segunda-feira, 31 de março de 2014

2014 é o ano mais estrangeiro da SP-Arte

É o ano mais estrangeiro da SP-Arte - Feira Internacional de Arte de São Paulo, que será inaugurada na quarta-feira, 2, no Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera.
Das 136 galerias presentes na edição, que comemora 10 anos de evento, 40% vêm do exterior e 60%, de brasileiros. Esse quadro traz uma competitividade maior, diz Fernanda Feitosa, diretora e criadora da SP-Arte. Indica aposta no Brasil, mas, até dez dias atrás, como ela mesma conta, o clima ainda era de apreensão por parte dos participantes. "A situação do País é menos otimista do que nos anos anteriores", afirma a advogada. "Mas o mercado se molda".

Entre os motivos de preocupação, enumera, estão as últimas manifestações populares e o polêmico decreto 8.124/13 do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que coloca a possibilidade de obras de acervos privados serem declaradas de interesse público. "Ano passado, os técnicos do Ibram estiveram na feira e, neste ano, comunicaram-se conosco. Em colaboração, enviamos um comunicado às galerias lembrando que as que negociam obras produzidas até 1970 precisam se cadastrar no Instituto Brasileiro de Museus", conta Fernanda Feitosa. 

A medida, na verdade, pode afetar mais as galerias de obras modernas e os escritórios do mercado secundário - 25 participantes desta edição da feira, que vai até domingo. "Não há pânico, devemos dizer".

Realizada desde 2005 no Pavilhão da Bienal, a SP-Arte só cresceu a cada edição. Com orçamento de "mais de R$ 6 milhões", como conta Fernanda Feitosa - do montante, R$ 1,94 milhão foi captado via Lei Rouanet -, a feira ocupará, desta vez, 21 mil m² do edifício desenhado por Oscar Niemeyer, ou seja, o piso térreo e 1.º e 2.º andares do prédio (e o contrato de aluguel do local já está firmado para até 2018). Para se ter ideia, o evento estreou em 2005 com a participação de 41 galerias (brasileiras e 1 do Uruguai). Hoje, são 136 participantes, entre eles 78 galerias nacionais e 58 estrangeiras, de 17 países. O evento ainda conta programação de debates, premiações e exposição de seu laboratório curatorial.

Fernanda Feitosa comemora a presença de representantes poderosos do circuito internacional, como os estandes da Gagosian (que, em 2013, apresentou uma escultura do britânico Henry Moore avaliada em US$ 2 milhões), Marion Goodman, Pace (que exibirá fotografias de Hiroshi Sugimoto por US$ 200 mil), White Cube, Lisson, Yvon Lambert, Thaddaeus Ropac e Van de Weghe (que trará pela primeira vez trabalho do norte-americano Jean-Michel Basquiat). 

Outro destaque é a exibição de obras do pintor alemão Gerhard Richter - em 2012, sua tela Abstraktes Bild, de 1994, que pertencia ao músico Eric Clapton, foi vendida em leilão por US$ 34,2 milhões, um recorde.

Mas há quem pondere sobre esse atual quadro da SP-Arte. "Tenho dúvidas se essa presença de estrangeiros no Brasil se sustentará", diz o galerista André Millan, de São Paulo, que colocará à venda peças de Mira Schendel (1919-1988), artista celebrada internacionalmente - situação coroada, recentemente, com exposição da suíço-brasileira na Tate de Londres. "Francamente, não sou fã dessas galerias estrangeiras mais agressivas. Acho seu trabalho estritamente comercial, não pensado a longo prazo. Elas vão apenas onde o dinheiro está", completa Millan.

Mais uma vez, para estimular as vendas, as obras comercializadas até domingo na SP-Arte 2014 terão isenção de 18% de ICMS, imposto estadual recolhido na comercialização de mercadorias, para galerias estabelecidas em São Paulo e compradores residentes no Estado (neste caso, atrativo também para os estrangeiros). É o terceiro ano consecutivo que vigora essa medida, feita a partir de decreto assinado com a Secretaria da Fazenda do governo do Estado - e ocorrerá também em 2015. Segundo Fernanda Feitosa, o governo estadual divulgou que a isenção do ICMS durante a feira gerou R$ 50 milhões em negócios em 2012 e R$ 100 milhões em 2013.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Bem Paraná

