quarta-feira, 15 de maio de 2013

Fotografia

Créditos: Felipe Biasus

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Produtora de Porto Alegre grava episódios de série para a TVE
Equipe da série em ensaio para as gravações
A produtora Epifania Filmes estará na Serra Gaúcha, de 15 a 30 de maio, para a gravação dos quatro episódios da série televisiva “Bocheiros”, sobre a rivalidade entre duas cidades, as fictícias Sereno do Sul (Santa Tereza) e Nova Serração, que se mobilizam em torno do Campeonato Mundial de Bochas que ocorrerá em Sereno do Sul, reabrindo velhas cicatrizes que o tempo não foi capaz de curar. Os Capivaras, time de Sereno do Sul, precisam vencer os arqui-inimigos de Nova Serração, os Guarás. Assim, o campeonato mundial acaba por se transformar em uma disputa regionalizada que aumenta a rivalidade entre as duas cidades.
A série conta com direção de Boca Migoto, da Epifania Filmes, e roteiro de Leo Garcia, Luciano Braga, Marcela Bordin, Thiago Duarte e Tomás Fleck, da Coelho Voador Roteiros. A locação principal é o município de Santa Tereza que, tombada em 2010 como Patrimônio Histórico Nacional, preserva suas construções datadas do início do século XX e mantém características dos antigos vilarejos, combinando com a proposta da série. Algumas cenas serão captadas também no Vale dos Vinhedos e Monte Belo do Sul.
A equipe de “Bocheiros” é formada por mais de 30 profissionais, incluindo a direção artística, área técnica e elenco, que conta com nomes da dramaturgia gaúcha, como Nelson Diniz, Artur José Pinto e Fernanda Carvalho Leite. Além dos jovens profissionais de Porto Alegre, e da Serra Gaúcha, de Caxias do Sul e de Bento Gonçalves. A figuração também contará com participantes da região.
“Bocheiros” é um dos projetos aprovados no edital de incentivo do Fundo de Apoio a Cultura do Estado do Rio Grande do Sul (FAC TVE), em 2012. Os quatro episódios, com 26 minutos cada, serão exibidos inicialmente na TVE, ainda sem data definida.
Até o dia 15, ocorrem os ensaios com os atores no Museu do Trabalho, espaço cedido pela Casa de Teatro de Porto Alegre. As provas de figurino ocorrem na sexta-feira, dia 10, no Barraco Estúdio. A Prana Filmes também é parceira do projeto, cedendo espaço para reuniões de produção da série.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

CCMQ sedia exposição com fotos em lambe-lambe de personagens gaúchos


Mostra estará aberta de 13 a 28 de maio

A Casa de Cultura Mario Quintana é um dos locais que sediará a exposição de fotográfica "Moendo Ruas: nos Caminhos do Linguiceiro". A mostra estará aberta de 13 a 28 de maio, no hall do 2º andar da CCMQ, dentro da programação do 8° Palco Giratório SESC.

A ação faz parte do projeto O Moedor, experiência que já originou o espetáculo O Linguiceiro da Rua do Arvoredo e Linguiceiro, O SHOW. A ação reúne pesquisa sobre assuntos como os crimes da Rua do Arvoredo, a linguagem do expressionismo alemão e estudos de técnicas cênicas e fotográficas.

Além da CCMQ, a Casa de Teatro de Porto Alegre e Museu do Trabalho irão expor fotografias no formado lambe-lambe com a silhueta de personagens porto-alegrenses. O objetivo é chamar a atenção para o Centro Histórico e para os espaços culturais que sediam o Palco Giratório, proporcionando um outro olhar sobre o tema e sobre a cidade.

domingo, 12 de maio de 2013

Elevador

 Acordei instável! Vesti-me de mulher, ou seja, coloquei uma sai justa, curta, uma blusinha de seda, calcei meu lindo salto alto, fiz um coque no meu cabelo longo e fui à luta, era um dia que prometia muito trabalho. Antes de chegar à empresa, passei no shopping. Entrei no elevador completamente descontraída. Como fui uma das primeiras, fiquei bem no fundo, estava lotado.
Foi ai que senti um braço forte me enlaçar na altura da cintura. Uma mão firme apertou meu quadril puxando-me em direção a um corpo quente, rijo, um pouco atrás de mim. Um frio correu do início da espinha terminando no cóccix, desceu perna abaixo e fiquei bamba. Ele me segurava firmemente. Eu sentia um hálito quente na nuca, mais precisamente atrás da orelha. Aquela sensação de frio e calor ao mesmo tempo percorria todo o meu corpo.

