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terça-feira, 6 de maio de 2014

A intimidade de Frida Khalo

Mostra na Cidade do México exibe vestido, espartilho, prótese e outros objetos íntimos da artista mexicana

Adolescência. Foto de Frida em 1919, com 12 anos, também integra a exposição sobre a artista.
Cidade do México, México. Por 50 anos, o banheiro do quarto de Frida Kahlo (1907-1954) permaneceu trancado após sua morte, na casa onde hoje funciona um popular museu na Cidade do México. O espaço só foi aberto há dez anos, revelando diversos baús de objetos íntimos da artista, como cartas, fotografias e vestidos coloridos.
Enquanto as correspondências viraram livros sobre a artista mexicana, seu guarda-roupa e suas fotos vão aos poucos chegando ao público. É o caso de duas mostras em cartaz na capital mexicana e na Califórnia, nos Estados Unidos.
Mais de 300 peças de vestuário são exibidas até setembro na residência de Kahlo, apelidada de Casa Azul, em salas que mudam os figurinos a cada três meses. “Ela usava estes vestidos tradicionais para fortalecer sua identidade, reafirmar suas crenças políticas e também para esconder suas imperfeições”, diz a curadora Circe Henestrosa. “Seus amigos mais íntimos contam como Kahlo tinha um cuidado especial ao escolher o que vestir, dos pés à cabeça, com as mais lindas sedas, laços, xales e saias”, completa Henestrosa.
A exposição traz também aparatos médicos que a artista precisava usar por conta de suas enfermidades (primeiro o pólio e, depois, um grave acidente num ônibus). Há uma prótese de perna com uma bota de cano alto vermelha e um espartilho feito de gesso, decorado com uma foice e um martelo – em referência à bandeira da antiga União Soviética. Já a terceira sala do local tem objetos curiosos como um vidro de esmalte pink e adereços de cabeça. Outros espaços exibem vestidos de alta-costura, como Gautier e Givenchy, inspirados na pintora mexicana.
Em 1937, seu estilo a colocou nas páginas da “Vogue”. A revista ajudou na organização da mostra e anunciou um livro em parceria com o museu, a ser lançado na América Latina neste semestre.
Pinturas e fotos. Foi o muralista Diego Rivera (1886-1957), marido de Frida Kahlo, que havia dado as ordens para manter o banheiro fechado por 15 anos após a morte da artista. Mas o mecenas Dolores Olmedo (1908-2002), amiga íntima de Rivera, e que tinha muito ciúme de Kahlo, conseguiu manter o lugar lacrado por mais tempo.
Olmedo, maior detentora de obras dos dois artistas, tem um museu próprio na periferia da Cidade do México. Em março, abriu uma exposição com centenas de pinturas da dupla que estavam em itinerância havia dois anos. Outro lugar para ver as raridades do banheiro da Casa Azul é o Museu de Arte Latino-Americana de Long Beach (Califórnia), que exibe mais de 200 fotografias tiradas por Kahlo e de Kahlo.
Há lembranças de família, como retratos da artista aos seis anos, e imagens de amigos famosos como Man Ray (1890-1976). “É como sentar em sua sala de estar e folhear seu álbum de fotos. É muito pessoal”, disse o presidente do museu, Stuart Ashman. A mostra abriu com um concurso de sósias e tem programação extensa com palestras e atividades até junho.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

"Frida Kahlo, à Revolução!" entra em cartaz no Porto Verão Alegre

Juçara Gaspar protagoniza a pintora mexicana no Teatro de Arena até o próximo domingo

Juçara Gaspar protagoniza a pintora mexicana no Teatro de Arena até o próximo domingo<br /><b>Crédito: </b> Carlos Sillero / Divulgação / CP
Juçara Gaspar protagoniza a pintora mexicana no Teatro de Arena até o próximo domingo 
Crédito: Carlos Sillero / Divulgação / CP
A programação do Porto Verão Alegre nesta quinta vai dos tipos hilários de Cris Pereira ao drama conduzido por Juçara Gaspar, “Frida Kahlo, à Revolução!”, passando pela sensibilidade de “Larvárias” e pelo musical “PoA Paris PoA”. As apresentações são às 21h, e os ingressos podem ser adquiridos nos locais, ou antecipadamente e com desconto, na bilheteria do Teatro Bourbon Country, Casarão Verde (DC Shopping) e Praça das Artes, do Praia de Belas Shopping.

“Frida Kahlo, à Revolução!” foca a genialidade, o posicionamento político e o temperamento explosivo que caracterizou a pintora mexicana, assim como as tragédias que marcaram sua vida. Juçara Gaspar é protagonista e autora do texto, com Daniel Colin, que também assina a direção da peça, em cartaz até o próximo domingo, no Teatro de Arena (Borges de Medeiros, 835).

A poliomielite que sofreu na infância e o acidente automobilístico, na adolescência, deixaram marcas profundas na artista, que pintou com cores intensas suas raízes. Por passar muito tempo acamada, entre uma cirurgia e outra, com a coluna comprometida e por tomar muitos remédios, devido às fortes dores que a acometia, voltou-se, com talento e dedicação, à arte. A vida boêmia, a bissexualidade, seu casamento com o muralista Diego Rivera, as infidelidades do marido, inclusive com sua irmã, e sua postura antiamericana estão na montagem, com trilha original de Luciano Alves.

Também até domingo, mas no Teatro da Amrigs (Ipiranga, 5311), “Cris Pereira Ponto Show” é o maior projeto do comediante gaúcho, consagrado com o personagem “Jorge da Borracharia”. Este e mais cinco tipos cômicos serão interpretados: o chefe dos flanelinhas, um gaudério, um travesti sem noção, um bêbado e um radialista. Em apresentação única, nesta quinta-feira, no Teatro Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana, “PoA Paris PoA” narra a viagem que Marlene Pastro, Izabel L'Aryan e Charles Arce fizeram a Paris, em setembro passado, com linguagem musical, teatral, de vídeo e fotografia. Participam como convidados Janete Cecin, que ministrou cursos de francês por meio da canção e fez shows de clássicos franceses, e a cantora Graça Garcia.

Em última sessão no Renascença (Erico Verissimo, 307), “Larvárias”, da Cia do Giro, retrata os aspectos delicados e graciosos do cotidiano de seres intermediários entre o homem e o bicho, seu humor e poesia. O cenário totalmente branco remete o público a um passeio por um universo de sensações e imagens. O espetáculo estreou em 2005, tendo percorrido festivais pelo Brasil e no exterior.