terça-feira, 25 de setembro de 2012

Projeto Aprender com a Pinacoteca, da Fundação Volks, leva estudantes ao museu em Taubaté

Exposição “Pelos caminhos de Taubaté: Identidade, Patrimônio e Cidade”, apoiada pela Fundação Volkswagen, apresenta obras de artistas taubateanos que vivenciaram na Europa o desenvolvimento da Arte Moderna
O projeto Aprender com a Pinacoteca, desenvolvido pela Fundação Volkswagen em parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, inicia neste mês a etapa de visitas dos estudantes da rede municipal de ensino ao Museu da Imagem e do Som de Taubaté - Mistau. As visitas monitoradas visam promover aprendizagem de leituras de obras de arte e oferecem subsídios para a educação patrimonial, por meio da atuação de mediadores no museu, especialmente preparados para atender os grupos de estudantes.
Até o final do ano, mais de 50 visitas monitoradas serão realizadas, beneficiando aproximadamente 1.500 alunos da rede municipal de ensino.
No museu, os visitantes poderão conhecer a exposição “Pelos caminhos de Taubaté: Identidade, Patrimônio e Cidade”, também apoiada pela Fundação Volkswagen. A exposição conta com duas obras do acervo da pinacoteca Anderson Fabiano: uma de Georgina de Albuquerque (1885-1962) e uma de Francisco Leopoldo (1879-1948), ambos nascidos em Taubaté e que vivenciaram na Europa o movimento histórico de transformações na arte, o desenvolvimento da Arte Moderna. A exposição é aberta ao público e tem entrada gratuita.
Ao final da visita cada estudante receberá um “passaporte”, com o título “Meus Lugares: pelos caminhos de Taubaté”. A publicação contém uma ficha de identificação, questionário sobre seus costumes e preferência, dicas de turismo, curiosidades sobre a cidade, espaço para anotações do cotidiano e dos passeios por Taubaté, convidando o aluno a construir sua própria memória.
Segundo a diretora da Fundação Volkswagen, Conceição Mirandola, os educadores poderão trabalhar com seus alunos atividades visuais, musicais, corporais ou verbais, abordando conteúdos e discussões tratadas nas leituras de imagem. “Trazer o projeto Aprender com a Pinacoteca para Taubaté possibilitou fazer um mapeamento do patrimônio cultural local e ainda incrementar o acervo do Mistau com algumas obras da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Com a exposição, os professores de Arte que participam do projeto e seus alunos passam a ter a experiência de aprendizagem de arte dentro do museu, bem como o público geral da região que poderá visitar gratuitamente a exposição”.
Em Taubaté, o projeto Aprender com a Pinacoteca é realizado com a parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de Taubaté, com apoio do Ministério da Cultura e da, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.
Exposição
A exposição “Pelos caminhos de Taubaté: Identidade, Patrimônio e Cidade” tem entrada gratuita e está aberta à visitação até o dia 10 de dezembro no Museu da Imagem e do Som, de terça à sexta das 8h às 12h e das 14h às 17h30, sábados e domingos das 8h às 12h. O museu fica na Avenida Thomé Portes Del Rey, nº 761 - Jardim Ana Emília.
O Museu de Imagem e Som de Taubaté foi inaugurado em 6 de setembro de 1995 e está subordinado à Divisão de Museus, Patrimônio e Arquivo Histórico da cidade. Seu espaço físico conta com um auditório e sala de projeção com capacidade para 50 pessoas, ilha de edição e equipamento de vídeo digital, terminal de áudio, laboratório e acervo fotográfico, arquivo histórico, biblioteca e hemeroteca, além da exposição permanente Exposição Permanente ”Taubaté na História do Brasil”.
Fonte: http://www.diariotaubate.com.br/display.php?id=28330
Acesso em 25/09/12