Senti os lábios másculos mordiscarem, levemente minha orelha. Meus seios enrijeceram. Fiquei estática, sentindo, cada vez mais, que aumentava meu prazer e que em breve eu explodiria num orgasmo delicioso, rápido e intenso.

Olhei para frente, via vultos, todos concentrados na marcação dos andares. Não pensei em mais nada, me entreguei àquela sensação que há muito havia esquecido e que naquele dia, ao acordar, veio à tona: ser mulher em todo o sentido da palavra.

Meu corpo pedia mais e ele, sem qualquer pudor, ali, no meio de toda aquela gente, estava me dando prazer, muito prazer, digamos de passagem!

Senti quando a mão dele desceu mais um pouco, sempre muito firme, acariciou minhas nádegas. Um arrepio enlouquecedor fazia com que todos os pelos e poros do meu corpo ouriçassem. Naquele momento eu trancava a respiração para que ela não me denunciasse. Tive medo de gemer, de gritar. Imaginei todos se virando para mim e eu daquele jeito, suada, com o rosto pegando fogo. Não, não era só o rosto que pegava fogo naquele momento!

O tempo parece que deixara de passar, simplesmente parou. Na verdade, eu não queria que aquele elevador chegasse ao subsolo onde eu deveria descer para pegar meu carro.

Enquanto isso ele estava colado em mim, éramos um só corpo, um só frêmito de prazer. Quando eu já estava quase chegando lá, no ponto máximo do prazer, ouvi um “plim” de porta abrindo, tive um sobressalto, sai junto com as demais pessoas, sem olhar para trás.

Simplesmente sai, mal segurava as pernas em cima do salto alto. “toc”, “toc”, lá ia eu quase correndo em direção ao carro. Olhei para os lados e nada, ninguém por perto.  Coloquei a chave na porta e entrei rapidamente. Olhei no espelho e me enxerguei louca, feliz, olhos brilhando, rosto corado, cara de quem acabara de fazer uma grande arte.

Liguei o carro e sai, no caminho fui recobrando os sentidos e até hoje me pergunto se foi um sonho, uma alucinação ou se àquele homem existiu e esteve ali vivendo aqueles momentos comigo. Se ele fazia isso sempre, com outras mulheres? Quem sabe era um tarado e mesmo assim eu me entreguei? Talvez, assim como eu,  fora acometido de uma louca tesão?  Algo que surge do nada e, da mesma forma, some sem deixar pistas?

Sei lá!



