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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Ciclo Sérgio Leone reabre a Sala P.F. Gastal nesta terça

Claudia Cardinale, em Era uma Vez no Oeste, filme da mostra | Foto: Sala P.F. Gastal / Divulgação / CP
A Sala P. F. Gastal, na Usina do Gasômetro (avenida João Goulart, 551), promove um ciclo em homenagem ao cineasta Sergio Leone, mestre do faroeste moderno. “Viva Leone!” exibirá, entre hoje e 8 de março, todos os filmes do diretor, produzidos entre as décadas de 60 e 80. Entre os destaques estão três filmes da célebre trilogia dos dólares “Por um Punhado de Dólares”, “Por uns Dólares a Mais” e “Três Homens em Conflito”.

A programação abre hoje, 16h, com “O Colosso de Rodes”, seguindo com “Por um Punhado de Dólares” (19h). Amanhã tem “Por uns Dólares a Mais” (16h) e “Três Homens em Conflito” (19h); quinta, “O Colosso de Rodes” (16h) e “Era uma Vez no Oeste” (19h); e sexta, “Três Homens em Conflito” (16h) e “Quando Explode a Vingança” (19h). No final de semana a programação tem, às 15h de sábado, “O Colosso de Rodes”, e às 18h, na Sessão Aurora, “O Nascimento de uma Nação”, de D. W. Griffith. E domingo é a vez de conferir “Por um Punhado de Dólares” (15h), “Por uns Dólares a Mais” (17h) e “Três Homens em Conflito”, às 19h15min. 

Entre o período pós-guerra e o início da década de 60, Leone trabalhou como diretor assistente em uma série de produções importantes, que vão desde o clássico neorrealista “Ladrões de Bicicletas”, de Vittoria de Sica, e dramas de Luigi Comencini, como “Mercado de Mulheres”, a grandes épicos hollywoodianos como “Helena de Troia”, de Robert Wise, e “Ben-Hur”, clássico bíblico dirigido por William Wyler.

Fonte: Correio do Povo

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Por dentro do “universo tarantinesco”

Que o Tarantino é um daqueles cineastas que você ou ama ou odeia todo mundo sabe. Mas que tal entrar de cabeça na obra do cara pra entender todo esse furor dentro da sua trajetória meteórica? É exatamente isso que propõe o curso inédito O Cinema Hiperlink de Quentin Tarantino, que vai rolar mês que vem em Porto Alegre e promete desvendar a fórmula “tarantinesca” de fazer filmes.
O curso vai partir dos primórdios da filmografia de Tarantino, mais precisamente da sua malsucedida tentativa de fazer cinema pela primeira vez, com o inédito e nunca finalizado “My Best Friend’s Birthday”, de 1987, até seu trabalho mais recente, o oscarizado “Django Livre”, de 2012. A ideia é abordar cada obra detalhadamente, com exibição de cenas das obras e de suas inspirações, como uma forma de criar links entre os trabalhos do cineasta. Isso sem esquecer das participações do cara como ator em filmes de outros diretores, uma faceta menos conhecida e celebrada do ídolo pop.
Quem comanda a função é o jornalista e cineasta independente Felipe M. Guerra, e o único pré-requisito pra quem quiser participar é a paixão pelo cinema. 
As aulas vão rolar nos dias 14 e 15 de março, das 14h às 16h30 no Santander Cultural (Sete de Setembro, 1028), na Capital. As inscrições podem ser feitas pelo fone (51) 9320-2714 ou pelo email cineum@cineum.com.br, e o investimento é R$ 70. Todas as infos do curso estão aqui.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Críticos gaúchos lamentam morte da atriz Anita Ekberg


Anita Ekberg, linda e diva dos anos 60 | Foto: Bob Haswell / Divulgação / CP

Luiz Gonzaga Lopes
 
A morte de Anita Ekberg neste domingo em Rocca di Papa não pegou tão de surpresa o mundo do cinema, pois a atriz de “A Doce Vida” e tantos outros filmes já estava com 83 anos e afastada da tela pequena e também da tela grande desde 2002.