A arte de escrever sobre si é tema de palestra na Feira do Livro

O processo criativo de escrita foi analisado pela psicóloga e escritora Adriana Kortland na palestra “Fios da Memória – Como Escrever de Si”. Nesta segunda-feira, 24, na XVI Feira Pan-Amazônica do Livro, realizada no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém, ela deu dicas de como escrever bem, de como ter intimidade com as palavras facilita na construção de um texto e da importância de dar asas à imaginação. A apresentação foi baseada nos estudos da escritora que resultaram no livro de nome homônimo à palestra.
“Escrever é a última parte de um processo que só vai acontecer com uma condição: se eu permitir ficar comigo mesmo por um tempo – se eu utilizar a minha memória, minhas emoções e meu conhecimento”, revela Adriana Kortland, que mistura os conhecimentos da psicologia com a arte de escrever. Durante a palestra, a escritora utiliza várias comparações para ensinar ao público maneiras de deixar a criatividade livre. “Nosso corpo guarda muitas palavras. É como se nós fôssemos cheios de gavetas e as palavras fossem um caleidoscópio: elas estão guardadas, mas vão mudando o tempo todo”, conta a escritora.
“Fios da Memória – Como Escrever de Si” é um livro que busca estimular a criação sobre a própria vida. Criar aquilo que define o próprio ser humano. A dificuldade que boa parte das pessoas sente de falar sobre si foi um dos motivos que levou o público à palestra. “Fiquei curiosa sobre o tema, porque falar de nós mesmos é muito difícil. E essa é uma atividade muito importante. E o livro da Adriana ser direcionado ao público feminino despertou ainda mais o meu interesse”, opina a pedagoga Laucicleia Ribeiro.
As palestras continuam nesta terça-feira, 25, na XVI Feira Pan-Amazônica do Livro. Às 14h30, na Sala multiuso 2, Lutero Rodrigues fala sobre “Carlos Gomes na Itália” e, em seguida, às 16h, o brasiliense Marcos Linhares ministra palestra a respeito de “Literatura e Verdade na apuração policial e no jornalismo de folhetim”.
Acesso em 25/09/12

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Museu Van Gogh, em Amsterdã, fecha as portas para reforma

O museu Van Gogh, em Amsterdã, na Holanda, fechou suas nesta segunda-feira (24) para realizar uma reforma de suas instalações, que se estenderá até maio 2013. As obras mais conhecidas do famoso pintor holandês, no entanto, seguirão expostas no Hermitage da capital holandesa, uma filial do famoso museu Hermitage de São Petersburgo.
"Trata-se de uma pequena reforma de caráter técnico para atendermos a lei de segurança do edifício. A retirada de toda a coleção é porque também renovaremos toda a instalação climática que mantém os quadros na temperatura adequada", explica a porta-voz do museu, Ingrid Looijmans.
Ela afirma que um total de 75 quadros de Vincent Van Gogh (1853-1890), entre eles os "mais conhecidos e queridos" pelo público, ficarão expostas no Hermitage.
"Não é que organizamos uma exposição no Hermitage. Nos mudamos temporariamente para uma de suas asas para que o público possa seguir desfrutando da obra de Van Gogh", assinala a porta-voz.
Ingrid também afirmou que a mudança temporária do Van Gogh dará uma "oportunidade única aos amantes da arte", já que as obras do conhecido artista holandês "serão mostradas paralelas a uma exposição dedicada aos impressionistas".
A restauração do museu Van Gogh, cujo valor não foi divulgado, sucede a realizada no Rijsksmuseum, que, após 12 anos de reforma voltará a ser reaberto no próximo mês de abril , e a do museu Stedelijk, reinaugurado no último fim de semana.
Foto: divulgação
Acesso em 24/09/12

domingo, 23 de setembro de 2012

Economia e Cultura

Até que ponto se pode falar em levar Cultura à população? Cultura aqui entendida na qualidade de produto a ser incorporado como desejo de consumo? Onde a Economia entra nisso? Levar Cultura à população presume certas políticas culturais que pensam que a massa deve ser servida com produções típicas dos salões da elite, só que a preços acessíveis, como se as massas não tivessem elas sua própria Cultura, seus próprios valores, e não pudessem, elas mesmas, protagonizarem sua vida cultural. Todas essas arestas se colocam sempre que se procura formular reflexões sobre Economia e Cultura, pois esta última, na medida em que vem sendo institucionalizada ― e a lei dos incentivos faz isso, sim ― torna-se intensamente burocratizada e complexa.
Hoje, buscar recursos para qualquer atividade Cultural implica em cumprir uma série de exigências e obrigações que não existiam há alguns anos atrás. Certamente, os artistas são pegos de surpresa com isso, a maioria despreparada para lidar com questões judiciais e administrativas implicadas nessa busca de recursos, com prestação de contas, etc. Como resultado, afasta-se da criação.
Em Breves Ponderações sobre Economia e Cultura.
Foto: mtomasini