Vice-Presidente do IPMF

Fotografia

Créditos: Felipe Biasus

Exposição mostra como refugiados do nazismo enriqueceram a vida brasileira

Mostra sobre o exílio em Frankfurt e cidades brasileiras homenageia refugiados que marcaram a cultura e a ciência no Brasil entre 1933 e 1945, um dos períodos mais importantes da história do Brasil.
Diversos prédios no mais puro estilo Bauhaus em vários bairros da zona sul do Rio de Janeiro têm a assinatura do arquiteto berlinense Alexandre Altberg, nascido em 1908. Ele chegou ao Brasil em 1931 e faleceu em Marília, interior de São Paulo, em 2009, aos 101 anos. Na literatura, gerações inteiras de brasileiros tiveram acesso às obras de Thomas Mann, Hermann Hesse e Elias Canetti graças a outro berlinense, o advogado Herbert Caro. Ele desembarcou em Porto Alegre em 1935, onde atuou como tradutor e editor até morrer, em 1991.
Altberg e Caro emigraram para o Brasil, assim como milhares de outros perseguidos pelo nazismo que, entre 1933 e 1945, buscavam uma nova pátria. Depois da Argentina, o Brasil foi o país que mais refugiados do nazismo acolheu na América Latina – entre 16 e 19 mil, estima-se, sendo a maioria de origem alemã. Ironia da História: execrados pelo regime no país natal, foram responsáveis pela mais forte e ampla contribuição cultural, deixando suas marcas para várias gerações de brasileiros nas mais diversas áreas do conhecimento, do saber e da técnica.
A lista é interminável. Wilhelm Wöller, artista plástico, Richard Katz, escritor, Willi Keller, teatrólogo, Anatol Rosenfeld, crítico literário, Hans Günther Flieg, fotógrafo... E todos deixaram marcas profundas. O regente e compositor Hans-Joachim Koellreutter, por exemplo, veio ao Brasil em 1937 trazendo o dodecafonismo e revolucionou o cenário musical. Entre seus discípulos estavam Cláudio Santoro, Guerra Peixe e Edino Krieger, Caetano Velloso e Tom Jobim.
Contribuição para as ciências
Essa grande influência não se deu apenas no campo das artes. Nas ciências, houve inúmeras contribuições. Muitos cérebros migraram para a recém-fundada USP. Foi o caso do zoólogo Ernst Marcus, que chegou em 1936. Responsável por criar um centro moderno para estudos zoológicos na USP, atuou ali até sua morte, em 1968. Ou do químico Fritz Feigl.
Nascido em Viena em 1891, lutou na Primeira Guerra Mundial, doutorou-se em 1920, dando início a uma brilhante carreira, interrompida pela anexação da Áustria. Com a ajuda do embaixador do Brasil na França, Luiz Martins de Souza Dantas, Feigl escapou da Europa com a família e chegou ao Rio em 1940. Ele trabalhou no Departamento Nacional de Produção Mineral, onde inventou um processo para extrair cafeína a partir de concentrado de café, produto raro e valioso para a produção de Coca-Cola em tempos de guerra.
Criador do método conhecido por "análise de toque", Feigl foi um dos maiores químicos analíticos do século 20. Recebeu a cidadania brasileira ainda em 1944 pela dedicação à pesquisa. No Brasil, escreveu 276 obras. Nunca mais quis deixar o país que o acolheu. Hoje, um importante prêmio brasileiro para químicos tem o seu nome.
No campo dos negócios, destaca-se a trajetória do jovem nascido em Essen em 1922 e que deixou a Alemanha numa das últimas levas de refugiados do nazismo. Chegou ao Brasil aos 17 anos, em 1939 e encontrou emprego como datilógrafo em uma empresa de lapidação. Fascinado pelas pedras brasileiras, o jovem Hans Stern descobriu assim a sua vocação para os negócios.
Hans Stern, de caixeiro-viajante a empresário
De caixeiro-viajante, percorrendo o interior, tornou-se empresário e fundou a primeira loja em 1945. Ajudou a popularizar ametistas, esmeraldas e topázios mundo afora. Hoje, existem 160 lojas H. Stern espalhadas por vários países. Detalhe: Stern, falecido no Rio em 2007, sempre se recusou a chamar as pedras brasileiras de "semipreciosas".
Mostra sobre o exílio
"Em uma sociedade até então marcada pelas culturas portuguesa e francesa, esses refugiados tornaram-se mediadores da cultura da Europa central, em especial da Alemanha", diz a historiadora Marlen Eckl, especialista no tema do exílio."Acabaram por dar novos impulsos a diferentes gêneros e estilos de arte e que continuam a exercer influência sobre a vida cultural brasileira até hoje".
Eckl é uma das curadoras da exposição Exílio no Brasil que será inaugurada em outubro na Biblioteca Nacional Alemã (Deutsche Nationalbibliothek) de Frankfurt como parte dos festejos em torno do Brasil, país-tema da Feira de Livros. A mostra será duplicada e virá para o Brasil: a partir de 29 de outubro, para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Depois fará um giro por várias outras cidades do país. O visitante poderá ver centenas de documentos, originais ou cópias, sobre os exilados, sua obra e sua influência.
A exposição destacará o corajoso envolvimento de diplomatas como o já mencionado embaixador Luiz Martins de Souza Dantas, de Paris, ou o cônsul brasileiro em Marselha, Murillo Martins de Souza. Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, que trabalhava no consulado de Hamburgo, também faz parte do grupo que conseguiu salvar a vida de centenas de judeus e perseguidos políticos – como foi o caso das 48 pessoas do chamado "grupo Görgen" e que conseguiram escapar graças à ajuda do cônsul-geral de Genebra, Milton Cesar Weguelin de Vieira.
Os refugiados tiveram importantíssimo papel na vida acadêmica brasileira, nas ciências e na pesquisa. Muitos professores que ajudaram a criar a USP tiveram de deixar sua pátria natal, como é o caso do geneticista Felix Rawitscher, o zoólogo Ernst Marcus, o botânico Friedrich Brieger.
Koifman: várias gerações de brasileiros foram influenciadasKoifman: várias gerações de brasileiros foram influenciadas
Amplitude e intensidade da influência
"O que impressiona nesse período é a amplitude da atuação e a intensidade da influência da atuação desses imigrantes sobre várias gerações de brasileiros", concorda o historiador Fabio Koifman, que dirige o projeto Memorial do Exílio, da Casa Stefan Zweig em Petrópolis, outra iniciativa que pretende resgatar as trajetórias dos exilados através de entrevistas e pesquisas em arquivos. O escritor austríaco Stefan Zweig (foto principal) emigrou para o Brasil em 1940.
"Em torno de alguns intelectuais – especialmente Otto Maria Carpeaux, que era austríaco – agrupou-se a fina flor da intelectualidade brasileira, animada e impressionada pela larga cultura e pela profundidade das interpretações desses 'novos brasileiros'", diz Koifman. "Gente vinda de grandes centros da ciência e da cultura foi recebida com entusiasmo pelo meio intelectual e artístico. Já a ditadura brasileira, em especial o ministro da Justiça Francisco Campos e os ministros militares, como Eurico Dutra, bem como o próprio Getúlio Vargas, viram na chegada desses portadores de ideias arejadas e não vinculadas ao ideário autoritário um perigo para o regime, declarando-se, não raro, incomodados pela calorosa recepção."
Apesar da forte presença de alemães ao longo de mais de cinco séculos de história do Brasil, a começar por Hans Staden e passando pelas sucessivas levas de naturalistas e viajantes, é provável que não tenha havido outro momento na história cultural do país tão intenso quanto o período de 1933 a 1945, com a chegada dos fugitivos do nazismo.