Arte em revista: exposição reavalia teoria sobre suicídio de Van Gogh

Uma exposição no Museu D'Orsay em Paris destaca obras do pintor holandês Vincent Van Gogh, em uma tentativa de reavaliar a teoria de que o artista teria cometido suicídio em 1890 por causa das pressões sociais que enfrentou na época.
A exposição, que reúne 55 pinturas, desenhos e cartas do mestre, é um dos temas do boletim semanal Arte em Revista, da BBC Brasil.
Confira também os penteados da Nigéria que são verdadeiras obras de arte.
Ao longo de quatro décadas, o fotógrafo nigeriano JD Okhai Ojeikere documentou uma das tradições culturais mais vibrantes de seu país.
Seus retratos, fotografados em Lagos, estão em exposição no Southbank Centre, em Londres.
Na Itália, a mostra Origens of a Legend ("Origens de uma Lenda", em tradução livre), reúne algumas das obras-primas mais conhecidas de Gustav Klimt.
A exposição, que acontece no Palácio Real de Milão, traça a evolução do pintor austríaco desde sua formação na escola de artes até seus últimos anos.
E, no Rio de Janeiro, as esculturas incrivelmente reais do australiano Ron Mueck estão em exposição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 28 de março de 2014

Bienal do Whitney Museum em Nova York reúne mais de 100 novos artistas

Elaine BastNova York, EUA 
Mais de 100 artistas participam da Bienal do Whitney Museum, em Nova York. As obras deles dão um amplo panorama do que há de novo na arte nos Estados Unidos. Este é um dos maiores eventos de arte em um dos museus mais importantes do mundo.
A Bienal do Whitney Museum é dedicada a artistas talentosos, mas não tão conhecidos do público. Nomes que estão construindo as tendências da arte contemporânea têm parada obrigatória nesse museu, que foi fundado em 1931.
A bienal de 2014 foi organizada por três curadores. No evento, estão expostas as obras de 103 artistas e as mulheres, que tem revitalizado a pintura abstrata, ganharam destaque neste ano.
Os quadros da americana Louise Fishman alterna camadas de tinta grossa e fina em pinceladas marcantes. Uma das obras da artista foi inspirada nos encontros e desencontros dos canais de Veneza, na Itália.
No trabalho de Donna Nelson, a experimentação de cores e de texturas na obra lembra uma janela. Uma escultura monumental de cordas e fibras, que vai do teto ao chão, é da artista americana Sheila Hicks. Uma cascata de cores que se abre delicadamente até chegar ao piso.
A tela de malha modelada da californiana Lisa Auerbach traz vários conselhos. Um deles poético: “Let the dream write itself”, ou seja, “Deixe que o sonho dite o rumo”.
Uma das maiores peças da exposição é a de Gretchen Benders. Na placa de vinil amassado, estão títulos de filmes em neon.
No museu, o dia a dia ganha novos contornos. Uma briga foi a inspiração para a escultura de Shana Lutker. A arte aponta para diversas direções. "Não existe um único caminho. Podemos dizer que não há nada a ser dito que seja definitivo, a ideia da bienal é mostrar isso, que há visões diferentes. A arte contemporânea é inconstante, está sempre mudando e é muito subjetiva", diz Elisabeth Sherman, uma das curadoras do museu.
E é isso que torna um passeio pela bienal tão enriquecedor. Descobrir as surpresas que podem estar escondidas em uma obra.

segunda-feira, 24 de março de 2014

O Cânone Pobre: uma Arqueologia da Precariedade da Arte

Nova exposição inaugura quinta no Margs

Obra de Iberê Camargo integra mostra do Margs<br /><b>Crédito: </b> Fundação Iberê Camargo / Divulgação / CP
Obra de Iberê Camargo integra mostra do Margs 
Crédito: Fundação Iberê Camargo / Divulgação / CP
A curadora-chefe do Museu de Arte do Rio Grande do Sul/Margs (Praça da Alfândega, s/n), Ana Zavadil, assina “O Cânone Pobre: uma Arqueologia da Precariedade da Arte”, que abre nesta quinta, 19h. Participam 101 artistas, com 130 obras que usam materiais pobres, precários, instáveis e frágeis. A visitação segue até 4 de maio, sempre de terças a domingos, das 10h às 19h.

As obras canônicas privilegiam, historicamente, materiais nobres e duráveis, mas aqui há um deslocamento deste conceito, através da precariedade, seja material, metafórica ou simbólica. Desafia, assim, o aparato museológico e princípios convencionais, focando o acervo da instituição, com peças entre meados do século XIX e a contemporaneidade, e incluindo itens de coleções de artistas.