Filme sobre Ney Matogrosso é atração do Festival de Brasília

O longa-metragem documentário que retrata a vida de Ney Matogrosso é um dos filmes mais esperados pelo público na mostra deste sábado (22) do 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O diretor carioca Joel Pizzini, reuniu e editou, em pouco mais de 100 minutos de documentário, trechos de entrevistas, imagens e sons que o artista colecionou ao longo de sua trajetória. 
Com Olho Nu, Pizzini sintetiza momentos marcantes de Ney Matogrosso no palco e em seu cotidiano, na tentativa de "desnudar o homem por trás da fama". As motivações, o senso crítico e o caráter libertário e o ideário político que acompanharam o cantor desde o início de sua carreira são, segundo ele mesmo, coerentes com seu atual pensamento.
"Eu sou uma pessoa livre, defendo a liberdade sempre e vou morrer defendendo a liberdade de expressão", disse Ney Matogrosso destacando que o filme mostra apenas uma parcela de sua história. "Não é possível traduzir uma vida inteira em um filme", completou.
Segundo Ney, quando foi convidado para protagonizar a produção documental, disponibilizou mais de 300 horas de gravações que tinha em seu acervo. "O Joel me disse que era muito coerente, como se tivesse dado uma entrevista agora. Eu disse: está bom, então você não vai me alugar para eu ficar falando, se você tem meu pensamento exposto aí", declarou, em tom de brincadeira.
Para o cantor, que acompanhou a criação do Festival de Brasília e as primeiras exibições na capital do país, participar do evento como personagem, este ano, "significa tudo. Foi aqui que tudo começou para mim. Brasília é importantíssima para mim. Aqui, foi onde fiz o primeiro curso de teatro, foi onde fiz teatro pela primeira vez, cantei pela primeira vez. Isto tudo começou aqui", lembrou.
Entre as atrações de hoje, penúltimo dia festival, destacam-se, ainda, o curta-metragem documentário A Ditadura da Especulação, de Zé Furtado, que abre a noite de exibições a partir das 19h. Como único representante do cinema brasiliense, o documentário retrata o movimento de resistência ao avanço das construções de um novo bairro (Noroeste) em Brasília, que acabou retirando do local um antigo santuário indígena.
As exibições previstas ainda incluem a animação Phantasma, de Alessandro Corrêa, que narra a história de uma jovem cantora de ópera que busca o estrelato com a ajuda de um misterioso personagem. Com o curta-metragem de ficção, Vestido de Laerte, os diretores paulistas Claudia Priscilla e Pedro Marques levam para a grande tela, o cartunista Laerte. Protagonista da trama, o cartunista percorre a cidade de São Paulo em busca de um certificado.
O longa-metragem Noite de Reis, do carioca Vinicius Reis, encerra a noite, levando para o público, um drama de uma família que tenta se reconstruir depois da perda de um filho.
Os filmes da mostra competitiva são exibidos simultaneamente no Teatro Nacional, no Plano Piloto, Teatro Sesc Newton Rossi, em Ceilândia, Teatro de Sobradinho, Teatro Paulo Autran Sesc de Taguatinga e no Teatro Sesc do Gama. As exibições serão reprisadas amanhã (23) no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil.
Acesso em 23/09/12

