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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Vem aí em 2015: o ano será de Bienal do Mercosul em Porto Alegre

Cinemagma, do artista carioca José Damasceno, que terá exposição no Santander CulturalFoto: Santander Cultural / Divulgação
Bienal do Mercosul Ano de Bienal em Porto Alegre costuma respingar na programação de museus e espaços expositivos. De setembro a novembro, a 10ª edição terá mostras e atividades em locais como Santander Cultural, Museu dos Direitos Humanos do Mercosul, Margs, Usina do Gasômetro, Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, Casa de Cultura Mario Quintana e Paço Municipal. Com o título Mensagens de uma Nova América, a 10ª Bienal do Mercosul volta a se concentrar na produção artística dos países da América Latina, fazendo uma retomada de sua primeira edição, de 1997 – as últimas bienais ficaram marcadas por uma guinada internacional tanto de artistas quanto de curadores. A equipe curatorial desta edição é chefiada por Gaudêncio Fidelis, ex-diretor do Margs e do MACRS. Nas últimas semanas, os curadores começaram a realizar viagens de pesquisa. Os primeiros países visitados foram Chile e Argentina.
Santander Cultural A principal exposição será uma individual de José Damasceno, artista carioca que tem obras no acervo do MoMA, com curadoria de Ligia Canongia e abertura em maio. Outro destaque é a quarta edição do projeto RS Contemporâneo, que divulga jovens artistas. Ao longo do ano, serão apresentadas mostras deLeonardo Remor, Ío (dupla formada por Munir Klamt e Laura Cattani), Felipe Caldas e Michel Zózimo.
Fundação Iberê Camargo Em maio, a instituição estará envolvida em três exposições na Itália como parte da celebração do centenário de Iberê Camargo: duas em Florença (no Museo Marino Marini e no Palazzo Pitti) e uma em Bolonha (no Museo Morandi). Em outubro, a Fundação Iberê Camargo (FIC) levará retrospectiva do artista ao Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio. Na sede, em Porto Alegre, serão inauguradas duas mostras em abril. Uma delas é do escultor e pintor italianoMarino Marini (1901 – 1980), com curadoria de Alberto Salvadori. A outra será dedicada a Iberê Camargo, com curadoria de Paulo Gomes. Em julho, haverá uma mostra dedicada a artistas contemporâneos brasileiros, com curadoria de Gabriela Motta. E, em setembro, a FIC apresentará retrospectiva de Abraham Palatnik, um dos pioneiros da arte cinética no Brasil, com curadoria de Pieter Tjabbes e Felipe Scovino.
Museu do Trabalho Entre as exposições já confirmadas, está a do artista multimídia Diego Medina, em março, com curadoria de Leo Felipe. Em maio, será a vez de Julio Mariani, que apresentará desenhos com curadoria de Ana Flávia Baldisserotto e Eduardo Veras. O artista cearense Eduardo Frota mostrará esculturas e desenhos em agosto. No mesmo mês, está prevista a terceira edição da Parada Gráfica, com artistas de todo o Brasil.
Instituto Ling Inaugurada em 2014 com uma instalação de Nelson Felix (em cartaz até 25/1), a sala de exposições do centro cultural receberá, em 24 de fevereiro, mostra de Karin Lambrecht. Em Pintura e Desenho, a gaúcha mostrará trabalhos recentes(abaixo, um deles). O restante da programação ainda não está confirmado.
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo Inaugurou no dia 13 a mostra Dimensão Pública, reunindo artistas da Associação dos Escultores do Rio Grande do Sul. Ao longo do ano, haverá mais de 10 exposições, entre elas Cartuns Gaúchos – Tradição, Folclore e Humor(22/1), Deportados (do argentino Roberto Saban, em março) e Risk Tak3r – Videoinstalação (de Fernando Rodrigues Machado, em julho).
Fundação Vera Chaves Barcellos Como já é tradição, o espaço de arte sediado em Viamão apresentará duas exposições no ano, uma em cada semestre. A primeira, com abertura em março, será dedicada ao artista Nelson Wiegert. A outra apresentará obras do acervo, com curadoria de Eduardo Veras.
Margs e MACRS Com a mudança de governo do Estado, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs) e o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS) terão novos diretores – os nomes devem ser anunciados nesta semana. Por isso, ambas as instituições ainda não divulgaram programações. No último sábado, foi aberta no Margs a mostra Recortes do Acervo – Pintura, com curadoria dos funcionários e em cartaz até março.
Fonte: ZH

sábado, 14 de setembro de 2013

Mostra artística gratuita promove reflexões sobre como a arte e as ideias perdem ou ganham visibilidade num espaço de tempo


Divulgação
Divulgação
A artista venezuelana, Suwon Lee, exibe a série “The darkness of light” durante a Bienal
Acontece entre os dias 13 de setembro e 10 de novembro a 9ª Bienal do Mercosul/ Porto Alegre, uma exposição de arte contemporânea que reúne performances e eventos realizados em diversos pontos da cidade. A Usina do Gasômetro, Margs, Santander Cultural e Memorial do Rio Grande de Sul são alguns dos equipamentos que vão sediar a mostra artística.
“Se o clima for favorável” é o título do evento, que tem entrada gratuita em todas as atividades. O tema é um convite para a reflexão sobre quando e como, por quem e por que certos trabalhos de arte e ideias ganham ou perdem visibilidade num dado momento no tempo.
A 9ª Bienal pretende identificar, propor e direcionar mudanças nos sistemas de crenças e de experiências e inovações. A mostra apresenta trabalhos de mais de 60 artistas, levando em conta diferentes tipos de perturbações atmosféricas que conduzem deslocamentos de viagem e deslocamentos sociais, avanços tecnológicos e o desenvolvimento mundial, além de expansões verticais no espaço e explorações transversais pelo tempo.
Confira a programação completa em breve no site oficial da 9ª Bienal do Mercosul/ Porto Alegre.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Simulação de queda de satélite divulga 9ª Bienal em Porto Alegre

Acontecimento fictício foi criado pela artista polonesa Aleksandra Mir.
Exposições poderão ser visitadas pelo público até o dia 10 de novembro.

