quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Projeto "Inspira" propõe olhar diferenciado sobre cidades

Iniciativa ocorre no StudioClio a partir das 19h30min

Nova edição do projeto Inspira reunirá publicitários Marcelo Pimentel e Marina Bortoluzzi<br /><b>Crédito: </b> Divulgação / CP
Nova edição do projeto Inspira reunirá publicitários Marcelo Pimentel e Marina Bortoluzzi 
Crédito: Divulgação / CP
O Inspira, projeto concebido pela UP Design e produzido pelo StudioClio, chega ao seu segundo ano propondo um olhar diferenciado sobre as cidades, a identidade urbana, a mobilidade, a arquitetura e os movimentos artísticos. Depois de ter a moda como mote em 2013, o Inspira traz o "Novos Olhares com a Street Art". Na edição de agosto, o projeto recebe como convidados os publicitários Marcelo Pimentel e Marina Bortoluzzi, criadores da maior galeria colaborativa de arte de rua de mundo, o Instragrafite, com mais de um milhão de seguidores. O StudioClio (rua José do Patrocínio, 698) recebe a iniciativa nesta quinta-feira, a partir das 19h30min, em Porto Alegre.  

O Instagrafite, que se iniciou em 2011 como um profile no Instagram, hoje é uma das grandes marcas no universo da street art, participando como curador de festivais e projetos, e propulsor de um intercâmbio multicultural entre artistas. Além disso, tem como estímulo se auto-desafiar constantemente, criando e colocando em prática inovação sob o contexto da arte urbana.

Marcelo e Marina tem mais de 10 anos de experiência no mercado da propaganda. Marcelo, gaúcho de São Leopoldo, é diretor de arte e já trabalhou por diversas agências de publicidade em Porto Alegre, em Buenos Aires e em São Paulo, para clientes como Lojas Colombo, Warner, Discovery, Grendene, Bis e Petrobrás. Marina, de Florianópolis, é planejadora, consultora e pesquisadora de tendências, já morou em Florença, Itália, e depois em Porto Alegre por três anos. Já trabalhou para marcas como Grendene, Grupo Jereissati, Multishow, C&A, Banco Itaú, Google e Coca-Cola. O casal mora em São Paulo há mais de quarto anos e tem o Instagrafite como startup própria fazem quase três anos.

O casal dará destaque para os caminhos que tornam a arte de rua uma ferramenta de inovação, sob uma ótica singular, graças aos projetos do Instragrafite pelo mundo. Os ingressos podem ser adquiridos na página do stúdio pelos valores de R$ 30 para o público em geral, e R$ 20 para professores, estudantes e seniores.

Fonte: Correio do Povo

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Teatro de bonecos é tema de exposição fotográfica em Porto Alegre

História da Cia. Caixa de Elefante será contada em painéis no Café do Teatro do Sesc

Teatro de bonecos é tema de exposição fotográfica em Porto Alegre <br /><b>Crédito: </b> Cleiton Thiele / Divulgação / CP
Teatro de bonecos é tema de exposição fotográfica em Porto Alegre 
Crédito: Cleiton Thiele / Divulgação / CP
A Cia. Caixa de Elefante terá sua história contada em exposição fotográfica. A mostra que será aberta nesta terça-feira e vai até o dia 30 de setembro está disponível para visitação no  Café do Teatro do Sesc (Alberto Bins, 665). São mais de 50 painéis registrando os processos de produção de espetáculos do grupo.

Desde 1991, a companhia frequenta festivais e mostras pelo mundo inteiro e é, hoje, um dos grupos de teatro de bonecos de maior destaque no cenário nacional.




