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sábado, 27 de outubro de 2012

Os relógios derretidos de Salvador Dalí


Quando se fala em Salvador Dalí, a imagem que logo vem à mente é a do quadro A persistência da Memória. Muitos podem até não saber o título da obra, mas logo identificam os relógios derretidos, metáfora para a liquidez do tempo. A obra é um ícone da escola surrealista, que tem Dalí como um de seus principais representantes.

Mas surreal mesmo é a imagem abaixo. Pode esfregar os olhos à vontade, mas é isso mesmo: o “melting clock” retratado por Dalí em seu quadro surrealista virou realidade!
A peça foi projetada para ficar apoiada na borda de um móvel plano e dá a impressão de que vai escorregar e cair a qualquer momento. Se você é um apaixonado pela obra do pintor espanhol, vai dar pulos de alegria ao descobrir que o relógio está à venda na Amazon por um preço bem acessível. veja:http://www.amazon.com/gp/product/B004RBZ9AO?ie=UTF8&redirect=true


fonte:http://www.lpm-blog.com.br/?p=6771

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O Parque dos Objetos Mortos


"A passagem crua e invencível do tempo, a efemeridade "moderna" dos objetos, "o fim da linha do consumo" - a imagem mesma do perecimento -, aludidas genérica e um tanto metaforicamente na menção inicial ao imaginário do desmanche, aparecem no depósito de reciclagem do Loteamento Cavalhada em toda sua dramatização e opulência material. Diariamente, cerca de uma tonelada do lixo de Porto Alegre é descarregado e processado no local. Junto aos montes de garrafas plásticas, alimentos em decomposição e toda sorte de dejetos, é inevitável, constante e chamativa a presença de velhos aparelhos de televisão, fitas de vídeo-cassete, máquinas de escrever e vinis antigos. Passear no parque dos objetos mortos é defrontar-se com uma memória social impregnada na materialidade decomposta das coisas; do mesmo modo, fecha-se diante de nós a vida média dos objetos (sempre progressivamente encurtada) e um ciclo ou processo produtivo-industrial espiralado (produção ® consumo ® descarte ® coleta ® reciclagem ® [re]produção)."
Fonte: SILVEIRA, Fabrício. O parque dos objetos mortos: por uma arqueologia da materialidade das mídias. Ghrebh – Revista de Semiótica, Cultura e Mídia. 2003. Disponível em:http://revista.cisc.org.br/ghrebh2/artigos/02fabriciosilveira032003.html acesso em 08/04/2012
Foto: mtomasini