Na Fundação Iberê Camargo (Padre Cacique, 2000), neste sábado, das 11h às 13h, tem vernissagem de “Iberê Camargo: as Horas (o tempo como motivo)”. Lorenzo Mammi selecionou 22 pinturas e 26 desenhos, produzidos na década de 1980 pelo artista, em seu centenário, na exposição que prevê a exibição do filme “Iberê Camargo: Pintura Pintura” (1981), de Mario Carneiro e a reprodução do conto “O Relógio”, do artista. Segundo a curadora, ela se concentra no momento da “virada” mais importante na arte e fortuna crítica de Iberê e segue até 9 de novembro.

Também neste sábado, 11h, a Galeria Gestual (Lucas de Oliveira, 21) abre “Pretérito Mais-que-Perfeito”, de Romy Pocztaruk. Ela traz uma série fotográfica sobre as transformações de Sarajevo, 20 anos após a guerra da Bósnia, e um vídeo, “Traumberg”, onde a dimensão ficcional da realidade é ativada via registros realizados em ruínas urbanas, na cidade de Berlim. Finalmente dia 4 de abril, a Fundação Vera Chaves Barcellos, em Viamão, abre “Fotografia Transversa”, com curadoria de Adolfo Montejo Navas. A transversalidade da linguagem fotográfica é o mote da coletiva, que reúne um total de 48 obras das coleções que são da instituição, do curador, e também algumas delas emprestadas pelos participantes.

Fonte: Correio do Povo

quinta-feira, 20 de março de 2014

Ovo Fabergé é encontrado em mercado de pulgas dos EUA

Considerado uma maravilha da joalheria, este ovo faz parte de uma lista de oito considerados desparecido

Peça é estimada em cerca de R$ 77 milhões<br /><b>Crédito: </b> Reprodução / CP
Peça é estimada em cerca de R$ 77 milhões 
Crédito: Reprodução / CP
Um sucateiro do meio-oeste americano que comprou um ovo de ouro num mercado de pulgas e tentava desesperadamente vendê-lo descobriu que a peça trata-se de um Ovo Fabergé imperial que estava desaparecido, estimado em 24 milhões de euros (cerca de 77 milhões de reais). 

Segundo o antiquário londrino Wartski, o comprador pagou cerca de 32.000 reais pelo ovo há alguns anos, esperando lucrar com a revenda do ouro que reveste a peça. Mas como nenhum comprador se interessou, a peça permaneceu intacta e tornou-se um fardo para o sucateiro, que não fazia a menor ideia de sua procedência. 

O ovo, que traz em seu interior um relógio Vacheron Constantin, foi produzido pelo joalheiro russo Peter Carl Fabergé e oferecido na Páscoa pelo czar Alexandre III a sua esposa, Maria Fiodorovna, em 1887. 

A peça mede 8,2 cm de altura e é apoiada por uma base de três pés. Trata-se do terceiro dos 50 ovos de Páscoa realizados por Fabergé para a família real russa, de 1885 a 1916.

Considerado uma maravilha da joalheria, este ovo faz parte de uma lista de oito considerados desparecidos. Segundo especialistas, apenas dois deles resistiram à Revolução Russa. 

Ao fazer buscas na internet, o feliz comprador reconheceu seu ovo ao ler uma matéria que mencionava Kieran McCarthy, diretor do antiquário Wartski, especializado nas obras de Fabergé. 

O especialista avaliou a peça e concluiu que o ovo de ouro, gloriosamente colocado em uma mesa de cozinha ao lado de um cupacke, era o tesouro imperial perdido. 

A casa Wartski comprou o ovo em nome de um colecionador privado que concordou em expor a peça a partir de 14 de abril. 
Apesar do montante da transação não ter sido divulgado, o valor do ovo já havia sido avaliado em 20 milhões de libras (cerca de 77 milhões de reais). 

"É uma descoberta incrível", comemorou Kieran McCarthy. O ovo "viajou da São Petersburgo imperial até o interior dos Estados Unidos. Essa história merece ser contada, pois era possível que o ovo desaparecesse". 

O ovo tinha sido visto pela última vez em março de 1902 durante uma exposição da coleção Fabergé da família imperial russa em São Petersburgo. Depois disso, foi confiscado durante a revolução russa e, em 1922, foi catalogado em Moscou como um tesouro a ser vendido. 