Fonte: Correio do Povo

sábado, 2 de agosto de 2014

Exposição "A Paisagem como Vestígio" chega a Porto Alegre

Mostra começa neste sábado, a partir das 20h, com curadoria de Ana Zavadil, na Arte&Fato

Um dos acrílicos sobre tela de Bianca Santini<br /><b>Crédito: </b> Letícia Lau / Divulgação / CP
Um dos acrílicos sobre tela de Bianca Santini 
Crédito: Letícia Lau / Divulgação / CP
Pinturas em grandes dimensões é o que Bianca Santini mostra, a partir deste sábado, na Arte&Fato galeria, com a exposição “A Paisagem como Vestígio” (avenida Protásio Alves, 1893, bairro Petrópolis). O conjunto da produção poética de Bianca Santini é formado por uma série de trabalhos que envolvem a relação entre percepção e imaginação a partir da representação fragmentada da paisagem. O processo criativo acontece por dois caminhos: o primeiro por meio de fotografias de árvores que compõem a paisagem; o segundo é o registro das árvores sobre a tela a partir da sua memória.

O começo do trabalho é feito com a tela no chão, em que os gestos são soltos e fluem por meio da tinta. Em sua obra estão mescladas experiências reais e fictícias como marco inicial do trabalho, porque o pretexto para a sua criação parte de um objeto real. Segundo Ana Zavadil, “o equilíbrio se dá entre a pintura como vestígio do gesto e a imagem representada, em que as duas passam a ter a mesma potência estética”. 

E a curadora aponta ainda que, nesta série de trabalhos, as diferenças e multiplicidades do espaço e do tempo se tornam substância de sua pintura, “onde o tempo se fragmenta em outros tempos: o da imaginação, o do conhecimento técnico, o da verdade da obra e o da percepção. As camadas de tinta acrílica se acumulam criando um corpo consistente gerado do ato de fazer e refazer e onde a imagem principal pode até desaparecer para reaparecer em outro tempo pictórico”. Existe, também, um contraste por meio do preto e do branco que “transborda e verte nos espaços pictóricos trazendo uma sensação de busca inquietante”. Para Bianca Santini as suas pinturas são como janelas “por onde se pode ver através”.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Exposição fotográfica revela novas facetas da fotografia paulistana

 Por Patricia Visconti

Mostra fotográfica em parceria com projeto de incentivo apresenta uma nova forma de olhar para São Paulo.

Em sua quarta edição, a exposição que revela as novas faces da fotografia paulistana estreia com única exibição da “Fotoart – os olhos de quem vê“, no dia 26 de julho, no Hostel Alice, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo.
Divulgação
Divulgação
Parte do grupo que integra o “Orfanato da Fotografia” em uma saída fotográfica no parque Vila Lobos em SP
Nesta da montagem assim como nas anteriores visa propagar e promover as novas facetas da arte de clicar na cidade de São Paulo, com seus jeitos e trejeitos, foco e estilo, mas com um Q a mais, pois desta vez a Infinity Eventos – produtora que organiza a exposição – conta com a colaboração do Orfanato da Fotografia, idealizado e coordenado pela fotógrafa Marina Quezada.
A ideia do Orfanato de Fotografia foi pensando naqueles que estão em inicio de carreira, quando os fotógrafos novatos mais precisam de auxílio.
Como nas três anteriores, o propósito da exposição de ser uma vitrine dos novos talentos desta arte visual, mostrando quão rico há neste trabalho, um pouco tenso em algumas horas, mas bastante prazeroso quando realizado com amor.
E por falar em amor, haverá um bate papo com o fotógrafo Rubens Vieira, que falará com os integrantes do Orfanato sobre o Specialkids, projeto do qual ele é representante na América Latina.
O SpecialKids é um projeto que representar as famílias e crianças com necessidades especiais junto à comunidade fotográfica com o objetivo de expandir as oportunidades de acesso dessas crianças à Fotografia Profissional em nível nacional.
Fonte: Catraca Livre

terça-feira, 15 de julho de 2014

Notas do IPMS



Integra-se à equipe técnica do IPMS o professor, diretor teatral, pesquisador e artífice cultural Leonardo Bizarro. Formado pelo departamento de artes dramáticas da UFRGS, em 2006, vem desde 1993 sendo protagonista de ações culturais ligadas ao teatro e à cultura no RS. Seu ingresso é uma importante contribuição ao IPMS para realização de pesquisas e práticas ligadas a esse campo da cultura e do conhecimento.
BEM VINDO LEONARDO BIZARRO.
Hirã S Justo
Presidente do IPMS.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

UM TEXTO PARA REFLETIR... QUER MESMO SER CIENTISTA?