O Correio do Povo foi repercutir junto a críticos de cinema gaúchos qual o legado da atriz sueca para o cinema e também qual a imagem que fica de Anita para a posteridade. Em uma coisa todos concordam, ela sempre será musa, eterna e inesquecível.

Marcus Mello, crítico de cinema e mestre em Literatura Brasileira:

“Anita Ekberg foi uma das mulheres mais belas do século XX. A sequência na Fontana di Trevi, em “La Dolce Vita”, de Federico Fellini, que ela protagonizou ao lado de Marcello Mastroianni, é provavelmente o momento mais erótico da história do cinema. Mas ela também vai ficar na memória dos cinéfilos pelos filmes que estrelou nos Estados Unidos com Jerry Lewis, “Artistas e Modelos”, “Ou Vai ou Racha” e “Um Biruta em Órbita”, obras-primas do humor nonsense. E claro, pelo média “As Tentações do Dr. Antônio”, também dirigido por Fellini, no longa episódico “Boccaccio 70”. Uma grande perda, sem duvida, mas felizmente a beleza da atriz está eternizada através de seus filmes.”



Milton Ribeiro, crítico do site Sul 21:

“Anita Ekberg nasceu com cara e corpo de pin-up. Causou espetacular furor na década de 50 e desapareceu rapidamente na década seguinte, a medida que foi perdendo suas formas. Também foi importante tema de calendários naqueles tempos de Bardot e de erotismo leve. Era a sueca liberal da imaginação americana e latina, que procurava as revistas eróticas daquele país. Mas não peguei esta época. E então, em 1960 (eu tinha 3 anos!), apareceu Federico Fellini e aquela cena. Quando subiste as escadas, Anita, nem eras importante no filme, eras uma figura de terceira linha nos créditos, mas Federico te deu a chance de dançar, depois fez com que entrasses como uma valquíria em plena Fontana di Trevi – a água estava fria, Anita, mas tu a aqueceste -- e Marcello foi te buscar daquele jeito deprimido e pidão de alguns de seus personagens. Tu és uma visão inesquecível para todos nós. Foi só em ti que pensei, entre ubíquos japoneses, quando conheci a Fontana”.



Marcos Santuário, crítico de cinema, editor do Arte & Agenda e curador do Festival de Cinema de Gramado:

“Quando um expoente das artes, sobretudo do cinema, morre, buscamos uma primeira referência que a caracterize rapidamente para a lembrança de nosso público. Pensar em Anita Ekberg é relacioná-la num primeiro momento, sem dúvidas, ao felliniano "A Doce Vida", de 1960. Eu ainda não havia nascido naquele momento, mas uns 20 anos depois de Anita brilhar como a Sylvia de Fellini, reconheci na Irmã Gertrude, do filme "A Freira Assassina", a exuberância da mulher atriz ali presente. Da exuberante cena noturna com Marcello Mastroianni na Fontana di Trevi, em Roma, imortalizada por Fellini, a pin-up em revistas masculinas em seus primeiros anos nos Estados Unidos, passou por uma substituição marcante: em turnê feita com o comediante Bob Hope, substituiu a outra famosa loira, Marilyn Monroe. Daí foi um passo para brilhar ao lado de Jerry Lewis e Dean Martin em "Artistas e Modelos" (1955) e no drama, "Guerra e Paz", dessa vez na Europa. Sua vida amorosa incluiu romances de fôlego, com nomes como Errol Flynn e Frank Sinatra, mas não interferiu em sua participação em outras obras fellinianas, como "Bocaccio 70", "Os Palhaços" e "Entrevista". Em uma contemporaneidade carente de verdadeiras musas, as imagens do passado como as de Anita ainda tiram o fôlego”.



