segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pampa gaúcho é tema de exposição fotográfica em Porto Alegre

Mostra é composta por 13 fotografias do característico bioma gaúcho.
Peças retratam paisagens, animais e a intervenção do homem.

O Pampa, bioma caracterizado por vegetação rasteira e um dos símbolos da natureza no Rio Grande do Sul, será tema de uma exposição fotográfica na Casa de Cultura Mario Quintana, no Centro de Porto Alegre. De 29 de janeiro a 6 de março, 13 peças do fotógrafo Paulo Backes ficarão expostas no Jardim Lutzenberger, no quinto andar da instituição.
Fonte: G1

Do G1 RS
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Pampa gaúcho é tema de exposição fotográfica em Porto Alegre (Foto: Paulo Backes/Divulgação)Imagens serão expostas na Casa de Cultura Mario Quintana (Foto: Paulo Backes/Divulgação)



Fotografia

Créditos: Felipe Biasus

Família carenciada vai tomar conta da villa romana de Pisões sem contrato nem salário

Direcção Regional de Cultura reconhece que a solução encontrada para garantir a vigilância e a limpeza não é a ideal.
Estação arqueológica está fechada ao público há quase um ano ANTÓNIO CARRAPATO

Uma família constituída por mãe e filho aceitou o convite feito pela Câmara de Beja, com a anuência da Direcção Regional da Cultura do Alentejo (DRCA) e da Universidade de Évora (UE), para garantir a vigilância e a limpeza da estação arqueológica de Pisões. O acordo estabelecido entre as partes não contempla a celebração de contrato de trabalho nem o pagamento de qualquer retribuição pecuniária.
A utilização graciosa da antiga casa do guarda da estação ferroviária localizada junto à villa de Pisões é a única compensação que a família receberá pela tarefa que vai desempenhar. Neste momento, decorrem trabalhos de beneficiação do edifício, depois de a autarquia ter celebrado um acordo de comodato com a Refer, proprietária do espaço, para que a família se possa ali instalar. O director de Serviços de Bens Culturais da DRCA, António Carlos Silva, em declarações ao PÚBLICO, confirma que os dois elementos da família escolhida não são funcionários da DRCA, nem da autarquia, "nem vai ser feito contrato de trabalho".
Os vereadores da CDU no executivo municipal de Beja criticam esta solução, que interpretam como recurso "à exploração de mão-de-obra barata" quando "devia ser garantida a contratação de pessoal especializado". Consideram que esta solução "não resolve o problema" por atribuir "demasiadas responsabilidades e tarefas" a uma família a troco de habitação. A maioria PS que lidera a câmara, por seu lado, alega que não tem "qualquer responsabilidade directa" sobre a estação arqueológica, acrescentando que acordou com a DRCA e a UE (proprietária do terreno) uma solução para "continuar a ser um parceiro activo" na salvaguarda do património arqueológico da villa de Pisões, e que exige ao Governo que "assuma as suas responsabilidades".
Do ponto de vista legal, a DRCA não tem "qualquer margem de manobra", nem sequer pode solucionar o problema recorrendo ao centro de emprego, assegura Carlos Silva, frisando que "as ruínas de Pisões estão no limbo", pois "é um bem patrimonial que não pertence ao Estado nem à autarquia", mas está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1970.
Condicionada na sua capacidade de intervenção, a DRCA recorreu sempre a "soluções precárias" para preservar a estação arqueológica que, por esse facto, teve "sempre problemas de conservação" desde que foi descoberta em 1967, precisa o director de serviços. Carlos Silva adianta que ficou surpreendido quando soube, recentemente, que a parcela de terreno onde se encontra Pisões pertence à Universidade.
A DRCA não tem na sua posse quaisquer documentos que o comprovem, mas o vice-reitor da UE, Manuel D"Orey Cancela D"Abreu, explicou ao PÚBLICO que a instituição recebeu lotes de terreno da herdade de Almocreva, que tinham sido expropriados no âmbito da Reforma Agrária, e que lhe foram "cedidos para ensino e demonstração". Sucede que a herdade, por dívidas associadas aos proprietários originais, foi penhorada e a UE foi forçada a reclamar a parcela em tribunal. Cancela D"Abreu diz já o ter feito por três vezes e que o juiz determinou a retirada das parcelas cedidas à UE da execução da penhora.
De acordo com o vice-reitor, logo que este contencioso seja ultrapassado, a UE apresentará candidaturas aos fundos do QREN para recuperar a estação arqueológica e, ao mesmo tempo, prosseguir com as escavações e a interpretação da villa romana de Pisões, que está encerrada ao público, e sem guarda, desde Abril de 2012.
Fonte: Portugal P

