e apoiar o mundo da cultura, principalmente em sua cidade natal, Monterrey, onde era membro do conselho do Museu de Arte Contemporânea da cidade. Ao lado do amigo Gabriel García Márquez, criou o prêmio concedido pela Fundação Novo Jornalismo Ibero-americano, do também falecido escritor colombiano. Gabo chamava Lorenzo Zambrano de O Magnífico.

Por seu lado, a Christie's realizou na segunda-feira a primeira das duas jornadas consecutivas de leilões de arte latino-americana. A melhor obra era do mexicano Ramos Martínez, Mujer con Flores, com preço estimado entre 2 e 3 milhões de dólares. Foi arrematada por 2 milhões.

A Christie's também vendeu um lote de duas enormes estátuas de bronze do colombiano Fernando Botero, Adán y Eva, vendidas por 2,5 milhões de dólares, um recorde mundial do artista em um leilão. Um óleo de Botero, Homenaje a Bonnard, com preço estimado entre 800.000 dólares e 1,2 milhão, não foi vendido porque não alcançou o valor mínimo previsto. O primeiro dia do leilão de arte latino-americana da Christie's terminou com um total de vendas de 20,18 milhões de dólares.

 Fonte: El País

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"Jóias da coroa" da arte sacra portuguesa juntas em Lisboa

09-2014 10:58 por Maria João Costa
As custódias da Bemposta e da Sé Patriarcal, os resplendores do Santo Cristo dos Milagres e do Senhor dos Passos e o medalhão das três ordens militares da coroa portuguesa estão juntas no Museu Nacional de Arte Antiga. 
                                                                             
Cinco jóias do património religioso português do século XVIII podem ser vistas, a partir desta quinta-feira, no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa.

A exposição "Splendor et Gloria" é uma oportunidade única de apreciar obras que nunca antes foram expostas em conjunto.

Na pequena sala quadrada do tecto pintado do MNAA, o brilho das cinco jóias da ourivesaria portuguesa setecentista ilumina as paredes pretas da exposição

"Splendor et Gloria" coloca, pela primeira vez, lado a lado as custódias da Bemposta e da Sé Patriarcal de Lisboa, os resplendores do Senhor Jesus dos Passos e do Senhor do Santo Cristo dos Milagres dos Açores e o medalhão das três ordens militares da coroa portuguesa.

"'Esplendor' é a palavra que se aplica a estas cinco jóias. Elas são do melhor que se produziu em Portugal, qualquer uma delas. Por isso, só o conjunto das cinco é que se podia aproximar, não há nada que se aproxime. Todas elas são únicas, extraordinárias”, explica Anísio Franco, um dos comissários da exposição.

A mostra pode ser visitada até 4 de Janeiro.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Museus de Florença, na Itália, ficarão abertos até a noite no verão

02/07/2014 | 08h01
Museus de Florença, na Itália, ficarão abertos até a noite no verão  Chris Wee/Wikimedia
Galeria degli Uffizi é um dos museus que ficarão abertos até tardeFoto: Chris Wee / Wikimedia
A Galeria degli Uffizi e a Galeria da Academia, dois museus na cidade italiana de Florença, ficarão abertos todas as terças-feiras durante a noite até 30 de setembro.
As duas galerias de arte, que abrigam muitas obras famosas e são considerados dois dos mais importantes museus do mundo, terão seu horário prorrogado todas as terças-feiras de julho a setembro e ficarão abertas aos visitantes das 19h às 22h.
A prorrogação do horário já é rotina desde 2006, e se baseia em um acordo entre a entidade responsável pelos museus de Florença e a prefeitura da cidade italiana.
Nas edições anteriores a iniciativa obteve um grande sucesso de público, explica um comunicado.
Durante os três meses das aberturas extraordinárias, a Galeria degli Uffizi oferece a mostra Puro, Simples e Natural até 2 de novembro, e na Galeria da Academia é possível ver a exposição A Sorte dos Primitivos.
O ministério italiano dos Bens Culturais e das atividades Culturais e do Turismo decidiu que, a partir de 4 de julho, toda a sexta-feira o horário de abertura dos museus italianos será prorrogado por duas horas – ficarão abertos até as 21h.
A Galeria degli Uffizi é dividida em cerca de 50 salas com obras dos artistas renascentistas mais importantes da história da arte Leonardo da Vinci, salas com obras da Roma Antiga, os quadros Primavera e O Nascimento de Vênus, de Botticelli, além de obras de Michelangelo, Rubens, Tiziano e muitos outros.
Já a Galeria da Academia mantém um acervo de obras de arte do período gótico até o final do século 19, uma de suas obras expostas mais importantes é a escultura David de Michelangelo.
A iniciativa se deve ao início do verão europeu na qual os dias ficam mais longos e demora mais para escurecer, nesta época do ano vários eventos culturais são promovidos em diversos países da Europa.
Fonte: Zero Hora