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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A Revolução Farroupilha e nossa Identidade



*Carlos Assis Leal Aymone 
CONTINUAÇÃO...

VI - O portugueses continuaram empurrando açorianos (muitos deles descendentes de judeus-holandeses que se refugiaram nos Açores, traziam em si a genética da perseguição e luta)... Mais tarde Alemães... Dentro da política de colonização... Os senhores da terra, ligados a coroa, foram contemplados com grandes porções, tinham por obrigação defender o império.. e traziam a ideologia da Brasilidade, tentando impor aos habitantes locais (miscigenação índios, espanhóis, portugas, que pátria é essa?)...

VII - VEJAM O CONTEXTO DE NOSSA IDENTIDADE - até a "revolução farroupilha" ... Havia indiscutivelmente condições objetivas, culturais, étnicas, geográficas, etc.; Pra tal!

VIII - A questão econômica: obviamente (para alegria dos marxistas limitados ao economicismo), que a questão econômica foi a causa organizacional mais acentuada para a deflagração do movimento, fácil de entender, pois era o bloco histórico da vez.

XI - Dentro deste amplo contexto a liderança foi, primeiro dos fazendeiros, e depois dos intelectuais, e idealistas que campeavam soltos pelo pampa sem fronteiras... não vamos esquecer de Artigas, entre outros... ou seja: o contexto é amplo, os grupos (de caudilhos ou não) também... etnias, classes sociais, marginais, soldados, categorias, bandoleiros, etc. Tudo se misturava... esse é o amalgama da herança farroupilha... com suas contradições inerentes.. E numa guerra ou revolução meus queridos vocês sabem que não sobra espaço para pequenos pudores...

X - Ao fim do movimento, as lideranças, que restavam se dividiram, não havia um centro de comando... e mesmo depois do fim oficial, muitos continuaram lutando pelas coxilhas... (portanto, não foram os farrapos que desarmaram os negros em Porongos,, e sim... bom, todos sabemos...) Há também a questão de que a sofisticada distribuição de trabalho nas charqueadas dispensava a mão-de-obra escrava, por isso a libertação entrou na pauta republicana...

XI - Hoje: são as elites econômicas, políticas, culturais e intelectuais, que lucram e sobrevivem dos recursos federais e consumidores do centro do país, que ridicularizam os movimentos tradicionalistas... são simples correias de transmissão da ideologia da discriminação das elites do centro do país.... Hoje, não é o tradicionalismo como um todo que é de "direita" (existe de fato) mas principalmente os criticistas imaturos e limitados que solapam nossa identidade!


- Sociólogo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
 - Bacharelado e Licenciatura. DRT: 0944
 - Especialista em Planejamento Estratégico Aplicado ao Manejo do Meio Ambiente pela OEA.
 - Diretor de Projetos da Aldeia - Associação de Desenvolvimento Social e Meio Ambiente do Brasil. 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013


A Revolução Farroupilha e nossa Identidade!

*Carlos Assis Leal Aymone 


I - Tudo começou quando há 12000 anos nossos primeiros habitantes vieram dos Andes... Somente 6000 anos depois os Guaranis das selvas brasileiras começaram a invadir o pampa livre. Porém, nunca conseguiram dominar os Minuanos e Charruas...

II - Antes de Portugal e Espanha, nem se fala em Brasil ainda, os Jesuítas aqui ergueram imensa civilização por quase 100 anos (também não conseguiram dominar Minuanos e Charruas)... Após campanha dos impérios os índios resistiram bravamente por mais de décadas...

III - Nossas condições ambientais de largos horizontes e biomas específicos cá criaram seres acostumados a liberdade e rebeldia... (cruza de conquistadores e índios bravios)...

IV - De lá para cá, ora espanhóis, ora portugueses, se revezavam em bandos e confrontos pela fixação das fronteiras... Sempre massacrando pequenos focos de resistências... Estes foram cruzando entre si... E aprimorando a estirpe - mas de fato formando essa identidade de guerreiro...


V - Incontáveis rebeliões de causas diversas foram reforçando esse espírito (não importa o juízo moral ou o modo de produção, onde a natureza e a sobrevivência se impõe, para usar fatos locais, menores, no decorrer do processo histórico - se deve sim, buscar esclarecer esses acontecimentos, mas dentro da sua peculiaridade e contexto, o fato é que os marxistas tentam forçar o modo de produção goela abaixo, etc.)

CONTINUA...

 - Sociólogo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
 - Bacharelado e Licenciatura. DRT: 0944
 - Especialista em Planejamento Estratégico Aplicado ao Manejo do Meio Ambiente pela OEA.
 - Diretor de Projetos da Aldeia - Associação de Desenvolvimento Social e Meio Ambiente do Brasil.