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

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Créditos: Felipe Biasus

Museu do Pão abre nova ala temática e pedagógica que custou meio milhão de euros



Lusa

O Museu do Pão, em Seia, investiu mais de meio milhão de euros na criação de uma nova ala temática e pedagógica vocacionada para o público infantojuvenil, aumentando a oferta turística da região, foi hoje anunciado.

O novo espaço, com mais de 250 m2, "vem recriar um universo de fantasia e magia, onde se recua ao tempo em que a Serra da Estrela se apelidava de Montes Hermínios e, segundo alguns, um local por onde terá andado o guerreiro lusitano Viriato", refere a direção.
"Esta nova ala é um espaço para o público infantojuvenil, sem prejuízo de o público adulto também o poder visitar", disse à agência Lusa o diretor científico Sérgio Carvalho.
O responsável explicou que a área resulta da alteração da sala pedagógica já existente, "que foi completamente remodelada e alargada" para adaptação às novas funções, unindo a história do pão e a aprendizagem do ciclo de produção com o entretenimento.
"Através de uma cenografia muito rigorosa e artística, vamos levar às crianças a memória do pão tal como ele era ainda antes da fundação da nacionalidade portuguesa, ainda no tempo dos romanos e dos lusitanos", disse Sérgio Carvalho.
Explicou que a "viagem ao passado" é enquadrada "em lendas e em mitos próprios da região" e "é feita através de um personagem, um duende protetor da tribo dos lusitanos".
O aspeto cenográfico da sala permite que os visitantes efetuem "um percurso por uma espécie de floresta, um castro celta, onde vivem os lusitanos, pelo campo e pelo local de moagem", contou.
A direção do museu assinala que o novo espaço cultural contribui para "reforçar e complementar a atratividade turística" de Seia e da Serra da Estrela.
"No ano em que celebra o seu 10.º aniversário e seguindo a sua missão de recolher, preservar e exibir os objetos e o património do pão português nas suas vertentes etnográfica, política, social, histórica, religiosa e artística, o Museu do Pão vem agora marcar uma nova fase da sua vida com um novo espaço que une a cultura, história e aprendizagem ao entretenimento", aponta.
A nova ala temática e pedagógica foi projetada pelo cenógrafo Paulo Braga e tem registado "grande entusiasmo e satisfação por parte de inúmeros visitantes", acrescenta.
"A decisão de realizar este investimento, sobretudo no contexto atual, prende-se com a nossa visão de que a cultura associada ao entretenimento deve assumir uma presença assídua na vida das pessoas, como fator de aprendizagem, mas também de diversão e distração", justifica a diretora geral Laura Quaresma.
O Museu do Pão abriu ao público a 26 de setembro de 2002 e dispõe de quatro salas expositivas sobre "O Ciclo do Pão", "O Pão Político, Social e Religioso", "A Arte do Pão" e a "Ala Temática e Pedagógica - O Mundo Fantástico do Pão".
O complexo de iniciativa privada, com mais de 3.500 metros quadrados de área coberta, integra ainda um restaurante, bar e biblioteca, mercearia antiga e ateliê de arte de pão.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA COMO FERRAMENTA DE LIDERANÇA