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

100 Filmes - Da Literatura Para o Cinema é lançado

Um clichê crítico reza que não se pode comparar o filme ao livro no qual se inspira. 100 Filmes - Da Literatura para o Cinema (Editora Best Seller), de Henri Mitterand (organização), vai contra o dogma. Toma uma centena de filmes famosos (uns mais que outros, é verdade) e reflete sobre eles na relação aos romances dos quais foram tirados. Trata-se de trabalho intelectual interessantíssimo e que principia por uma "apresentação" do próprio Mitterand, um texto com valor de ensaio e pensamento crítico. A França - e o livro é francês - alimenta uma antiga meditação a respeito. Basta lembrar que o influente crítico André Bazin escreveu um artigo chamado Por Um Cinema Impuro, defendendo as adaptações literárias. Já seu discípulo, François Truffaut, escreveu um texto de grande repercussão, e virulência, contra as adaptações literárias chamado Uma Certa Tendência do Cinema Francês.
Polêmicas à parte, o interesse maior do livro está nas análises dos filmes escolhidos e suas relações com as obras literárias de que descendem. Os verbetes seguem sempre o mesmo formato. Título, uma sinopse, ficha técnica, as outras versões (se for o caso) e, no corpo do texto, uma análise em geral bastante acurada. Por fim, um pequeno box com "pistas pedagógicas" e uma bibliografia. Este penúltimo item indica que o livro aspira ao debate em escolas secundárias, talvez universidades e escolas de cinema. O autor é designado pelas iniciais.
Por exemplo, no verbete sobre O Idiota, de Akira Kurosawa, o leitor é, em primeiro lugar, informado de que o romance de Dostoievski foi publicado em folhetim entre 1868 e 1869 na revista O Mensageiro Russo, sendo depois editado em dois volumes, em 1874. O texto comenta a decisão de transpor a ação, do século 19, como no romance, para a fase imediatamente posterior à 2.ª Guerra.
Kurosawa argumenta que não havia equivalente no Japão da São Petersburgo do século 19, mas também lhe era útil deslocar a ação para o traumático pós-guerra no Japão. O texto lembra que alguns episódios do personagem (o príncipe Michkin, no romance, Kameda, no filme), como o fuzilamento simulado e a epilepsia, remetem à própria biografia do escritor russo. Por fim, as pistas pedagógicas trazem o foco de discussão possível para temas como o triângulo amoroso, a representação da santidade na tela, a imagem da mulher fatal, os traumas de guerra e a neve como elemento de dramaturgia. Cita ainda filmes afins, em relação a este último quesito: Nanuk, Louca Obsessão, Fargo, Tempestade de Gelo, Insônia. Dramas na neve, todos.
O livro contém verbetes de filmes de antologias como Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola, inspirado em O Coração das Trevas, de Joseph Conrad; Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, tirado de As Memórias de Barry Lyndon, de William Thackeray, ou Doutor Jivago, versão de David Lean para o longo romance de Boris Pasternak. Há também filmes (e livros) menos conhecidos, ao menos no Brasil, como Le Mystère de la Chambre Jaune, dirigido por Bruno Podalydès, de um romance homônimo de Gaston Leroux. Ou Os Fantasmas do Chapeleiro, obra menos evidente de Claude Chabrol, versão da novela de mesmo título de Georges Simenon. Mas, de modo geral, o livro contempla filmes mais conhecidos e acessíveis ao público em diversos suportes.
Algumas obras - em geral clássicas, mas nem sempre - prestaram-se a várias versões para o cinema. A comparação entre elas nos permite avaliar os problemas da adaptação de uma linguagem para outra. Por exemplo, o romance de Pierre Louÿs, La Femme et le Pantin, de 1898, deu origem a três filmes - Mulher Satânica (The Devil Is a Woman, EUA, 1935), de Josef Von Sternberg, La Femme et le Pantin (França, 1959), de Julien Duvivier, até se cristalizar numa das obras-primas de Luis Buñuel sob o título de Esse Obscuro Objeto do Desejo (França, 1977). A versão americana tinha John Dos Passos como roteirista. A francesa, Brigitte Bardot como a femme fatale que atormenta o personagem masculino mais velho. Mas foi Buñuel quem retratou de modo radical a dubiedade da mulher em relação a seu amante (Fernando Rey), fazendo-a ser interpretada por duas atrizes diferentes, Carole Bouquet e Angela Molina.
Outro clássico superadaptado é Madame Bovary, de Gustave Flaubert, publicado em 1857. A adúltera de província foi vivida por Valentine Tessier sob direção de Jean Renoir (França, 1934); Jennifer Jones com Vincente Minelli (EUA, 1950); e Isabelle Huppert, sob Claude Chabrol (França, 1991). Os três filmes adotam o título do romance, e quem não compreenderia isso, já que muitas vezes as versões para cinema buscam se valer do prestígio do livro? O autor do verbete, Philippe Leclercq, considera melhor a versão de Chabrol, mais "fiel".
Minelli teve de usar luvas de pelica, pois o tema "adultério" ainda era considerado delicado na América dos anos 1950. Renoir foi prejudicado pela imposição de uma atriz de 42 anos e dona de estilo de interpretação teatral.
Há diretores que buscam a máxima fidelidade ao espírito do texto, outros que inventam, e outros, ainda, que se aproveitam das lacunas para criar livremente. É o caso de Federico Fellini com seu Satyricon. O texto latino conta as aventuras de dois malandros, Ascilto (Hiram Keller) e Encolpio (Martin Potter), em episódios justapostos, como numa novela picaresca. Ambos disputam o efebo Giton, participam do banquete de Trimalquião, são presos, mandados às galés e vendidos como escravos. Encolpio perde sua virilidade e a recupera pelo intermédio da feiticeira Enoteia, enquanto Ascilto morre em combate. Por fim, Encolpio parte rumo ao desconhecido e a narrativa se fecha (ou se abre?) com uma frase interrompida e uma ilha vislumbrada ao longe, ao som da música inventada por Nino Rota com temas africanos. Como se sabe, da narrativa de Petrônio, escrita entre 62-64 d.C., sobraram apenas fragmentos. O resto é invenção. Fellini resume esse fato fazendo com que os rostos dos personagens, cujas aventuras acompanhamos ao longo de 138 minutos, apareçam como afrescos de Pompeia em ruínas. É gênio ou não? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Documentário alemão fatura Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental

"Metamorphosen" conta história de um dos lugares de maior contaminação radioativa no planeta

Documentário é ambientado na região Sul dos Urais, na Rússia<br /><b>Crédito: </b> FICA / Divulgação / CP
Documentário é ambientado na região Sul dos Urais, na Rússia 
Crédito: FICA / Divulgação / CP
Depois de seis dias de intensos debates, discussões, encontros, oficinas e projeções cinematográficas, o documentário alemão "Metamorphosen", de Sebastian Mez, foi o principal vencedor, nesse domingo, do Troféu Cora Coralina como Melhor Obra e R$ 50 mil em prêmio do 16º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), na cidade de Goiás. 

A produção é ambientada no meio do nada, na região Sul dos Urais, na Rússia. As imagens contam a história dos habitantes de um dos lugares de maior contaminação radioativa no planeta. A cerimônia reuniu cineastas de diversos países, convidados, imprensa e população. Mescla de discussão temática com festival de cinema, o FICA tem se consolidado como importante momento de dar visibilidade e conteúdo às discussões sobre meio ambiente pelo mundo, Segundo a organização, em 2014, foram inscritas 454 obras: 28 goianas, 258 internacionais, sendo 297 documentários, 71 animações, 81 ficções e seis séries de TV. Entre longas, médias e curtas (76, 108 e 271, respectivamente) foram representadas as preocupações ambientais e humanas de 11 países.

Diretores como Beto Brant, Hilton Lacerda e Eryc Rocha compartilharam conhecimentos, visões e propostas, ao lado de nomes como as atrizes Ingrid Guimarães e Cristiane Torloni, o navegador Amyr Klink, o cantor Zé Geraldo e o pesquisador Robert Stan. Ontem, o encerramento do evento teve a noite coroada com show da Nação Zumbi, Pergunta recorrente é "o que fica do Fica?". Para os participantes, o que fica é a certeza de que o debate sobre o meio ambiente é urgente. Para o cinema fica a gama de produções mundiais, voltadas à conscientização temática. Para Goiás ficam os retornos materiais e o orgulho de ser sede de evento tão fundamental às discussões contemporâneas.