Em 2007, um ovo Rothschild Fabergé, não imperial, foi vendido pela casa de leilões Christie's por quase 9 milhões de libras (R$ 40 milhões) a um colecionador russo. 


Fonte: AFP

quarta-feira, 19 de março de 2014

Peça com Marieta Severo estreia em Porto Alegre

Espetáculo fica em cartaz no Theatro São Pedro até domingo

Marieta Severo é mãe árabe em Incêndios <br /><b>Crédito: </b> Léo Aversa / Divulgação / CP
Marieta Severo é mãe árabe em Incêndios 
Crédito: Léo Aversa / Divulgação / CP
Atrações é que não faltam em Porto Alegre para os aficionados por teatro, como “Incêndios”, com Marieta Severo, que garantiu ao seu marido, Aderbal Freire-Filho, o último prêmio Shell de Teatro, categoria Direção. O texto de autoria do libanês Wajdi Mouawad, que virou filme, pode ser conferido no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, desta quarta a sábado, às 21h, e domingo, às 18h.

A atriz encarna a árabe Nawal, no trabalho que dedica a Zuzu Angel e a todas as mães da ditadura. Enfrentando décadas de interminável guerra civil, a protagonista passa seus últimos anos em voluntário exílio no Ocidente, onde morre e deixa em testamento uma difícil missão para seu casal de filhos gêmeos (papéis de Felipe de Carolis e Keli Freitas) encontrar o pai e também um irmão, perdido em seu remoto passado no Oriente, que nem sabiam existir.

Afastada do palco há sete anos, Marieta, que atualmente se prepara para a última temporada de “A Grande Família”, interessou-se pelo projeto pela identidade com a realidade brasileira, que enfrentou uma guerra civil com desaparecimentos nunca resolvidos e mortes por violência, define. “É sobre resgatar a própria história, sobre dois filhos que precisam reconstruir a identidade da mãe antes de procurar a deles”, conclui.

No Festival de Circo, desta sexta até domingo, às 21h, tem vez “O Que me Toca é Meu Também”, com acrobacias aéreas do coletivo Instrumento de Ver (Brasília), no Teatro de Câmara (República, 575). Já a infantil “Cinderela” estará no Teatro Feevale, em Novo Hamburgo, desta sexta a domingo e no Teatro Bourbon Country, de 28 a 30 de março.

Fonte: Correio do Povo

quinta-feira, 13 de março de 2014

“Trem Noturno Para Lisboa” estreia com exclusividade em Porto Alegre

Longa baseado em obra de Pascal Mericier entra em cartaz na Casa de Cultura

Longa baseado em obra de Pascal Mericier entra em cartaz na Casa de Cultura<br /><b>Crédito: </b> Europa Filmes / Divulgação / CP
Longa baseado em obra de Pascal Mericier entra em cartaz na Casa de Cultura 
Crédito: Europa Filmes / Divulgação / CP
Estreia nesta quinta-feira o filme “Trem Noturno Para Lisboa”, de Bille August, com exclusividade na Sala Norberto Lubisco da Casa de Cultura Mario Quintana. O suíço Raimund Gregorius (Jeremy Irons) é um professor de Latim que vê sua vida mudar depois que evita a morte de uma mulher. Ela foge, mas deixa para trás um livro de um escritor português, Amadeu Prado. Movido pela curiosidade, Raimund embarca numa viagem para Lisboa disposto a conhecer o autor e seu país.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Grupo Olho Latino participa do projeto Vi(ver) Diálogo Gráfico e expõe em duas mostras simultâneas