Hirã Soares Justo
A Harvard Business Review na sua edição de dezembro de 2012 apresentou um artigo de autoria dos Drs. John T. Seaman Jr.(Columbia University) e George David Smith (Harvard) com o título “História da empresa é ferramenta de liderança”.  
O tema se reveste de importância porque é uma revista, conceituada internacionalmente no campo da ciência da Administração, que questiona o argumento que alguns empresários ainda usam,que o passado está morto e o que importa é o futuro. Lembram os autores que a história de uma instituição é de vital importância na construção da identidade organizacional e serve de base para definir estratégias e a visão de futuro das empresas.
Resgata alguns exemplos como de marcas internacionais como a fusão da Kraft e da Cadbury que se viabilizou com a busca de valores em comum na história das organizações e na base do pensamento de seus fundadores. A própria IBM, a beira do precipício de 1993, diante de um prejuízo de bilhões ao ano, ao assumir o novo dirigente, Louis V. Gerstner Jr, esse declara: “Estão todos querendo saber quando irei apresentar uma visão a IBM, mas a última coisa que a IBM precisa agora é de uma visão.” Se voltando o executivo, para superar a crise, para os alicerces da organização: sua história e cultura interna.
Recomendam os autores, sete dicas para fazer da história a aliada dos gestores na busca da vantagem competitiva:
1.    Utilizar os arquivos das empresas. Se não existirem, cria-los com documentos, imagens, objetos etc.
2.    Enriqueça seus arquivos com entrevistas de executivos e colaboradores que deixam a organização, sobretudo os mais antigos.
3.    Faça um levantamento do que é conhecido e entendido sobre a história e os valores da empresa.
4.    Facilite o acesso a história com os modernos recursos de mídia moderna.
5.    Promova avaliações a posteriori sobre grandes projetos e iniciativas – bem sucedidas ou não. Precisamos aprender com os erros.
6.    Busque sempre a perspectiva histórica antes de tomar uma decisão importante.
7.    Aproveite cada oportunidade para falar sobre a história, lideranças, inovações que tiveram impacto  decisivos para a organização que se tem hoje.
O Instituto de Pesquisa em Memória Social tem condições técnicas de auxiliar os executivos na realização dessas tarefas e facilitar  o trabalho de documentação, construção de acervos e divulgação institucional. Contate-nos: memoria.ipms@gmail.com.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

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Créditos: Felipe Biasus

Unesco reconhece ser difícil proteger património cultural em zonas de conflito

Pilhagens e tráfico arqueológico entre as principais preocupações no contexto de conflitos armados, como no Mali e Síria, com custos que podem ascender a cinco milhões de euros.
Santuário na cidade de Timbuktu, Mali
A directora geral da Unesco, Irina Bokova, visitou no sábado passado o Mali com o Presidente francês François Hollande esta sexta-feira reiterou o compromisso da entidade em proteger e reconstruir as relíquias culturais do país.
De acordo com Irina Bokova, o custo da reconstrução de túmulos e mausoléus destruídos varia entre quatro e cinco milhões de euros. De acordo com os relatos da imprensa, quando os radicais islâmicos abandonaram a cidade de Tombuctu, no Mali, incendiaram o edifício onde estavam guardados milhares de precisos manuscritos, de valor incalculável.
Mas não é apenas o Mali que preocupa a Unesco. A Síria é outro caso em observação, como foram há algum tempo também a Líbia e o Iraque. A avaliação da Unesco é clara: tem meios limitados para proteger os locais culturais ameaçados, não tanto pela sua possível destruição, mas sim pelas pilhagens e pelo tráfico arqueológico. Na teoria, os beligerantes, signatários da convenção de Haia de 1954 para a protecção de bens culturais em caso de conflito armado, têm de fazer todos os possíveis para preservar o património contra a devastação da guerra. Mas a prática é mais complexa. “Como proteger o património na Síria? Não é possível, não temos a força suficiente”, constatou sexta-feira a directora da Unesco.
No caso do Mali, o Conselho de Segurança da ONU, que incluiu a protecção do património nas resoluções adoptadas, foi avisado da situação de risco no país. E pela primeira vez o Tribunal Penal Internacional qualificou como “crime de guerra” a destruição dos mausoléus de Tombuctu, podendo vir agora a abrir um inquérito para identificar os autores do delito.
Para a responsável da Unesco, os momentos de perda de controlo dos estados são os mais perigosos para o património, como aconteceu nas pilhagens aos museus de Bagdad em 2003 e no Cairo em 2011. Por outro lado, a desestabilização dos governos contribui também para a activação de redes de contrabando internacionais.
O tráfico de bens culturais já representa entre 4,4 e 5,9 milhões de dólares por ano, sendo uma indústria criminosa estruturada como o tráfico de drogas ou armas. Na Líbia, o episódio mais grave foi o desaparecimento do Tesouro de Benghazi, 8000 peças de ouro do período helénico roubadas de um banco em Benghazi.
Agora, a Unesco tenta que situações análogas não aconteçam na Síria, organizando cursos de formação sobre protecção de museus, mas com a consciência que é muito difícil proteger o património cultural em zonas de conflito.
 Fonte: Cultura P