Vencedores:


Grande prêmio Cora Coralina: 
"Metamorfose"
Diretor: Sebastian Mez
País: Alemanha

Menção Honrosa:

"Expedição ao Fim do Mundo"

Diretores: Daniel Dencik
País: Dinamarca

"Central Nuclear"
Diretora: Helena Hufnagel
País: Alemanha

Melhor longa-metragem: 

"O Menino e o Mundo"

Diretor: Alê Abreu
País: Brasil

"Matéria Obscura"
Diretores: Massimo D'Anolfi e Martina Parenti
País: Itália

Melhor média-metragem:
"Carbom crooks"
Diretor: Tom Heinemann
País: Dinamarca

Melhor curta-metragem:
"Wind"
Diretor: Robert Löbel
País: Alemanha

Melhor produção goiana:
"Viagem na chuva"
Diretor: Wesley Rodruigues

"Ainda que se movam os trens"
Diretores: Marcela Borela, Henrique Borela e Vinicius Berger

Prêmio de melhor filme pela imprensa:
"O Menino e o Mundo"
Diretor: Alê Abreu
País: Brasil
 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Filmes de Godard, Cronenberg e Loach são selecionados para Cannes

Dezoito produções concorrem no festival, que ocorre de 14 a 25 de maio

Festival ocorre de 14 a 25 de maio em Cannes<br /><b>Crédito: </b> Festival de Cannes / Divulgação / CP
Festival ocorre de 14 a 25 de maio em Cannes 
Crédito: Festival de Cannes / Divulgação / CP
Os filmes mais recentes do francês Jean-Luc Godard, do canadense David Cronenberg, do britânico Ken Loach e dos irmãos belgas Dardenne estão entre os selecionados para a mostra competitiva da Palma de Ouro do Festival de Cannes, anunciou a organização do evento nesta quinta-feira.

Apenas 18 filmes de um total de 1,7 mil estão na seleção oficial do festival, o evento cinematográfico mais importante do mundo, que acontecerá de 14 a 25 de maio, informou o diretor Thierry Frémaux.



Fonte: AFPCorreio do Povo

terça-feira, 8 de abril de 2014

Colombiano “Crônica do Fim do Mundo” estreia quinta em Porto Alegre

Drama será exibido no CineBancários até 23 de abril

Oportunidade para ver filme colombiano <br /><b>Crédito: </b> Tucuman Filmes / Divulgação / CP
Oportunidade para ver filme colombiano 
Crédito: Tucuman Filmes / Divulgação / CP
O inédito drama colombiano “Crônica do Fim do Mundo” de Maurício Cuervo será exibido, de 10 a 23 de abril, no CineBancários (General Câmara, 424) em Porto Alegre.  

A trama é sobre um catedrático aposentado que vive trancado em seu apartamento, tendo o seu filho como a única conexão com o externo. Enquanto aguarda o anunciado fim do mundo, ele decide telefonar para os seus desafetos e despejar recordações e ameaças. Divertido e dramático tem no elenco Victor Hugo Morant. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

“Trem Noturno Para Lisboa” estreia com exclusividade em Porto Alegre

Longa baseado em obra de Pascal Mericier entra em cartaz na Casa de Cultura

Longa baseado em obra de Pascal Mericier entra em cartaz na Casa de Cultura<br /><b>Crédito: </b> Europa Filmes / Divulgação / CP
Longa baseado em obra de Pascal Mericier entra em cartaz na Casa de Cultura 
Crédito: Europa Filmes / Divulgação / CP
Estreia nesta quinta-feira o filme “Trem Noturno Para Lisboa”, de Bille August, com exclusividade na Sala Norberto Lubisco da Casa de Cultura Mario Quintana. O suíço Raimund Gregorius (Jeremy Irons) é um professor de Latim que vê sua vida mudar depois que evita a morte de uma mulher. Ela foge, mas deixa para trás um livro de um escritor português, Amadeu Prado. Movido pela curiosidade, Raimund embarca numa viagem para Lisboa disposto a conhecer o autor e seu país.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Porto Alegre recebe ciclo de cinema em homenagem a "Truffaut"