DW.DE

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Fotografia

Créditos: Felipe Biasus

Semana de Museus inicia na próxima segunda-feira, 13


A programação segue até o dia 19 de maio em museus de SE
A programação segue até o dia 19 de maio(Foto: divulgação)
Na próxima segunda-feira, 13 de maio, todo o país voltará a atenção para os museus , instituições que trabalham na preservação da memória. Isso porque acontece em todo o Brasil a 11º Semana Nacional dos Museus, um evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus e que em Sergipe conta com a coordenação da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).
A programação contará com exposições, palestras, seminários, oficinas e apresentações culturais e irá acontecer em 15 museus espalhados por todo o estado, em cidades como São Cristóvão, Laranjeiras e Canindé do São Francisco.
O tema deste ano tratará sobre ‘Museus (memória + criatividade) = mudança social’, a partir do qual estudantes, museólogos, historiadores e demais pessoas interessadas na área poderão  refletir, discutir e trocar experiências sobre essa realidade em Sergipe.
Abertura oficial
A abertura oficial do evento acontecerá no dia 13 de maio, às 9h, no Memorial da Advocacia, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE). Na ocasião, acontece a abertura da exposição ‘Alegrai-vos sergipanos: festa, celebração e ritual nos acervos museológicos sergipanos’, com fotos e objetos de diversos museus do Estado. Em seguida, a professora Drª. Cristina Almeida Valença Cunha Barroso do Museu do Homem Sergipano (Muhse/UFS), falará sobre o tema ‘As ações educativas nos museus: criatividade a favor do progresso social’.
A programação segue até o dia 19 de maio com diversas atividades em unidades museais da capital e do interior do Estado. Um dos destaques da programação é o lançamento do catálogo e do documentário sobre a coleção de Jenner Augusto do Museu Histórico de Sergipe (MHS), uma iniciativa da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) para homenagear esse grande artista que deu uma significativa contribuição para as artes plásticas no estado.
Oficinas
Duas oficinas serão realizadas durante a 11º Semana de Museus em Sergipe. Uma delas trabalhará o teatro de bonecos e acontecerá em parceria com o grupo de teatro Mamulengo de Cheiroso. A oficina é destinada a professores, estudantes das áreas de pesquisa, museologia, artes cênicas e pessoas da comunidade em geral, e tem carga horária de 12 horas.
O curso será totalmente gratuito e nele o participante terá a oportunidade de trabalhar o teatro de animação a partir de técnicas de confecção de bonecos e interpretação, resgatando a memória coletiva e dando enfoque aos personagens da história de Sergipe, a exemplo de Silvio Romero, João Ribeiro entre outros.
As aulas serão apresentadas na Casa de Cultura João Ribeiro, localizada na cidade de Laranjeiras, entre os dias 13 e 15 de maio, das 14h às 17h. As vagas são limitadas e os interessados devem realizar sua inscrição através do telefone (79) 3179-1916.
Outra oficina que acontecerá durante o evento trabalhará sobre o tema de ‘Fotografia de Obras de Arte’ e será ministrada pelo renomado fotógrafo Carlos Hansen. A iniciativa da oficina é da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) em parceria com a Funarte, e que conta com o apoio da Sociedade Semear e Projeto Sergipe In Foco. Ao longo dos cinco dias do curso ocorrerão aulas teóricas e práticas, com uma carga horária de 40 horas. Todas as vagas desta oficina já foram preenchidas
Exposições
Durante a programação da XI Semana Nacional de Museus, que acontece entre os dias 13 e 19 de maio, o público sergipano terá a oportunidade de apreciar diversas exposições que estarão espalhadas por unidades museais em várias cidades do Estado, como as cidades de Aracaju, São Cristóvão, Laranjeiras, Itabaiana e Boquim, e as mostras apresentarão aspectos marcantes de cultura sergipana e personagens importantes da história de Sergipe.
Além da exposição que será aberta durante o primeiro dia do evento e que estará disposta no Memorial da Advocacia, a Semana de Museus levará ao público uma mostra que será aberta no dia 14 de maio, às 9h, no Memorial Raimundo Fonseca, na cidade de Boquim, e que será intitulada de ‘Hermes Fontes: Patrimônio Cultural de Boquim além fronteiras’. Neste mesmo dia, às 11h, o Museu de Arte Sacra de Laranjeiras abre a mostra ‘Corações em Festa’, sobre a procissão do Sagrado Coração de Jesus.
A programação de exposições segue na sexta-feira, 17 de maio, com a abertura da exposição ‘Um museu, uma coleção’, no Museu Histórico de Sergipe, às 10h, na cidade de São Cristóvão. Na ocasião será lançado também o catálogo que retrata essas peças que fazem parte da coleção de Jenner Augusto.
Além de exposições de telas e objetos, estará presente também, uma mostra fotográfica, intitulada ‘Um olhar poético sobre Itabaiana’, desenvolvida por estudantes da cidade, e que estará em cartaz a partir do dia 18 de maio, no Museu Artístico e Histórico de Itabaiana Antônio Nogueira.
Os interessados em participar da programação da Semana Nacional de Museu devem efetuar as inscrições entre os dias 03 e 13 de maio pelo telefone (79) 3179-1916. Vale destacar que as atividades são totalmente gratuitas.
Confira a programação completa da Semana Nacional de Museus aqui.
Fonte: ASN