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

BALAS "A CAMPONEZA"



Hirã Soares Justo
Em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o Instituto de Pesquisa em Memória Social – IPMS localizou junto ao arquivo histórico do Esporte Clube São José, um exemplar raro e significativo deste processo de uso de imagens publicitárias como alavanca para venda de balas da década de 40 do século XX.
            Trata-se de um álbum de figurinhas promocionais com o tema futebol, tendo os 7 principais times da cidade de Porto Alegre da época: S. C. Internacional, G. E. Força e Luz, Gremio Foot-Ball P. A., Sport Club Cruzeiro, Gremio Esportivo Renner, Sport Club São José, Nacional Atlético Club.
             Através do time do Inter e seus jogadores é possível data-lo, uma vez que apresenta a clássica escalação do “Rolo Compressor”.
            Segundo o site oficial do Esporte Clube Internacional:
Talvez a formação que todos colorados sonham, ainda que disposta no antigo sistema clássico de dois zagueiros, uma linha média de três e um ataque com cinco – dois pontas, dois meias e um centroavante – tenha sido o Rolo Compressor de 1942, do goleiro Ivo Winck, os dois zagueiros Alfeu e Nena, os três médios Assis, Ávila e Abigail e o ataque de Tesourinha, Russinho, Vilalba, Rui e Carlitos. O núcleo do Rolo era mesmo Carlitos, Tesourinha, Alfeu e Nena. Começou em 1939 e prolongou-se até 1950. Só perdeu o campeonato de 1946.
INTERNACIONAL

A capa do álbum  o identifica como um “concurso - balas esportivas” de responsabilidade da Indústria de Conservas Samuel Camargo detentora da marca “A camponesa”, situada na rua Gonçalves Dias, 549, em Porto Alegre.
Na contra capa do álbum aparece a forma de obtê-lo, trocando 30 figurinhas. Ao completar duas séries (times) o possuidor poderia reclamar o prêmio de uma “bola sem tento marca LUSBALL”. Com a apresentação de todo o preenchimento do álbum teria direito a “uma fina bicicleta para menino ou menina ou um fino rádio da marca ZENIT”.
Até a data da publicação deste artigo nenhum registro da existência desse material tinha sido disponibilizado na Internet, para consulta por pesquisadores e ao público em geral, deste importante registro de memória de uma época.
 Com a iniciativa do Instituto de Pesquisa em Memória Social de digitaliza-lo e publica-lo em seu site (www.memoriasocial.com.br) agora existe a possibilidade de conhecer e quem sabe preencher de lembranças daqueles que viveram este período.
 Queremos que passado continue a regar o presente de momentos, recriados pela imaginação de quem os vive hoje.

(1) Presidente do Instituto de Pesquisa em Memória Social
 Mestrando em Memória Social e Bens Culturais.