Memória e Literatura

Definição: a relação entre memória e literatura é algo que se apresenta como praticamente evidente, na medida em que toda reconstrução do passado implica na organização de lembranças tomadas, seja de vivências pessoais e coletivas, seja do próprio imaginário, de sorte que a forma como se estrutura o pensamento literário, ora avaliza o imaginário, ora se opõe ao esquecimento, operando como uma espécie de resistência. Contar uma história significa elaborá-la subjetivamente, utilizando a linguagem como ferramenta e a memória como fonte, na expectativa de obter um vínculo com o leitor. O processo da escrita, neste caso, atuará como que definindo diferentes ambientes literários que podem variar intensamente conforme tempo, lugar e público, em matizes contrastantes que, todavia, têm em comum a reconstrução de vivências pelo autor com vistas a um sujeito leitor que as irá vivenciar. Seja um romance, um conto ou mesmo uma notícia de jornal, vamos sempre poder identificar essa relação de forma, que se dá entre o autor e seu leitor, pela via da linguagem, contra um fundo comum, tecido de elementos de memória que permeiam o imaginário, numa trama que desafia o intérprete a penetrar personagens e ambientes articulados segundo estilos e escolas.
Histórico: a literatura é fonte de pesquisa histórica das mais acreditadas na busca de relatos pertinentes a hábitos, costumes e crenças existentes em dada sociedade. O próprio conceito de memória coletiva (HALBWACHS, 1991) encontra na literatura um reforço, na medida em que esta contribui para homogeneizar as recordações de determinado grupo social. Em La mémoire collective (1950), esse autor coloca que:
quanto mais um romance ou uma peça teatral são colocados por seu autor em um período distante de nós de muitos séculos, isso é frequentemente um artifício para afastar o quadro dos eventos atuais e melhor fazer sentir a que ponto o jogo dos sentimentos é independente dos acontecimentos históricos (HALBWACHS, 1950, p. 52).
Ele deixa ainda um testemunho pessoal, quando conta que, estando pela primeira vez em Londres, diante de lugares históricos, lembrou-se imediatamente de Dickens, que lera na infância e que com ele parecia caminhar então.
Outros homens têm essas lembranças em comum comigo, ― acrescenta. Bem mais, eles me ajudam a me lembrar delas: para melhor lembrar-me, eu me volto para eles, eu adoto momentaneamente seu ponto de vista, eu entro em seu grupo, logo, continuo a fazer parte, pois sofro o impulso disso e encontro em mim muitas idéias e modos de pensar que não aprendi sozinho, e pelo quais eu permaneço em contato com eles (HALBWACHS, 1950, p. 8).
Comentário: Assim como o historiador, o autor também interpreta e analisa o passado ficcionalmente, com vistas ao futuro, numa constante atualização do presente. A grande diferença, contudo, situa-se no compromisso com a verossimilhança ― o poder de “fazer crer” que daí resulta (PESAVENTO, 2005) ― que ao primeiro se impõe, mas que o segundo pode dispensar-se de ostentar quando liberta sua imaginação. Relações entre memória e literatura podem ser constatadas facilmente através de diálogos que a segunda estabelece com diversas formas de saber, ainda que não os sistematize, trabalhando com método ou estabelecendo barreiras claras entre o real e a ficção.
Autoria: Maristela Bleggi Tomasini
Referências
PESAVENTO, Sandra Jatahy. Um historiador nas fronteiras: o Brasil de Sérgio Buarque de Holanda. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005.
HALBWACHS, Maurice. Fragmentos de la Memoria Colectiva. Seleção e tradução. Miguel Angel Aguilar D. (texto em espanhol). Universidad Autónoma Meropolitana Iztapalapa Licenciatura em Psicologia Social. Publicado originalmente em Revista de Cultura Psicológica, Año 1, Número 1, México, UNAM- Faculdade de psicologia, 1991. Disponível em: <http://ddd.uab.es/pub/athdig/15788946n2a5.pdf>. Acesso em: 25 jun. 2011.
______. (1950). La mémoire collective, edição eletrônica. Disponível em: <http://classiques.uqac.ca/classiques/Halbwachs_maurice/memoire_collective/memoire_collective.html>. Acesso em: 25 jun. 2011.
Imagem: mtomasini

Culto religioso e cultura pop se encontram em exposição em Olinda


O pernambucano Manoel Quitério abre a mostra neste domingo (22).
"Paralisia do Sono" cria seres fantásticos e situações surreais.