O Grupo Olho Latino participa do projeto Vi(ver) Diálogo Gráfico, que expõe obras de mais de 30 artistas convidados, residentes no Estado de São Paulo, de 11 de março a 27 de abril na Galeria Nilton Zanotti do Complexo Cultural Palácio das Artes na Praia Grande e, de 15 de março a 20 de abril, no Centro Cultural Adamastor em Guarulhos.
O projeto Vi(ver) Diálogo Gráfico objetiva expandir a apreciação sobre as possibilidades da gravura em suas diversas possibilidades técnicas, numa interface com o desenho e outras manifestações gráficas. A participação do Grupo Olho Latino consiste na instalação “Círculos Ambiciosos”, composta por 36 peças de gravura em linóleo sobre tecido, acondicionadas em círculos de madeira de várias dimensões. As peças, expostas no todo ou parcialmente, caracterizam um trabalho em equipe, sendo que cada integrante participa com a sua criação para dar maior expressão para o conjunto. Para o coordenador do Grupo, Paulo Cheida Sans, “essa é a grande força do Grupo Olho Latino: manter a individualidade de criação de cada integrante com força de equipe para resultar a criação de algo maior”. Complementa: “A soma é importante. Trata-se de compartilhar a visão, o tempo e a materialidade em função do todo”.
O Grupo Olho Latino representa o setor de arte-educação do Museu Olho Latino, sediado em Atibaia, SP, e mantém atuação intensa, desde a sua primeira mostra realizada na Galeria da Casa da Cultura da América Latina da Universidade de Brasília, em 1996. A partir daí, o grupo já expôs em mais de 80 mostras realizadas em várias cidades, entre elas, São Paulo (SP), Recife (PE), Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Piracicaba (SP) e também no exterior, como em Lima e Cusco, Peru; La Paz, Bolívia; e Santiago, Chile. O grupo é formado por 9 integrantes do interior do Estado de São Paulo, coordenados pelo casal Celina Carvalho e Paulo Cheida Sans. Participam da equipe, além dos coordenadores, os seguintes artistas: Alex Roch, Cibele Marion Sisti, Lisa França, Maricel Fermoselli, Suely Arnaldo, Walcirlei Siqueira e Young Koh.
A coordenação do projeto Vi(ver) Diálogo Gráfico é de Hélio Schonmann e Lúcia Neto. A curadoria é de Francisco Maringelli, Hélio Schonamnn e Paulo PT Barreto. Participam do projeto os seguintes artistas: Augusto Sampaio, Camilo Thomé, Francisco Maringelli, Gilberto Tomé, Hélio Shonmann, kika Levy, Lúcia Neto, Márcio Périgo, Paulo Camillo Penna, Paulo P T Barreto, Pedro T. Maluf, Rubi, Salete Munin, Sergio Kon, Grupo Olho Latino, Fábio de Bittencourt, Paula Almozara, Maria Lúcia Panizza, Márcio Pannunzio, Adriano Gambim, Edson Mac, Sérgio Andrejaukas. Lígia Rodrigues, Milton Turcato, Fabíola Nortari, Fabrício Lopez, Márcia Santtos, Carlos Zambon, Fábio Sapede, George Gutlich, Sérgio Silva, Douglas Norris, Johann Gutlich.

As exposições do projeto Vi(ver) Diálogo Gráfico acontecem de 11 de março a 27 de abril na Galeria Nilton Zanotti do Complexo Cultural Palácio das Artes, na Av. Costa e Silva, 1600, Boqueirão na Praia Grande; e de 15 de março a 20 de abril no Centro Cultural Adamastor, Av. Monteiro Lobato, 734, Macedo, em Guarulhos. A entrada é franca em ambas as mostras. Vi(ver) Diálogo Gráfico é um projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura - Programa de Ação Cultural de 2013.

Serviço:
Exposição: Vi(ver) Diálogo Gráfico
Idealização: Hélio Schonmann
Coordenação do projeto: Hélio Schonmann e Lúcia Neto.
Curadoria: Francisco Maringelli, Hélio Schonamnn e Paulo PT Barreto.
Apoio: Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura - Programa de Ação Cultural de 2013.

a) Exposição: 11 de março a 27 de abril de 2014.
Encontro com os artistas: 21 de março, às 19h.
Local: Galeria Nilton Zanotti do Complexo Cultural Palácio das Artes.
Horário de visitação: terças a sábados, das 14h às 18h.
Entrada gratuita.
Endereço: Av. Costa e Silva, 1600, Boqueirão, Praia Grande, SP.
Informações: Fones: (13) 3496-5713; 3496-5707; 3496-5726.

b) Abertura e encontro com os artistas: 15 de março, às 19h.
Período da mostra: 15 de março a 20 de abril de 2014.
Local: Centro Cultural Adamastor
Horário de visitação: todos os dias, exceto feriados, das 9h às 22h.
Entrada gratuita.
Endereço: Av. Monteiro Lobato, 734, Macedo, em Guarulhos, SP.
Informações: Fone: (11) 2451-5184.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Porto Alegre recebe ciclo de cinema em homenagem a "Truffaut"

Sessões gratuitas vão até abril na Sala Redenção da Ufrgs

Atalante será um dos filmes da mostra dedicada a François Truffaut <br /><b>Crédito: </b> CP Memória
Atalante será um dos filmes da mostra dedicada a François Truffaut 
Crédito: CP Memória
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) dá início à celebração de seus 80 anos com o ciclo de cinema “François Truffaut: os Filmes de uma Vida”, exibindo 39 títulos dos diretores fundamentais na formação do cineasta que revolucionou o cinema francês na década de 1960, com o movimento Nouvelle Vague. Nesta quinta-feira a Sala Redenção começará as exibições gratuitas, em duas sessões (16h e 19h), no Campus Central (Paulo Gama, 110), que seguirão até o final de abril.