REFERÊNCIA:
 INTERNACIONAL – Um time antológico. Disponível em http://www.internacional.com.br/pagina.php?modulo=1&setor=1&secao=4 acesso em 12 de fevereiro de 2013.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

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Créditos: Felipe Biasus

Rússia quer reforçar proteção aos seus bens culturais

O governo da Federação Russa vai reforçar a proteção dos valores culturais do país, no sentido de dar fim às escavações arqueológicas ilegais em seu território. Este é o propósito de um projeto de lei federal elaborado pelo Ministério da Cultura que será encaminhado para a apreciação da Duma, câmara baixa do Parlamento russo. De acordo com o comunicado emitido pelo serviço de imprensa do Kremlin na quinta-feira, 7, uma diretiva nesse sentido foi assinada pelo Primeiro-Ministro Dmitri Medvedev.
O documento prevê a introdução de alterações à Lei de Exportação e Importação de Valores Culturais, ao Código Penal sobre Infrações Administrativas, ao Código de Processo Penal e à lei federal sobre o patrimônio cultural dos povos da Federação Russa.
Os autores do projeto esclarecem que as alterações visam evitar escavações ilegais e o tráfico de bens culturais significativos do ponto de vista arqueológico.

Existe cultura individual


 Hirã Soares Justo (1)

No senso comum, pensamos em cultura, geralmente, no formato de produtos culturais, tais como livros, filmes, peça de teatro, telas de pinturas, musica etc. Porém tudo que o homem realiza, através da racionalidade humana, em um sentido amplo, também é cultura.
É necessário distinguir, portanto, os artefatos culturais do processo mental que os engendra. Todo o sistema de crenças, leis, religião, esportes, mitos, linguagem, valores morais e éticos, ciência, tecnologia, costumes é Cultura.
O homem se distingue dos outros seres da natureza pela capacidade de produzir cultura, pois o ser humano realiza a sua humanidade na interação com outros homens, de forma coletiva, produzindo cultura.
Neste sentido, não existe cultura isolada, muito menos produtos concebidos por um único indivíduo. Mesmo o último sobrevivente de uma civilização ainda vai ser o representante desta cultura, não pelo que é, mas pelo que foi formado no processo civilizatório de inúmeras gerações. A própria linguagem  é herdada de seus antecessores.
O imaginário, a memória coletiva, as normas, os valores, a forma como o homem concebe a si e reconhece o outro é fruto da cultura que está imerso.
E a arte, as ditas obras autorais, é possível de serem aceitas como produto de um artista? O instrumento do músico foi pensado por ele? Não é  a música escrita em uma partitura que é uma convenção gráfica coletiva? Os sons que ouviu ao longo de sua existência não tem relação com o fruto de sua criação ou mesmo serviram de quadro estético que transitou? Só para citar alguns  exemplos.
Claro que não podemos ignorar o papel da contribuição do indivíduo, mas este é  um tijolo na construção coletiva da humanidade, sem esquecer que ele só existe por que é parte indissolúvel dessa construção.

(1) Presidente do Instituto de Pesquisa em Memória Social, 
      Mestrando em Memória Social e Bens Culturais.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

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Créditos: Felipe Biasus

Metrô (SP) lança guia de bolso do seu acervo de arte nas estações

Guia "Arte no Metrô" lista obras produzidas por renomados artistas plásticos brasileiros como Aldemir Martins, Tomie Othake, Antonio Peticov e Denise Milan
O Metrô começa a distribuir gratuitamente para usuários de seus serviços 32 mil novos guias "Arte no Metrô", que listam obras produzidas por renomados artistas plásticos brasileiros como Aldemir Martins, Tomie Othake, Antonio Peticov, Denise Milan, entre outros, presentes em 37 das 64 estações. Os interessados devem solicitar os guias aos funcionários do Metrô.
O guia tem formato especial (27,5 cm x 38 cm - aberto e 5,5 cm x 6,5 cm - dobrado) que facilita o manuseio e a visualização de fotos dos painéis, esculturas, pinturas e instalações, além de separar as obras por linhas metroviárias.

Basta procurar o nome da estação para encontrar ficha técnica contendo artista, título, gênero, técnica, dimensões, ano e localização. Os usuários também poderão visualizar o mapa com todas as estações do transporte metropolitano em português e inglês. Mais informações no site do Metrô.