Vamos fazer as devidas ressalvas primeiro, antes que a polícia de plantão venha me dizer que estou fazendo um desserviço à ciência brasileira. É claro que gostaria de ver mais jovens se tornarem cientistas, e quero contribuir para isso. Mas decidi que faz parte do meu trabalho de divulgação científica tornar público e notório como é se tornar cientista no Brasil.


Meus objetivos aqui são promover a conscientização das pessoas sobre a realidade da carreira de um cientista e, quem sabe, gerar com isso um certo espanto e revolta; e contribuir para que a escolha dos jovens por uma carreira em pesquisa seja consciente, apesar de tudo o que vem a seguir. Mas, sobretudo, o que eu gostaria é de gerar indignação suficiente para fazer a carreira de cientista (1) passar a existir de fato, e (2) ser valorizada.


Feitas as ressalvas, vamos então à minha campanha de anti-propaganda sobre a ciência no Brasil!


Você que é jovem e está considerando se tornar pesquisador: você sabia que…


- durante a faculdade, seus estágios de iniciação científica serão remunerados em apenas 400 reais – isso mesmo, menos do que um salário mínimo? Este é o valor atual definido pelo CNPq. E isso é SE você conseguir bolsa de iniciação científica, porque a Faperj, por exemplo, atualmente limita a sua concessão a UMA bolsa por pesquisador, e o CNPq-PIBIC a duas bolsas. Em um laboratório de tamanho médio, isso já não será suficiente para garantir bolsas a todos os estagiários – o que significa que é vexaminosamente comum termos estagiários trabalhando de graça;


- quando terminar a faculdade, a não ser que consiga emprego na indústria ou em empresas privadas, para fazer pesquisa você precisará concorrer a bolsas de R$ 1.350 para fazer mestrado? Enquanto isso, seus colegas formados em administração, engenharia, advocacia já estarão entrando para o mercado de trabalho, ganhando salários iniciais (com todos os direitos trabalhistas) de 3 a 7 mil reais reais ou mais. Ah, eu mencionei que, embora se espere que você trabalhe 40 horas por semana em dedicação exclusiva durante o mestrado, você não terá qualquer direito trabalhista? Isto porque o seu trabalho ainda não é considerado, ahn, trabalho…


- …é mais fácil conseguir bolsa do Ciência Sem Fronteiras para fazer GRADUAÇÃO no estrangeiro do que conseguir uma bolsa de pós-graduação no país? É isso mesmo: exportamos nossos alunos de graduação, mas não temos bolsas suficientes para mantê-los na pós-graduação no país.


- quando você terminar o mestrado, a não ser que consiga emprego como pesquisador em empresas privadas (que são pouquíssimos), você terá necessariamente que fazer um doutorado? A razão é que o cargo de “pesquisador” em nosso país é quase inexistente; somente institutos de pesquisa como o INCA ou a Fiocruz oferecem emprego (através de concurso público) para pesquisadores (e muitas vezes exigem doutorado). Todas as demais possibilidades de emprego para um pesquisador são como “professor universitário” – e este cargo, também somente acessível por concurso público, é hoje essencialmente restrito a quem já tem título de Doutor.


- então, com 3 anos de formado, você terá que concorrer a bolsas de R$ 2.000 mensais para fazer doutorado? Isso, vou repetir: seus colegas já estarão no mercado de trabalho, ganhando salários reais, tendo seu trabalho chamado de “trabalho”, com direito a férias e 13o salário – e, com sorte, você terá assinado um papel aceitando receber DOIS mil reais por mês pelos próximos 4 anos. E fique muito contente de ter uma bolsa: como dizem nossos detratores, você deveria ficar “muito feliz de estar sendo pago para estudar”. Exceto que você não estará “estudando”; você estará trabalhando, gerando conhecimento, e contribuindo para as universidades publicarem os artigos científicos que lhes servem como base de avaliação no cenário mundial.