A escolha foi a partir do livro “Os Filmes de Minha Vida”, em que Truffaut tece considerações a respeito destes nomes que o influenciaram, dividindo-os em quatro categorias: os que iniciaram a carreira no cinema mudo e continuaram no falado; os americanos e os franceses; alguns outsiders e seus companheiros da Nouvelle Vague. A programação contempla parte do primeiro capítulo, dedicado aos diretores que sobreviveram ao cinema mudo. No programa, “O Atalante”, de Jean Vigo; “Napoleão”, de Abel Gance; “A Regra do Jogo”, de Jean Renoir; 'O Martírio de Joana D'arc”, de Carl Dreyer; e “Ladrão de Alcova”, de Ernst Lubitsch. Em outubro, quando se completam 30 anos da morte do diretor, a Sala Redenção promoverá uma mostra com sua filmografia completa.

Já o Cinebancários (General Câmara, 424) elaborou uma agenda especial para o Dia da Mulher, totalmente gratuita, neste sábado. Serão exibidos três longas franceses inéditos que destacam a figura feminina de forma impactante. Às 15h, o documentário “A Morte do Jovem Aviador” (1993), de Benoit Jacquot, conta a história de um aviador britânico do qual Marguerite Duras descobriu a sepultura, nas proximidades de Deauville. Do mesmo diretor, “Escrever” (1993), às 17h, é a continuação da experiência iniciada com o trabalho anterior, em que a escritora debate com o cineasta sobre a relação com o processo de escrita, a solidão e a casa onde ela escreveu “O Vice-cônsul” e “O Arrebatamento de Lol V. Stein”. Finalmente às 19h terá vez o drama “Sobre a Tábua” (2011), de Leila Kilani, sobre quatro mulheres de 20 anos que trabalham de dia para sobreviver e vivem a noite de Tanger (Marrocos). Elas se repartem em duas castas: as textiles e as crevettes, tendo em comum o enfrentamento à carência e a vontade de sair deste lugar, onde tempo, espaço e sono são raros.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Museu Olho Latino expõe Xilogravura Popular


O Museu Olho Latino apresenta a mostra Xilogravura Popular com obras do artista Enéias Tavares Santos, de 24 de fevereiro a 21 de março, no 1º andar do Fórum Cidadania, dando continuidade em sua agenda de exposições em Atibaia.
A mostra reúne 12 xilogravuras do álbum editado pela Funarte – Fundação Nacional – de Arte com a colaboração da Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Sergipe em 1976. O álbum foi realizado como parte da Campanha da Defesa do Folclore Nacional. São gravuras que registram folguedos e fatos do folclore, como “Bumba – meu – boi” e Zabumba, este último é um conjunto musical formado por pífanos, bumbo e tambor. O Zabumba toca também para pedir chuva, nas procissões do interior, fazendo evoluções na frente do povo. 
No texto de apresentação do álbum, o jornalista e historiador Luiz Antonio Barreto observa que os fatos folclóricos reunidos nesta coleção dão a ideia exata do poder criador do artista, “tanto pela sensibilidade de quem lida com o povo, como pela técnica de gravação, uma das mais perfeitas que se conhece hoje no nordeste brasileiro”.
Enéias Tavares dos Santos nasceu em Marechal Deodoro, Alagoas, no ano de 1931. Em 1947, na Bahia, tornou-se vendedor de folhetos. Seu primeiro poema foi escrito em 1953. Realizou também inúmeros trabalhos em xilogravura, entre os quais uma Via Sacra para a Galeria de Arte de Aracaju. Seus poemas versam, em geral, sobre moralidades, animais, casos extraordinários e aberrações, como “A discussão de dois matutos por causa de um jumento” e “A recompensa do diabo ou o castigo da falsidade”. Um de seus cordéis de maior vendagem foi “Carta de Satanás a Roberto Carlos”, tendo vendido cerca de cem mil folhetos na ocasião do sucesso da música “Quero que vá tudo para o inferno”, composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos em 1965.
Para o curador Paulo Cheida Sans “o Museu Olho Latino prima pela autenticidade da Arte Brasileira e expor a xilogravura popular é um modo de apresentar uma importante contribuição do Nordeste para a Arte Nacional”.
O Museu Olho Latino está realizando as exposições no espaço do 1º andar do Fórum Cidadania, enquanto aguarda o término da reforma do Centro de Convenções “Victor Brecheret”, onde tem o seu espaço expositivo. A mostra conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Eventos.
A exposição poderá ser visitada até 21 de março, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h no Fórum Cidadania na Av. Nove de Julho, 185, Centro, em Atibaia, SP.
Serviço:
Exposição: “Xilogravura Popular” – Álbum de xilogravuras do artista Enéias Tavares Santos, editado pela Funarte – Fundação Nacional de Arte com a colaboração da Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Sergipe em 1976.
Curadoria: Paulo Cheida Sans.
Período da mostra: 24 de fevereiro a 21 de março de 2014.
Local: 1º andar do Fórum Cidadania.
Horário de visitação: de segunda à sexta - feira, das 10h às 16h. Entrada gratuita.
Endereço: Av. Nove de Julho, 185, Centro, Atibaia, SP.
Realização: Museu Olho Latino.
Apoio: Secretaria de Cultura e Eventos da Prefeitura de Atibaia