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Obsessão


Chovia uma chuva fina, ela andava calmamente, a roupa colava ao corpo. A chuva disfarçava as lágrimas. Sim, ela chorava, as lágrimas molhavam mais o seu rosto do que a chuva, Ela pensava insistentemente em como ele poderia tê-la trocado assim, simplesmente, por uma mulher tão tudo aquilo que ele dizia não gostar. Era chata, pegava no pé, ligava o tempo todo e ele estava louco por ela.

Chegou em casa pensando que precisava lavar o corpo, a alma, colocar a os sapatos para secar e seu coração precisava bater menos por ele.

Debaixo do chuveiro as lágrimas não paravam, secava o corpo e o rosto encharcado, inchado, triste olhando sem olhar, só enxergava lá dentro e lá estava uma bagunça. Era ele ali, impregnado da cor do seu cabelo, dos olhos, do cheiro da pele, do sexo, todo ele estava lá.

Exausta ela adormeceu, acordou de madrugada, na verdade o sol nem havia despontado no horizonte. Levantou doída, por dentro e por fora, dormira mal acomodada, mal amada, não querida, só.

Olhou-se no espelho e pensou: preciso dar um jeito nessa cara, Arrumou-se com cuidado, maquiagem, cabelo, escolheu a melhor roupa, saltos, enfim, aguardou o tempo passar. Sabia exatamente a hora em que ele estaria lá, naquele lugar,

Olhou-se mais uma vez no espelho, passou perfume e saiu. O coração acelerou, mas os passos levavam um corpo que parecia esguio, forte, inabalável. Passou por ele e fez que não viu, não sentiu. Ergueu a cabeça, seguiu em frente e foi desmoronar na outra esquina.

Assim passaram-se os dias, meses, anos. Tudo igual. Ele com a outra ela e ela ali passando firme e forte para à noite, no silêncio do seu quarto, deixar as lágrimas de saudades e de baixo amor escorrer, molhar o travesseiro.

Eles nem mais se reconheciam, ele havia firmado laços em outros braços. Ela ali, indiferente ao tempo que ia passando, às oportunidades de um novo amor, tudo passava liso, só não acabava aquele sentimento de perda que era tudo o que ela tinha para viver, Bem vestida, às vezes até sorrindo, passava com o coração na mão.

 Talvez todos percebessem, ou quem sabe ela escondesse tão bem aquele sentimento que ninguém nem ela mais tinha conhecimento ou domínio sobre ele. Já era uma obsessão.



Vice-Presidente do IPMF