Existe uma doença que faz com que as pessoas, ao acordarem, não consigam se mexer – você fica com olho aberto, mas continua sonhando, com o pensamento bloqueado. “Paralisia do Sono” é nome também da exposição que abre ao público em Olinda, neste domingo (23), do artista plástico pernambucano Manoel Quitério. A mostra, com 18 peças, é realizada na Casa do Cachorro Preto, na Rua 13 de Maio, no Sítio Histórico.

Funcionando como uma projeção da realidade, permeada por coisas que nascem do pensamento individual, as obras fazem uma reflexão sobre o homem e seus objetos de culto. A mistura de religiosidade e cultura pop adotada por Quitério acaba formando seres fantásticos e situações surreais, em madeira, litogravuras sobre papel e até casinhas de passarinho.

De acordo com o artista, a ideia da representação dessa mistura no universo do sonho vem de uma inspiração antiga, nas relações familiares – seus pais foram adeptos de diversas religiões, para buscar respostas da vida. “Não é ateísmo nem nada. Na verdade, é como se fosse um reflexo do medo humano, da coisa toda. A religião é feita por gente, são histórias que falam de gente. Apesar de toda a mítica, são arquétipos, são padrões humanos, desde os deuses gregos até os mais atuais”, contou Quitério em entrevista ao G1.

O questionamento do artista sobre a relação das pessoas com a religião é refletido nas obras através da linguagem pop adotada. As peças surgem como uma mistura de muralismo mexicano, arte popular do interior do Brasil, low brow – que busca inspirações na cultura, na história e em outras obras – e surrealismo pop. Algumas obras de Manoel Quitério também estarão à venda na exposição, que segue até o dia 21 de outubro.

Serviço

Paralisia do Sono - Manoel Quitério
A partir do dia 23 de Setembro, às 17h
Casa do Cachorro Preto - Rua 13 de maio, 99, Cidade Alta - Olinda
Lounge party com dj's Allana Marques
Visitação até 21 de outubro, de quinta a domingo, das 15h às 21h.
Fonte:
Acesso em 32/09/12 Exposição "Paralisia do Sono", de Manoel Quitério
(Foto: Divulgação)


Museu é tema de debate

Instituições de todo o Brasil estão em pauta com a 6ª Primavera dos Museus, no “Museus em Diálogos e Conexões”, dias 24, 25 e 26

Ariane Laura
Da Redação

Em sua primeira edição, o Seminário “Museus em Diálogos e Conexões” ocorrerá nos dias 24, 25 e 26 de setembro, no Museu de Arte Sacra de Mato Grosso (MAS-MT). O evento é realizado pelo MAS-MT em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Universidade Federal de Mato Grosso e as ONG´s Ação Cultural e Casa de Guimarães. 

Com caráter científico, o objetivo do seminário é ser espaço fértil para divulgação e debates das produções que dialogam com a gestão e documentação de acervos e a educação patrimonial e museal. Este evento integra a programação 6ª Primavera dos Museus, que ocorre simultaneamente em diversas instituições do Brasil, entre os dias 24 e 30 de setembro. 

Em sua 6ª edição, a Primavera dos Museus é uma ação nacional coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Com o intuito de sensibilizar os museus e a comunidade para o debate sobre temas da atualidade, a temática escolhida para ser trabalhada este ano é “A Função Social dos Museus”. 

A programação do seminário terá espaço para debater problemas e socializar experiências e intercâmbio. O público poderá participar dePalestra, Mesas Temáticas, Simpósio, Grupo de Trabalho e Fórum. Serão abordados temas variados e olhares múltiplos sobre Patrimônio, Gestão de acervo, Educação patrimonial e museal, e a inserção das instituições museais na promoção e atratividade de grandes eventos nacionais e internacionais, como a Copa de 2014 em Mato Grosso. 

O seminário possibilitará o encontro entre diversas partes ligadas ao Museu, entre os profissionais que trabalham nessas instituições, alunos, acadêmicos, público em geral, entre outros. Est momento é oportuno para divulgar as produções desenvolvidas em museus, centros de memórias e pesquisas, escolas, praças, entre outros espaços de cultura, que apresente as reflexões teóricas, metodológicas e pesquisas voltadas para o patrimônio material e imaterial. 