Sessões gratuitas vão até abril na Sala Redenção da Ufrgs

Atalante será um dos filmes da mostra dedicada a François Truffaut <br /><b>Crédito: </b> CP Memória
Atalante será um dos filmes da mostra dedicada a François Truffaut 
Crédito: CP Memória
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) dá início à celebração de seus 80 anos com o ciclo de cinema “François Truffaut: os Filmes de uma Vida”, exibindo 39 títulos dos diretores fundamentais na formação do cineasta que revolucionou o cinema francês na década de 1960, com o movimento Nouvelle Vague. Nesta quinta-feira a Sala Redenção começará as exibições gratuitas, em duas sessões (16h e 19h), no Campus Central (Paulo Gama, 110), que seguirão até o final de abril.

A escolha foi a partir do livro “Os Filmes de Minha Vida”, em que Truffaut tece considerações a respeito destes nomes que o influenciaram, dividindo-os em quatro categorias: os que iniciaram a carreira no cinema mudo e continuaram no falado; os americanos e os franceses; alguns outsiders e seus companheiros da Nouvelle Vague. A programação contempla parte do primeiro capítulo, dedicado aos diretores que sobreviveram ao cinema mudo. No programa, “O Atalante”, de Jean Vigo; “Napoleão”, de Abel Gance; “A Regra do Jogo”, de Jean Renoir; 'O Martírio de Joana D'arc”, de Carl Dreyer; e “Ladrão de Alcova”, de Ernst Lubitsch. Em outubro, quando se completam 30 anos da morte do diretor, a Sala Redenção promoverá uma mostra com sua filmografia completa.

Já o Cinebancários (General Câmara, 424) elaborou uma agenda especial para o Dia da Mulher, totalmente gratuita, neste sábado. Serão exibidos três longas franceses inéditos que destacam a figura feminina de forma impactante. Às 15h, o documentário “A Morte do Jovem Aviador” (1993), de Benoit Jacquot, conta a história de um aviador britânico do qual Marguerite Duras descobriu a sepultura, nas proximidades de Deauville. Do mesmo diretor, “Escrever” (1993), às 17h, é a continuação da experiência iniciada com o trabalho anterior, em que a escritora debate com o cineasta sobre a relação com o processo de escrita, a solidão e a casa onde ela escreveu “O Vice-cônsul” e “O Arrebatamento de Lol V. Stein”. Finalmente às 19h terá vez o drama “Sobre a Tábua” (2011), de Leila Kilani, sobre quatro mulheres de 20 anos que trabalham de dia para sobreviver e vivem a noite de Tanger (Marrocos). Elas se repartem em duas castas: as textiles e as crevettes, tendo em comum o enfrentamento à carência e a vontade de sair deste lugar, onde tempo, espaço e sono são raros.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Filme de Hitchcock abre projeto de clássicos em Porto Alegre

Produções restauradas pela Espaço Filmes ganham exibição em várias cidades do país

´Um Corpo que Cai´, de Alfred Hitchcock, abre projeto da Espaço Filmes na Capital<br /><b>Crédito: </b> CP Memória
´Um Corpo que Cai´, de Alfred Hitchcock, abre projeto da Espaço Filmes na Capital
Crédito: CP Memória
O filme “Um Corpo que Cai”, de Alfred Hitchcock, é o primeiro dos cinco clássicos a serem exibidos em várias cidades do país dentro do projeto da Espaço Filmes. O Espaço Itaú do Shopping Bourbon Country recebe uma cópia restaurada em DCP, dando a oportunidade de ver em tela grande este clássico em sessões diárias.  >

Entre as produções a serem lançadas em várias cidades estão “O Pequeno Fugitivo”, de Ray Ashley e Morris Angel; “Fome de Viver”, de Tony Scott; “Os Pássaros”, de Hitchcock; e “O Sentido da Vida”, de Terry Jones.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Mostra de cinema alemão chega a Porto Alegre