Os destroços de um satélite caído na orla do Guaíba, em Porto Alegre, é uma das atrações da 9ª Bienal do Mercosul na capital gaúcha. Com a inauguração nesta quinta-feira (12), já é possível conferir o acontecimento fictício criado pela artista polonesa Aleksandra Mir, como mostra o vídeo ao lado, gravado pelo RBS COP e transmitido pelo Bom Dia Rio Grande.
Parcialmente enterrado na margem do Guaíba, o satélite destruído "convida para uma inspeção cuidadosa e ressalta tanto o material quanto a escala, deixando parte da reconstrução para nossa imaginação", como diz o texto de apresentação da obra. A construção tem aproximadamente 20 metros de comprimento e é feita totalmente de material industrial descartado coletado em várias fábricas. A obra tem o objetivo de abrir questões sobre Quando? Por quê? Onde?
Queda fictícia de satélite é atração da 9ª Bienal em Porto Alegre (Foto: Reprodução/RBS TV)Queda fictícia de satélite é atração da 9ª Bienal em
Porto Alegre (Foto: Reprodução/RBS TV)
A inauguração oficial da 9ª edição da Bienal do Mercosul Porto Alegre, agora com o nome da cidade junto ao da exposição, ocorre nesta quinta-feira. As obras e performances, espalhadas pela cidade, poderão ser visitadas pelo público de 13 de setembro a 10 de novembro.
A 9ª Bienal é organizada pela Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, uma instituição sem fins lucrativos em Porto Alegre. Nesta edição, o evento leva o título Se o clima for favorável (Si el tiempo lo permite, em espanhol, e Weather Permitting, em inglês). O objetivo é refletir sobre quando e como, por quem e por que certos trabalhos de arte e ideias ganham ou perdem visibilidade em um dado momento no tempo.
O evento terá atrações na Usina do Gasômetro, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul(Margs), Santander Cultural e Memorial do Rio Grande do Sul. Outros espaços e instituições também sediam projetos específicos, performances, programas públicos e eventos. Entre eles estão o Teatro Bruno Kiefer, em Porto Alegre, a ilha do Presídio, localizada no Guaíba, e a Fundação Vera Chaves Barcellos, em Viamão.
A lista completa de artistas convidados já está disponível no site oficial da exposição, assim como o calendário oficial e outras informações.
Fonte: G1

Bienal do Mercosul de Porto Alegre inaugura hoje

Mostra de arte contemporânea reúne obras de 59 artistas de diferentes países até 10 de novembro

Uma das obras mais aguardadas na Bienal é ´Caverna de Morcego´, de Tony Smith<br /><b>Crédito: </b> Mauro Schaefer
Uma das obras mais aguardadas na Bienal é ´Caverna de Morcego´, de Tony Smith 
Crédito: Mauro Schaefer
A cerimônia de abertura da 9º Bienal do Mercosul Porto Alegre será realizada nesta quinta-feira, às 19h, no Memorial do Rio Grande do Sul, na Praça da Alfândega. Esta mostra de arte contemporânea, com obras de 59 artistas de diferentes países, se estende até 10 de novembro com o tema “Se o Clima for Favorável”. Com entrada franca, funcionará em quatro espaços no Centro histórico da Capital: Memorial do RS (Sete de Setembro, 1020), Museu de Artes do Rio Grande do Sul (Margs) (Praça da Alfândega, s/n), Santander Cultural (Sete de Setembro, 1028) e Usina do Gasômetro (João Goulart, 551). Os armazéns do Cais, que tradicionalmente serviam de espaços expositivos, desta vez não integram a mostra, devido ao anúncio de obras da orla. Ao invés do Cais, a Bienal volta a ocupar a Usina (não utilizada em algumas edições) e agora chega ao Memorial. “A Bienal Volta para Dentro dos Museus”, comentou um dos curadores, Bernardo de Souza. A parte de museografia procurou valorizar as características de cada prédio e está mais clean do que nas edições anteriores.

Esta Bienal propõe um encontro entre arte e natureza. Nesse sentido, há várias obras que abrangem aproximações entre arte e ciência, por ambas incentivarem a investigação. Dentro das reflexões da curadoria, estão perguntas sobre como perturbações atmosféricas impelem deslocamentos sociais e avanços tecnológicos. Entre as novidades desta bienal está a inclusão do nome da cidade ao do evento. “O nome da Bienal sempre foi muito questionado. E as bienais costumam ter o nome da sua cidade. Por isso estamos fazendo esta experiência de incluir Porto Alegre ao nome da Bienal', explica a presidente do evento, Patricia Fossati Druck. O fato de ser “do Mercosul” serviu como um ponto de partida para olhar para a arte da América do Sul, mas não se restringiu a ela, conforme explica a curadora-geral, Sofía Hernández Chong Cuy.

Uma das obras mais aguardadas pelo meio artístico é a escultura monumental de Tony Smith, “Caverna de Morcego” (EUA, 1971), formada por triângulos de papelão, que está no Margs. “Esta obra pode ser considerada histórica e ao mesmo tempo inédita, porque é a primeira vez que é montada como o artista a idealizou”, explica Mônica Hoff, da equipe curatorial.


Fonte: Adriana Androvandi / Correio do Povo
Fonte: Correio do Povo