Portal do Governo do Estado – 10/02/2013

Comentário do SINFERP

A CPTM poderia fazer similar, embora com outra temática. Que tal a lista de renomadas falhas e acidentes, assim como o indicativo dos “supostos culpados”? Afinal, o governo patrocinador é o mesmo.
Fonte: São Paulo Trem Jeito

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Vida e obra de Tom Jobim são tema de documentário

"A Luz de Tom" reúne relatos da vida do maestro narrados por vozes femininas

Nelson Pereira dos Santos apresenta o olhar feminino na construção de Tom Jobim<br /><b>Crédito: </b> Divulgação / CP
Nelson Pereira dos Santos apresenta o olhar feminino na construção de Tom Jobim 
Crédito: Divulgação / CP
Com a generosidade poética de um criador consagrado, o cineasta Nelson Pereira dos Santos apresenta agora “A Luz de Tom”, seu longa documentário que mostra algo mais da vida e da obra de Antônio Carlos Brasileiro, o eterno Tom Jobim. Filme que completa o díptico de Santos sobre Tom (o primeiro foi “A Música Segundo Antonio Carlos Jobim”, que estreou no início de 2012). 

“A Luz de Tom” reúne importantes relatos da vida do maestro, narrados por vozes femininas. Baseado no livro homônimo de Helena Jobim, “Antonio Carlos Jobim, o Homem Iluminado”, apresenta um retrato afetivo de Tom Jobim, com depoimentos inéditos, intercalados com suas músicas. Quem vai contando os fatos são mulheres favoritas do compositor: Helena, a irmã querida dos tempos do areal da Lagoa e de Ipanema, parceira do primeiro piano; Thereza Hermanny, companheira da juventude e testemunha do processo de criação do compositor desde a juventude até os momentos gloriosos do sucesso internacional; e Ana Lontra Jobim, fotógrafa da Natureza, coautora dos ensaios poéticos do mestre Antônio Brasileiro e companheira da Banda Nova e dos seus últimos anos. Começa com a reverência de Tom ao maestro gaúcho Radamés Gnatalli. Segue com a irmã de Tom, Helena, em gravações feitas em Florianópolis, revivendo ares do Rio antigo. E as cenas se seguem, a maioria, captando a magia do Jardim Botânico do Rio. O roteiro é de Nelson em parceria com Miucha Buarque de Holanda. Ou seja, mulheres por todo lado.
Fonte: Marcos Santuario / Correio do Povo

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

MPF ajuíza ação para embargar obras do Projeto Novo Recife

Publicação: 07/02/2013 14:46 Atualização:
O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco propôs uma ação civil pública, com pedido de liminar, para que a Justiça Federal embargue as obras do Projeto Novo Recife. , empreendimento que prevê a construção de 13 torres, sendo oito residenciais, dois empresarias, dois flats e um edifício garagem, no Cais José Estelita, no Recife. 
Segundo a ação, o empreendimento ocasionaria dano ao patrimônio histórico e cultural brasileiro, especificamente ao Pátio Ferroviário das Cinco Pontas, que abriga importante acervo da memória ferroviária brasileira. O documento alega ainda que as obras prejudicariam o conjunto de prédios históricios dos bairros de Santo Antônio e São José, que comporta 16 bens tombados pelo Iphan, além de ocasionar impactos urbanos e de vizinhança.
O MPF solicita que a Justiça declare nula a decisão de aprovação do Projeto Novo Recife, proferida pelo Conselho de Desenvolvimento Urbano do Município do Recife, em 28 de dezembro de 2012. Entre as irregularidades apontadas estão a não submissão do projeto à análise técnica e aprovação do Iphan, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da Angência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), estes útlimos em razão da área ser limite de linha ferroviária em operação, além da não apresentação dos estudos de impacto ambiental e de vizinhança exigidos. Por fim, o projeto representaria uma ameaça à ambiência e à visibilidade do acervo tombados dos bairros históricos e, por isso, de irreversíveis danos ao patrimônio cultural nacional. São alvos da ação o Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan), Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) e Novo Recife Empreendimentos (Moura Dubeux PE Rosarinho). A responsável pelo caso é a procuradora da República Mona Lisa Duarte Ismail. O MPF requer que o Iphan seja condenado a preservar e difundir a memória ferroviária e a proteção dos bens tombados em âmbito federal. Além disso, determina que a PCR abstenha-se de conceder qualquer licença ou alvará para construção do Projeto Novo Recife sem a prévia análise e autorização do Iphan, bem como sem o parecer dos órgãos responsáveis pelo sistema de transporte ferroviário e os estudos necessários para a preservação ambiental e da ordem urbanística .
O MPF requisita, ainda, que o Consórcio Novo Recife não realize qualquer obra na localidade sem a prévia análise e autorização dos órgãos competentes sobre o projeto e apresentação dos estudos exigidos pela legislação.
Fonte: Diário de Pernambuco