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Onze museus de Lima que merecem a sua visita

Naira Amorelli

São mais de cinco mil anos de história em território peruano, contada por meio de acervos que reúnem tesouros pré-colombianos e contemporâneos.
Como toda grande capital no mundo, Lima, no Perú, oferece uma variedade riquíssima de museus até mesmo para o turista mais experiente e exigente. São locais que guardam tesouros de um país de história e cultura milenares, muito além do Império Inca, que em si já data de 1200 até a invasão dos conquistadores espanhóis e morte do imperador Atahualpa, em 1533. Museus como o MALI e o Larco, por exemplo, remontam a até três mil anos e cinco mil anos em território peruano, respectivamente.
Então, para facilitar, fizemos uma seleção de 11 museus imperdíveis durante a sua visita a Lima - cuja história também é anterior à presença colonial, sendo o seu centro histórico Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO.
Prepare-se, porque estes acervos limenhos vão lhe transportar para culturas pré-colombianas, mas também para o que há de mais atual em arte no país, a exemplo do que é possível encontrar no Museu de Arte Contemporânea, o MAC. Aproveite!
Mali. Foto Divulgação Promperú
1. Museo de Arte de Lima - MALI É o lar de uma coleção de mais de 12 mil obras, que vão desde o período pré-colombiano até o presente. Suas galerias permanentes ocupam cerca de cinco mil m² e oferecem uma pesquisa de três mil anos de arte no Perú. As galerias temporárias destacam exposições nacionais e internacionais. Já o prédio que abriga o MALI, conhecido como Palácio de Exposições, merece atenção à parte: é exemplo da arquitetura em ferro do século 19 na América Latina, tendo sido o primeiro da região construído expressamente para abrigar exposições de grande escala. 
Larco. Foto Divulgação Promperú2. Museo Larco Fundado em 1926 pelo arqueólogo peruano Rafael Larco Hoyle, o Larco oferece em suas galerias um verdadeiro panorama de cinco mil anos de história do Perú pré-colombiano. Rodeado por jardins, está instalado em um casarão que data o século 18, único em seu gênero. A construção, por sua vez, foi erguida sobre uma pirâmide pré-colombiana do século sete. Privado, o Larco apresenta uma coleção de ouro e prata do Perú antigo, assim como uma famosa coleção de arte erótica, que todo ano atrai centenas de turistas. É um dos poucos museus no mundo em que os visitantes podem conhecer seu depósito e apreciar os 45 mil objetos arqueológicos. E uma novidade: o Larco está aberto todas as noites, até às 22h. Ótima oportunidade para desfrutar da cozinha peruana e internacional no restaurante do local. 
3. Museo Oro del Perú Assim como o Larco, é fruto de uma coleção privada, de Miguel Mujica Gallo, e da paixão desse homem pela ourivesaria pré-inca do Perú. O acervo reúne mais de sete mil peças, em sua maioria, de ouro, como peitorais, colares, coroas e narigueiras. Mas é possível encontrar também itens em prata, além de cerâmicas e artigos têxteis. As culturas que predominam na coleção são a mochica, chimú e nasca. Os objetos terminam por dar uma ideia de como deveria ser a vida nessas civilizações - a exemplo de facas utilizadas em sacrifícios de animais e cirurgias no crânio, chamada tumis.