Dez longas e seis curtas serão exibidos até dia 28 de novembro

Filme ´A Garota das Nove Perucas´integra a programção do Panorama Alemão<br /><b>Crédito: </b> Jürgen Olzcyk / Divulgação / CP
Filme ´A Garota das Nove Perucas´integra a programação do Panorama Alemão 
Crédito: Jürgen Olzcyk / Divulgação / CP
Amostra Panorama Alemão 2013 será realizada em quatro capitais brasileiras, entre elas Porto Alegre. A exibição de filmes começa nesta quinta-feira e vai até o dia 28 de novembro, no Espaço Itaú de Cinema (no shopping Bourbon Country). O evento, produzido pela German Films, centro de promoção de filmes alemães em todo o mundo, contará com a presença de cineastas e atores cujas películas compõem a programação. A mostra Panorama Alemão faz parte do cronograma de atividades oficial do Ano Alemanha/Brasil. Serão dez longas e seis curtas, premiados em diversos festivais ao redor do mundo. “Duas Vidas”, de Georg Maas; “Saída Marrakech”, de Caroline Link; “Houston”, de Bastian Günther; e “A Garota das Nove Perucas”, de Marc Rothemund, vão abrir o festival, respectivamente, em Salvador, Brasília, Fortaleza e Porto Alegre. 

“Duas Vidas”, que aborda os dilemas de uma mulher fruto de um relacionamento durante a II Guerra Mundial, é o indicado oficial da Alemanha para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2014. O documentário “Não Me Esqueça”, de David Sieveking, retrata os cuidados domésticos prestados a uma pessoa acometida pelo Mal de Alzheimer.  O filme “A Garota das Nove Perucas” traz a história de Sophie, que logo após entrar na faculdade é diagnosticada com um câncer. Nove perucas torna-se, então, o seu elixir de vida.  Completam a seleção de longas “Mar Silencioso”, “Finsterworld”, “Verão Lá Fora”, “Nada de Mau Pode Acontecer” e “Queda Livre”.


Fonte: Correio do Povo

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Inaugura mostra com obras da cineasta Ulrike Ottinger

Alemã estará em Porto Alegre para sessão de abertura às 19h30min

Cineasta alemã Ulrike Ottinger, que ganha retrospectiva, estará na Usina do Gasômetro<br /><b>Crédito: </b> Goethe Institut / Divulgação / CP
Cineasta alemã Ulrike Ottinger, que ganha retrospectiva, estará na Usina do Gasômetro 
Crédito: Goethe Institut / Divulgação / CP
Uma retrospectiva com obras da alemã Ulrike Ottinger começa nesta quinta-feira, na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551). A cineasta estará presente na sessão de abertura da mostra de filmes, às 19h30min, na qual será exibido seu trabalho mais recente, o longa-metragem “Sob a Neve”, rodado no Japão. Toda a programação é aberta ao público e tem entrada franca. Em uma parceria entre o Goethe Institut e a Secretaria da Cultura de Porto Alegre, através de suas Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia e Coordenação de Artes Plásticas, o público porto-alegrense tem acesso a trabalhos desta, que é considerada uma das cineastas e artistas mais transgressoras surgidas na Alemanha do pós-guerra.

A programação inclui, além da mostra de filmes na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551), entre 10 e 17 de outubro, também a exposição com 52 fotografias suas no Porão do Paço Municipal (Praça Montevidéu, 10), que pode ser visitada a partir desta sexta até o dia 8 de novembro.

Nascida em 1942, a cineasta Ulrike Ottinger faz parte da mesma geração dos diretores Rainer Werner Fassbinder (1945-1982) e Werner Schroeter (1945-2010), dois dos principais expoentes do cinema alemão do pós-guerra, com os quais sua filmografia costuma ser associada. A exemplo de seus colegas Fassbinder e Schroeter, Ulrike é autora de uma obra original, que a colocou entre os realizadores de vanguarda em seu país a partir da primeira metade da década de 70. Desde seus primeiros filmes, ainda no formato de curta-metragem, ela atraiu a atenção da crítica por sua peculiar visão de mundo, pela profusão de referências eruditas e por sua extravagante direção de arte. Questões psicológicas permeiam toda a sua produção. Entre seus filmes, estão “Retrato de uma Alcoólatra” (1979); “Freak Orlando” (1981); “Dorian Gray no Espelho da Imprensa Marrom” (1984); e “Joana D'Arc da Mongólia” (1989); “Exílio em Shangai” (1997); e “O Baú do Casamento Coreano” (2009).