- que, durante todos esses anos de pós-graduação, para receber uma bolsa você NÃO poderá ter qualquer outra fonte de renda? Sim, você pode ter outro emprego e fazer pós-graduação sem receber bolsa – mas é pouco provável que consiga terminar a pós-graduação assim. Para receber uma bolsa, você será obrigado a assinar uma declaração humilhante de que não tem qualquer outra fonte de renda. Bom, mais ou menos; a Capes há um ano decidiu aceitar acúmulo de bolsa com “emprego de verdade” SE for na mesma área da sua pós-graduação. Adivinha qual é a chance de você ter esse “emprego de verdade”? Pois é.


- agora, com o diploma de Doutor em mãos, você terá ganhado o direito de competir por vagas para… Professor. Isso mesmo: não de “pesquisador”, mas de “professor”. Isso porque as universidades públicas, onde a boa ciência é feita no país, somente contratam “professores”. Ou seja: com MUITA sorte, você será contratado, no mínimo SETE anos após a graduação, para fazer algo que você NUNCA fez: dar aulas. Seu salário inicial líquido (seu primeiro salário de verdade!) será algo em torno de 5 mil reais – mas não se engane, seu “vencimento básico”, aquele que o governo usará para talvez um dia pagar sua aposentadoria, será de não muito mais do que 2 mil reais…


- é mais provável, no entanto, que você NÃO consiga emprego imediatamente, uma vez doutor, e tenha que ingressar no limbo dos pós-doutorandos? Um “pós-doutor” é exatamente isso que o nome indica: alguém que já é doutor, mas ainda não tem emprego. É um limbo criado pelo sistema para manter interessados os cada vez mais numerosos recém-doutores que não encontram emprego nem como pesquisadores, nem como professores. Pela mesma tabela do CNPq, um recém-doutor recebe uma bolsa de R$ 3.700 mensais, livres de impostos. Ou seja: lembra daquele salário inicial dos seus colegas recém-formados? Um aspirante a cientista finalmente conquista o direito a um valor semelhante… SETE anos após a graduação. Ah, claro: ainda sem qualquer direito trabalhista, pois você “não trabalha”. Permita-me fazer as contas para você: a esta altura, você esta perto de completar 30 anos de idade, e oficialmente… “nunca trabalhou”;


- A esta altura, você já será para todos os fins práticos um Cientista – mas ainda não terá direito de pedir auxílio às agências de fomento para fazer pesquisa? Para gerenciar um auxílio-pesquisa é preciso ter vínculo empregatício com uma instituição de pesquisa – e isso, tirando os pouquíssimos cargos de Pesquisador de fato na Fiocruz, INCA, IMPA etc, você só consegue se virar… professor universitário;


- SE você conseguir ser aprovado em concurso para professor universitário E for fazer pesquisa de fato, você não inicialmente ganhará NEM UM CENTAVO A MAIS por isso? Você terá a mesma carga horária de aulas a cumprir, aulas por preparar e atualizar todos os semestres, mas o trabalho de pesquisa, com o qual você tanto sonhou, é… por sua conta. Se você resolver não fazer pesquisa e apenas der aulas, como você foi oficialmente contratado para fazer, está tudo bem. Talvez seus colegas torçam o nariz para você, porque esqueceram que também o emprego deles é apenas como professores, e não pesquisadores, mas você estará rigorosamente correto se só fizer seu trabalho de professor.