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Exposição no BDMG Cultural propõe diálogo entre a arte das ruas e das galerias

Mostra reúne colagens e montagens dos artistas Gabriel Nast, Dagson e Haisson

Walter Sebastião - EM CulturaPublicação:06/02/2013 10:44
 (BDMG Cultural/Divulgação)
Um linguagem entre a arte de rua e das galerias e museus. Esse aspecto, explica o curador Rafael Perpétuo, merece atenção nas colagens, montagens e aquarelas que os artistas plásticos Gabriel Nast, Dagson e Haisson mostram a partir de amanhã na Galeria de Arte do BDMG Cultural. O trio é conhecido pelos grafites que realiza nas ruas ou em espaços institucionais. A exposição leva o nome de 'Antropologia para formar uma topografia de um lugar sagrado', expressão do suíço Harald Seezmann, um dos criadores da prática da curadoria, e remete à ideia de estudar manifestações humanas para investigar um lugar (o mundo das artes) tido como sagrado.

Os trabalhos de Nast, explica Rafael Perpétuo, valem-se da colagem para criar representações da cultura brasileira. “São colagens de culturas buscando uma representação do Brasil”, observa, sinalizando a homologia entre tema e técnica. Dagson, por sua vez, usa materiais descartados, especialmente madeiras, para criar peças tridimensionais que dão corpo ao imaginário pessoal que são “quase uma mitologia” da comunidade onde vive o artista. As aquarelas de Haisson, observa o curador, são suaves. Com “construções sem muita ordenação”, que oscilam entre o abstrato e o figurativo, o artista processa memória de infância na favela.

Rafael Perpétuo, falando sobre a relação dos grafiteiros com galerias e museus, conta que a distância entre uns e outros está no fato de os autores não aceitarem a mercantilização da arte e “estruturas sistemáticas” que tendem para formações muito rígidas. Os grafiteiros, na opinião do professor, deveriam também apresentar suas obras em galerias e museus. “O que mostraria que a arte contemporânea é também construída pelo grafite, além de evidenciar o quanto a prática tem conceito e técnica”, observa. Ele explica que, como professor, o que interessa não é exatamente esse debate, mas “construção e aprofundamento de uma história da arte pelos artistas”.

Arena 

O curador é artista plástico e professor do Arena da Cultura. O projeto, depois de interrompido por dois anos para reformulação, fazendo discussões sobre metodologias de ensino, retomou atividades a partir de 2011. O momento atual é de trabalhos que consolidem o programa como uma escola de arte da prefeitura e voltado para arte contemporânea. Ele oferece cursos livres em cinco áreas: artes visuais, música, teatro, dança e patrimônio. Rafael comemora a inserção do último no rol do projeto: “Faltava a Belo Horizonte alguma atividade que formasse cidadãos interessados na preservação da cultura da cidade”.

Antropologia local para formar uma topografia sagrada
Obras de Gabriel Nast, Dagson e Haisson. Galeria de Arte do BDMG Cultural, Rua Bernardo Guimarães, 1.600, Lourdes. A partir desta quinta-feira. Aberta todos os dias das 10h às 18h. Até 3 de março.
Fonte: DIVIRTA-SE