A coordenadora do MAS-MT, Viviene Lozzi, aponta que dentro desse contexto, é importante pensar como contribuir para somar com essa iniciativa, pois o evento abre espaço para o grupo de trabalho “Museus e a Copa de 2014”. “Este terá a mediação das Secretarias de Estado de Cultura e da Copa do Mundo. Nesta ocasião serão construídas as diretrizes e ações para uma proposta voltada ao ‘Legado Cultural’ em conjunto com os museus e comunidade, visando os atendimentos e ações para a Copa”, explica. 

De acordo com ela, o intuito é de que esse Seminário possa cada vez mais impulsionar o interesse sobre os museus. Este evento, para ela, é o fio condutor que nos convida a uma reflexão sobre o papel das instituições museais no processo de valorização da cidadania e desenvolvimento social para que cada vez mais pessoas conheçam, compreendam, valorizem e se apropriem do seu direito de acesso ao museu, a memória e a cidadania.

FONTE: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=417843
ACESSO EM 23/09/2012

sábado, 22 de setembro de 2012

Exposição traz pela primeira vez ao Brasil obras de arte sacra do Vaticano

Transporta-se para o universo da arte cristã, percorrendo quase dois mil anos de história. Esta é a proposta da exposição Esplendores do Vaticano: Uma Jornada Através da Fé e da Arte que estreia neste fim de semana na capital paulista. A Oca do Parque do Ibirapuera recebe, até o dia 23 de dezembro, mais de 200 peças de arte sacra e objetos históricos, muitos dos quais nunca deixaram o Vaticano. Para a curadoria, mais do que contar a história da fé católica, a mostra evidencia as influências da obra cristã na arte ocidental.

O monsenhor Roberto Zagnoli, curador da exposição, ressalta que a exposição permite um diálogo entre povos e culturas. “A arte é o melhor instrumento para essa troca. Não é só uma exposição de arte cristã, mas, sim, uma exposição que tenta trazer de novo a mensagem cristã, que é de comunhão”, declarou. Ele destaca que muitos dos objetos trazidos pelo projeto nunca sequer foram expostos na Europa. “Mesmo quem visita o Museu do Vaticano, não acessa todas as peças que trouxemos para cá”.

O padre Juarez de Castro, representante da Arquidiocese de São Paulo, visitou a mostra e destacou a oportunidade que os brasileiros terão de conhecer obras inéditas do Vaticano. “O que existe de arte ocidental passa pela igreja, mas essa arte ultrapassa uma confissão religiosa. Ao entrar em contato com essa exposição, entramos em contato não só com a história da igreja, mas com história da humanidade”, disse.

A exposição é composta por 11 galerias. A primeira delas destaca a origem das expressões da arte cristã, que estavam ligadas aos atos de devoção a São Pedro, como por exemplo as velas votivas. Nessa área, o visitante pode ver também uma representação de como o túmulo do santo foi encontrado em 160 depois de Cristo (d.C.), inclusive com um fragmento arquitetônico da parede da sepultura, encontrado em 1941.

Na sala seguinte, explora-se o tema da Idade Média e o período bizantino, quando Roma cresceu como cidade cristã. Um dos destaques da galeria, é um relicário em ouro e prata com ossos que, durante séculos, acreditou-se serem de São Pedro, São Paulo, São José, Sant'Ana, dentre outros santos. A terceira galeria é dedicada ao início Renascimento. Nessa área, destaca-se a obra Deposição no Sepulcro, de Giorgio Vasari.

O pintor Michelangelo, um dos autores das pinturas na Capela Sistina, ganhou uma galeria própria na exposição, na qual está exposta uma reprodução da obra Pietá. Uma das áreas que abordam a trajetória do pintor trazem a reprodução de andaimes utilizados para a pintura da capela, inclusive com reprodução de trechos da obra.