- Apesar disso tudo, sua progressão na carreira universitária será dependente do seu trabalho de pesquisa? Você leu corretamente: você foi contratado como PROFESSOR, mas sua avaliação funcional será feita de acordo com as suas atividades como PESQUISADOR…


- SE você tiver produtividade suficiente, em alguns anos você poderá concorrer a uma bolsa de Pesquisador do CNPq, que complementa seu salário em R$ 1.000 por mês. E isso é todo o incentivo financeiro que você receberá para fazer pesquisa.


Já desistiu? Pelo bem da ciência brasileira, espero que… sim. Esta é minha campanha de anti-propaganda em prol da melhoria da ciência no meu querido país: torço para que você tenha ficado indignado a ponto de considerar fazer outra coisa da sua vida. Precisamos de uma crise, e um desinteresse súbito da parte de nossos jovens seria muito, muito, muito eloquente.


FONTE:


Suzana Herculano-Houzel


http://posgraduando.com/blog/voce-quer-mesmo-ser-cientista

sábado, 12 de julho de 2014

Notas do IPMS


Lançado o primeiro livro da editora do IPMS, em formato ibook, diretamente na App Store - a loja da APPLE. Acesse a loja virtual da ibook e baixe gratuitamente o livro " A camponeza" com uma interessante pesquisa sobre colecionismo no Brasil, com o fac-símile completo, do álbum de figurinhas esportivas das balas "A camponesa" de 1946, com a escalação e fotos dos 7 times portalegrenses da época.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Museus de Florença, na Itália, ficarão abertos até a noite no verão

02/07/2014 | 08h01
Museus de Florença, na Itália, ficarão abertos até a noite no verão  Chris Wee/Wikimedia
Galeria degli Uffizi é um dos museus que ficarão abertos até tardeFoto: Chris Wee / Wikimedia
A Galeria degli Uffizi e a Galeria da Academia, dois museus na cidade italiana de Florença, ficarão abertos todas as terças-feiras durante a noite até 30 de setembro.
As duas galerias de arte, que abrigam muitas obras famosas e são considerados dois dos mais importantes museus do mundo, terão seu horário prorrogado todas as terças-feiras de julho a setembro e ficarão abertas aos visitantes das 19h às 22h.
A prorrogação do horário já é rotina desde 2006, e se baseia em um acordo entre a entidade responsável pelos museus de Florença e a prefeitura da cidade italiana.
Nas edições anteriores a iniciativa obteve um grande sucesso de público, explica um comunicado.
Durante os três meses das aberturas extraordinárias, a Galeria degli Uffizi oferece a mostra Puro, Simples e Natural até 2 de novembro, e na Galeria da Academia é possível ver a exposição A Sorte dos Primitivos.
O ministério italiano dos Bens Culturais e das atividades Culturais e do Turismo decidiu que, a partir de 4 de julho, toda a sexta-feira o horário de abertura dos museus italianos será prorrogado por duas horas – ficarão abertos até as 21h.
A Galeria degli Uffizi é dividida em cerca de 50 salas com obras dos artistas renascentistas mais importantes da história da arte Leonardo da Vinci, salas com obras da Roma Antiga, os quadros Primavera e O Nascimento de Vênus, de Botticelli, além de obras de Michelangelo, Rubens, Tiziano e muitos outros.
Já a Galeria da Academia mantém um acervo de obras de arte do período gótico até o final do século 19, uma de suas obras expostas mais importantes é a escultura David de Michelangelo.
A iniciativa se deve ao início do verão europeu na qual os dias ficam mais longos e demora mais para escurecer, nesta época do ano vários eventos culturais são promovidos em diversos países da Europa.
Fonte: Zero Hora

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Centro de Museus será construído perto do Kremlin

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Na foto: prédio central do Museu de Belas Artes (foto de arquivo)

No âmbito do projecto Muzeiny Gorodok (Vila de Museus) se iniciaram obras de reabilitação de três edifícios integrados no complexo do Museu Nacional de Belas Artes Pushkin, informam fontes municipais.