4. MATE - Associación Mario Testino Reúne a maior coleção das obras de Mario Testino, fotógrafo peruano reverenciado no mundo da moda. Depois de 35 anos morando fora do Perú, Testino teve a vontade de trazer seu trabalho de volta a sua cidade natal e, assim, contribuir para enriquecer o patrimônio cultural do país. Na coleção permanente é possível encontrar imagens de sessões de foto com artistas de Hollywood, como Brad Pitt e Gwyneth Paltrow, assim como de personalidades mundiais, como a Princesa Diana. O MATE também organiza exposições temporárias e está instalado em um casarão histórico, construído em 1898, do bairro de Barranco. 
5. Museo Nacional de Antropología, Arqueología e Historia del Perú Traça a história do país desde o período da pré-cerâmica até o início da República. O acervo inclui a Raimondi Stela, famosa peça sagrada da cultura chavín, uma das primeiras civilizações andinas a ter um estilo artístico reconhecível e que se espalhou. Em granito polido, a Raimondi Stela tem 2,1 m e por sua extensão, inscrições desenhadas. Destaque também para pinturas do período colonial. A construção em que o museu está instalado serviu de casa para os revolucionários da independência sul-americana San Martín, de 1821 a 1822, e Bolívar, de 1823 a 1826.
6. Museo de Arte Italiano de Lima Único museu de arte europeia no país apresenta esculturas, pinturas, desenhos e cerâmicas de artistas de diferentes regiões da Itália. A maior parte da coleção data do início do século 20. Foi dado ao Perú pela comunidade italiana residente no país, por ocasião das comemorações do centenário da independência, em 1921. Sua inauguração, porém, ocorreu em 1923.
Catedral. Foto Divulgação Promperú7. Museo Cementerio Presbítero Matías Maestro Tido como um dos cemitérios mais interessantes do mundo - como o da Recoleta, em Buenos Aires; o Centennial Park, de Adelaide; o Pere Lachaise, de Paris; e o Highgate, de Londres -, Presbítero Maestro é considerado um local de visita obrigatória. Suas vielas e ruas abrigam mausoléus e tumbas de presidentes, literatos, poetas, médicos, militares, heróis de guerra e mulheres ilustres que marcaram a história do Perú nos séculos 19 e 20. Monumentos e esculturas tumulares de refinada arte destacam-se ao longo da visita.
8. Museo Religioso de La Catedral de Lima Distribuído em espaços da própria catedral, expõe esculturas, pinturas e ornamentos de grande beleza. A entrada inclui a visita por todo templo, onde se pode conhecer a tumba do conquistador espanhol Francisco Pizzarro, as capelas laterais, o conjunto de assentos do coro, um dos mais famosos da América Latina, entre outros itens de interesse.
9. Museo del Banco Central de Reserva del Perú Instalado no prédio da instituição, apresenta um panorama da arte no território peruano, do período pré-colombiano do ouro e da cerâmica a uma seleção de telas dos séculos 19 e 20. As aquarelas de Pancho Fierro, no andar superior, são imperdíveis: oferecem uma visão sem paralelo de como as pessoas se vestiam e de suas relações sociais na Lima do século 19.
10. Museo Metropolitano de Lima Não se trata de um museu convencional: conta a história da capital peruana por meio de sistemas audiovisuais, incluindo 3D e 4D. Ali, o visitante quase se converte em um "viajante do tempo", ao ser transportado por aparatos tecnológicos para a Lima do passado - até 10 mil anos. O local também conta com salas para exposições temporárias e uma pinacoteca.
11. Museo de Arte Contemporáneo Apresenta uma coleção de arte moderna e contemporânea, nacional e internacional, que data de 1950 até os dias atuais. Fundado em 2013, é o único museu da cidade especializado na difusão da arte desse período, cujas modernas instalações - em vidro e ferro - foram concebidas e acondicionadas para esse fim. Até 14 de abril, é possível visitar uma exposição do artista brasileiro Vik Muniz
Fonte: SRZD
Imagens ilustrativas da reportagem.