As demais salas da exposição mostram ainda objetos ritualísticos do catolicismo e o papel dos missionários da igreja. Objetos que retratam a trajetória do papado também têm destaque na mostra. O papa João Paulo II ganhou uma sala própria, ela traz um molde em bronze da mão do papa, que poderá ser tocada pelos visitantes.
Acesso em 22/09/12
Imagem: A Pietà, de Michelangelo, feito a partir do original de 1499 
Crédito: Marcelo Camargo / ABr

Marta quer 15 mil Pontos de Cultura

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, em reunião, prometeu manter diálogo permanente com produtores do setor da cultura digital FOTO: AGÊNCIA BRASIL
Brasília. Durante reunião realizada em Brasília com produtores do setor da cultura digital, na quinta-feira, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, admitiu ainda estar conhecendo o Ministério da Cultura (MinC), que assumiu há sete dias, e disse que a meta de o País ter 15 mil Pontos de Cultura em funcionamento até o ano de 2020 é um "delírio" e que exigirá ainda muito trabalho para ser atingida.

Os Pontos surgiram como estímulo às iniciativas culturais já existentes da sociedade civil, por meio de convênios celebrados após chamada pública.

"O resgate e o fortalecimento dos Pontos de Cultura têm que ser um ponto central dessa gestão, mas falar em 15 mil em funcionamento até 2020 é um delírio. Vamos ter que trabalhar muito para isso e vamos trabalhar", disse. Ela destacou que, dos cerca de 4 mil Pontos de Cultura identificados em todo o País, só 2,3 mil são beneficiados por convênios com o ministério.

A meta de 15 mil Pontos de Cultura é um dos 53 objetivos do Plano Nacional de Cultura (PNC), elaborado em parceria com representantes da sociedade civil e aprovado em dezembro de 2011.

Diálogo
Uma frase de difícil compreensão para leigos em informática dita pela ministra está sendo interpretada como sinal de mudança na relação entre o MinC e a cultura digital, da qual os Pontos de Cultura são a expressão mais visível em políticas públicas.
Ao se reunir com representantes do setor, Marta disse "ainda não sou uma hacker, mas vou ser". Bem recebida pelos participantes, a frase na mesma hora inspirou a criação da hashtag #Martahacker no Twitter. "Podem ter certeza, vocês são a minha turma", disse Marta.
Fonte:  http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1184103
Acesso em 22/09/12

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Museu do Automóvel de Brasília é lacrado

Futuro dos mais de 40 carros do acervo é incerto
Por Rodrigo Furlan | 21/09/2012

Um dos espaços mais importantes para a história do automóvel no Brasil foi fechado nesta quinta-feira (20). O prédio em que funcionava o Museu do Automóvel de Brasília (DF) foi lacrado pela Secretaria do Patrimônio da União.

O Museu do Automóvel, criado em 2004, ocupava um espaço cedido pelo Ministério dos Transportes. De acordo com o curador Roberto Nasser, a própria Secretaria do Patrimônio da União emitia uma autorização para o seu funcionamento, mas sem oficializar o local como sede definitiva do Museu.

O fechamento decorreu de um pedido do Ministério dos Transportes de reaver o prédio, num processo iniciado em 2010. A princípio, o local deverá receber arquivo morto. "Esse arquivo é proveniente de um órgão extinto, a Rede Ferroviária, e se encontra no RJ", disse Nasser.

Situação do Museu


Raridades compõem um acervo de mais de 40 carros, como Willys Itamaraty, Willy Capeta, Cadillac, Rolls-Royce, DKW Candango, entre outros, além de milhares de documentos e livros referentes à história do automóvel no Brasil.

"A coleção começou há 40 anos. Desde então, também recebemos empréstimos e doações", disse o curador. Além do acervo, o Museu oferecia cursos, como o de Mecânica de Automóveis para Mulheres, que teria início hoje.

Nasser afirmou que, caso não seja encontrado um local apto a receber as peças do Museu, os itens poderão ser vendidos para outros países. "Há a possibilidade de transferi-lo para o parque da cidade, mas para isso é necessário um decreto do governo local e a adequação do espaço", disse Nasser.

Para tentar evitar o fechamento definitivo, foi criado um abaixo-assinado direcionado à Presidência da República, solicitando a definição de um novo espaço para o Museu. O documento pode ser acessado neste link. Até o momento, mais de 6,5 mil pessoas já assinaram a proposta.
Fonte: http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1702804052777994944#editor/target=post;postID=200183875600905729
Acesso em 12/09/12