Segundo a directora do museu Pushkin, Marina Loshak, o primeiro na lista é o Instituto de Filosofia, em que será exibida colecção de pinturas de impressionistas, seguido da quinta Viazemsky-Dolgorukov, a acolher a Galeria de Mestres Antigos, e a Casa Stulov.
O concurso arquitectónico visando a construção de um novo complexo em pleno centro da capital russa, ao lado do Kremlin e do Templo de Cristo Salvador, foi ganho pelo bureau Meganom. De acordo com Loshak, deste modo, será criado um “espaço exposicional único com contornos artísticos espectaculares”.
As obras de reconstrução deverão ser concluídas até 2018.
Fonte: Voz da Rússia

domingo, 22 de junho de 2014

Porto Alegre vai receber exposição que retrata o antigo Egito


Ricardo Gruner, de Brasília
CRISTIANO SÉRGIO/DIVULGAÇÃO/JC
Exposição que retrata o antigo Egito chegará a Porto Alegre em julho, no BarraShoppingSul
Exposição que retrata o antigo Egito chegará a Porto Alegre em julho, no BarraShoppingSul
Quatro esculturas de até 2,5 metros, o trono do faraó Tutankhamón e a réplica de uma esfinge: essas são algumas das 140 peças que a exposição Segredos do Egito trará a Porto Alegre em julho. A mostra, que hoje está em Brasília, poderá ser vista entre 17 de julho e 17 de agosto, no BarraShoppingSul, com entrada franca.

As obras estão divididas em seis subtemas - Vida Cotidiana; Construção, guerra e navegação; Dinastias; Deuses e religião; Tutankhamón; e Morte e mumificação. Nestes recortes, o espectador encontra desde amuletos, colares e ferramentas de trabalho até múmias e sarcófagos. Elaborada em 2011, a coleção foi montada pela agência chilena Agosin Eventos - que adquiriu o material no mesmo ano, quando inauguraram a exposição em Santiago. 

Na época, 100 mil pessoas pagaram para conferir os objetos em um período de quatro meses. “Todas as obras foram produzidas no Egito”, conta o empresário Gabriel Agosin. Segundo ele, as peças são réplicas autorizadas, e não cópias. “Foram feitas com os mesmos materiais e possuem os mesmos detalhes”.

Um exemplo é a reprodução da cabeça de Tutankhamón emergindo de uma flor de lótus, que representa o deus Nefertum. A original foi encontrada no corredor do túmulo do faraó e hoje se encontra no Museu do Cairo. “Tutankhamón não se tornou conhecido por seus feitos, mas porque sua câmara mortuária foi uma das poucas encontradas intactas”, avalia a curadora da mostra, Isabel Salas.

Desta mesma forma, uma múmia do faraó Ramsés também não é verdadeira - até porque é proibido, por lei, que múmias reais sejam utilizadas em exibições. Mesmo assim, a exposição dá grande espaço para a questão da morte: para os egípcios, o sobrenatural e o divino não existiam como conceitos separados da vida terrena, e a eternidade era ratificada por meio da mumificação. 

O processo durava pelo menos 70 dias, período em que o falecido era preparado para o renascimento no submundo. Os órgãos eram retirados do corpo, que era desidratado e preenchido com serragem, conservantes e até textos sagrados. Só então o defunto terminava envolto por faixas de linho branco.

Segredos do Egito também apresenta a relação do povo com a morte através dos sarcófagos. Os símbolos, que decoravam as tumbas, apontavam como era a vida do egípcio na Terra e, em alguns casos, até indicavam instruções para o submundo, em uma espécie de receita do Livro dos Mortos. Na base do sarcófago de Nespamai, sacerdote contemporâneo à dinastia XXVI (664-525 a.C.), por exemplo, consta uma figura do deus Anúbis. Ele estaria à espera do defunto para guiá-lo a Osíris, deus associado à vida no além.

A devoção às divindades também tem destaque na exposição. São homenagens a Anúbis, Hórus, Amon e Thot as quatro esculturas que mais chamam atenção, pelo menos em tamanho. “Os egípcios pegavam as características dos animais e colocavam nos deuses”, lembra a curadora. Hórus, deus dos céus, por exemplo, é visto como um homem com cabeça de falcão.