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Fonte: Correio do Povo

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Academia Europeia de Cinema premiará Almodóvar e Deneuve

Diretor espanhol e atriz francesa receberão o prêmio em 7 de dezembro.

Academia Europeia de Cinema premiará Almodóvar e Deneuve Divulgação/Ver Descrição
Pedro AlmodóvarFoto: Divulgação / Ver Descrição
 diretor espanhol Pedro Almodóvar e a atriz francesa Catherine Deneuvereceberão um prêmio em 7 de dezembro na 26ª Cerimônia da Academia Europeia de Cinema, indicou a organização nesta terça-feira.
O prêmio a Deneuve, de 69 anos e que atuou em mais de 100 filmes, é em reconhecimento "ao conjunto de sua obra", segundo a academia. Já Pedro Almodóvar, de 63 anos, receberá um prêmio por sua contribuição para a difusão do cinema europeu no mundo.
— Pedro Almodóvar ganhou praticamente todos os prêmios que existem e seus filmes têm desempenhado um papel importante na maneira de ver não só a Espanha, mas também o cinema europeu — afirma a academia.
Após o sucesso internacional de Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988), Pedro Almodóvar já dirigiu sucessos como Salto Alto (1991), Fale com Ela (2002) eVolver (2007).
AFP
Fonte: Zero Hora

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Filme francês sobre pintor Auguste Renoir é indicado ao Oscar

Longa-metragem participa de seleção para categoria Melhor Filme Estrangeiro

Michel Bouquet protagoniza filme dirigido por Gilles Bourdos<br /><b>Crédito: </b> Divulgação / CP
Michel Bouquet protagoniza filme dirigido por Gilles Bourdos 
Crédito: Divulgação / CP
"Renoir", do diretor Gilles Bourdos, filme sobre a vida do pintor impressionista Auguste Renoir, será proposto pela França para as indicações ao próximo prêmio Oscar, anunciou nesta segunda-feira em Paris o Centro Nacional do Cinema. O longa-metragem é protagonizado por Michel Bouquet.

O filme transcorre em 1915 na Costa Azul e relata a chegada a uma cidade do pintor (Michel Bouquet), que já sofre as doenças da idade, e de Andrée (Christa Théret), uma jovem que se converterá em modelo do artista e transtornará a vida de toda a família, incluindo a de Jean, o filho do artista (Vincent Rottiers).

Todos os anos, a Academia de Hollywood escolhe os cinco filmes que competirão na categoria Melhor Filme Estrangeiro, sobre um total de 60 ou 70 propostas de diferentes países. A próxima cerimônia de entrega do Oscar está marcada para o dia 2 de março. Até esta data, será divulgada uma lista curta de filmes e depois a seleção final. 

No ano passado, "Intocáveis", de Eric Toledano e Olivier Nakache, foi escolhido para representar a França, mas não foi indicado pela Academia de Hollywood. O último filme francês a ganhar a estatueta dourada na categoria Melhor Filme Estrangeiro foi "Indochine", de Regis Wargnier (1993), com Catherine Deneuve. Neste ano, o Oscar nesta categoria foi para "Amour", de Michael Haneke (Áustria), com Emmanuelle Riva e Jean-Louis Trintignant.
Correio do Povo

Fonte: AFP

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Arte em Revista

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Artista trabalha em filme de ação iraquiano 'Noite de Bagdá' (BBC)
O boletim semanal cultural da BBC Brasil traz nesta edição o trabalho de um grupo de cineastas iraquianos que está concluindo um filme de animação tridimensional que visa resgatar a cultura tradicional e o folclore do país.
O longa-metragem, intitulado Noite de Bagdá, conta a história de Saluaa, um vampiro conhecido nas lendas locais.
O Arte em Revista destaca ainda um minúsculo museu nova-iorquino que exibe coisas bizarras, como tampas de garrafas da cidade e sacos de batata frita.
Fonte: BBC Brasil