Ainda integram a mostra maquetes de templos, pirâmides, escaravelhos, miniaturas de ferramentas agrícolas (base da economia da civilização egípcia) e uma reprodução do busto de Nefertiti, encontrado em Tell el-Amarna. Todos esses exemplares virão a Porto Alegre em contêineres gigantes carregados por três caminhões, com esponjas e refrigeração adequada. A mostra faz parte da estratégia da Multiplan de apresentar atrações culturais internacionais inéditas e gratuitas. A empresa investiu R$ 1,8 milhão no projeto.

Fonte: Jornal do Comércio

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Inspirado no futebol, Leandro Serpa abre exposições em Rio do Sul e Florianópolis nesta terça-feira



Camila Iara
camila.iara@santa.com.br

Três exposições inspiradas na arte da gravura chegam nesta terça-feira a Santa Catarina: uma em Rio do Sul, no Vale do Itajaí, e duas em Florianópolis. Com trabalhos de 17 artistas catarinenses e curadoria de Sandra Correia Favero, a mostra Gravura Contemporânea - Vestígios Singulares abre às 20h na Fundação Cultural de Rio do Sul propondo novas experimentações na linguagem através de diferentes técnicas.

Já na Fundação Hassis, na Capital, o talento de Leandro Serpa promete encantar os amantes do futebol a partir das 19h com o projeto Fanáticos. Na noite de abertura haverá ainda a mostra Futebol em Pintura, Escultura e Desenhos por Hassis, com curadoria de Denilson Antônio. Todas são gratuitas e seguem até julho nas duas cidades.

Em Rio do Sul o público poderá conferir trabalhos de Antonio Carlos da Silva, Bebeto, Elaine Maritza Franzon, Elenice Berbigier, Eliane Veiga, Helena Werner, Joana Amarante, José Carlos da Rocha, Julia Iguti, Juliana Crispe, Kelly Kreis, Paulo Roberto, Rita Eger, Sonia Brida, Terezinha Dias, Zulma Borges e Leandro Serpa. Serão oferecidas oficinas de gravura com o professor Luis Carlos Vigarani, de 25 de junho a 11 de julho. As inscrições podem ser feitas no Sesc Rio do Sul pelo telefone 3521- 2798.

Além do Brasil, mostra circula por Portugal e Japão

Circulando por várias cidades do Brasil, Portugal e Japão e contemplado pelo edital Elisabete Anderle, o projeto Fanáticos, de Leandro Serpa – que também marca presença na mostra do Vale –, desembarca em Florianópolis com inversões provocativas entre os uniformes das seleções, escala artistas em vez de jogadores e brinca com a trajetória da bola e as táticas do futebol.

Nascido em Tijucas, Serpa é o único catarinense da exposição Show de Bola, que também faz parte do projeto Fanáticos e está em circulação por Piracicaba, São Paulo e Rio de Janeiro, reunindo 95 artistas de 22 países e retratando as diferentes culturas do planeta numa tela em formato hexagonal, em alusão à bola de futebol.

— Tanto em Rio do Sul quanto em Florianópolis eu integro meu trabalho relacionando o apelo popular do futebol e a arte. O projeto foi idealizado com foco nisso e agora temos a Copa do Mundo aí, então existe essa conversa entre a lógica do jogo e a ótica artística sobre ele — comenta Serpa.

Gravura Contemporânea - Vestígios Singulares - Na Fundação Cultural de Rio do Sul, rua Ruy Barbosa, 204, Bugad, em Rio do Sul. Grátis. De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min. Até 15 de julho.

Exposições Fanáticos e Futebol em Pintura, Escultura e Desenhos por Hassis - Na Fundação Hassis, rua Luiz da Costa Freysleben, 87, Itaguaçu, em Florianópolis. Grátis. De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Até 18 de julho.