sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Confira três sugestões de passeio para as exposições da 9ª Bienal do Mercosul


  • CConfira três sugestões de passeio para as exposições da 9ª Bienal do Mercosul Fernando Gomes/Agencia RBS
Entrada da exposição do Santander CulturalFoto: Fernando Gomes / Agencia RBS
Quando a Bienal do Mercosul ocupava os armazéns do Cais do Porto, o local costumava atrair visitantes para um passeio de fim de semana. Mas, como o evento perdeu seu principal endereço turístico por causa das reformas previstas na região, a Bienal ocupou espaços que já receberam atividades e mostras em outras edições.
Neste ano, são quatro os locais das exposições, três deles pertinho um do outro na Praça da Alfândega: Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), Memorial do Rio Grande do Sul e Santander Cultural. A cerca de 20 minutos de caminhada dali, fica o quarto espaço, a Usina do Gasômetro.
Até 10 de novembro, a 9ª Bienal do Mercosul | Porto Alegre apresenta cem obras, de 59 artistas de 26 países, sendo 15 os brasileiros. Pensando nos diferentes níveis de interesse – ou melhor, no tempo que o visitante tem para dedicar à Bienal –, o Segundo Caderno sugere três roteiros de passeio. São apenas dicas, já que não há uma ordem de visitação a ser seguida para quem quiser apreciar a mostra de arte contemporânea da Capital
Para você dizer que...
Foi na Bienal > A ideia é fazer um passeio rápido e dar uma espiada na Bienal? A dica é ir direto àUsina do Gasômetro. Lá, estão algumas das obras emblemáticas desta edição. Uma delas é Circulação, o grande arranjo de mangueiras transparentes do alemão Hans Haacke. Originalmente criado nos anos 1960, o trabalho foi montado em uma ampla sala com um motor que movimenta água dentro do conjunto, lembrando o funcionamento de veias e artérias. No mesmo andar, o filipino David Medalla apresenta Portões de Nuvem (foto abaixo). É uma mistura de instalação e escultura móvel, já que sua forma nunca permanece a mesma, sendo alterada com a espuma que sai ininterruptamente da estrutura. Não se engane: o som do local é produzido pela instalação Quebreira, de Daniel Steegmann Mangrané. Na Usina, o que também tem atraído o olhar do público são os trabalhos da americana Hope Ginsburg, que apresenta instalações em duas "covas" abaixo do solo que eram usadas pela antiga usina de geração de energia.
> Se tiver mais um tempinho: confira a visão do terraço que dá para o Guaíba. O local foi ocupado pela Bienal e transformado em uma espécie de mirante com cadeiras, guarda-sóis e grama artificial.
Foto: Tarlis Schneider/Indicefoto 
Entende de Bienal
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 Para quem quer investir mais tempo e conferir a maior parte das exposições, a visita pode se concentrar na Praça da Alfândega. No Margs, mesmo que você não queira, será impactado pela gigante Caverna de Morcego. Originalmente concebida no fim dos anos 1960, a mistura de escultura e instalação de Tony Smith (1912 – 1980) foi remontada pela Bienal para ocupar todo o térreo do Margs. Já o térreo do Memorial do Rio Grande do Sul apresenta a instalação Viajante Engolido pelo Espaço, o grande "tapete" de ferrugem criado pela artista Cinthia Marcelle especialmente para a Bienal. E, no térreo do Santander Cultural, onde o visitante é recebido pelas esculturas de Erika Verzutti, está uma das obras que mais têm provocado o público. É Musa de Lama, de Robert Rauschenberg (1925 – 2008), uma espécie de piscina em que o conteúdo borbulha por efeito de válvulas de ar e também estimulado pela captação de som do local(foto abaixo).
> Se tiver mais um tempinho: no sábado, às 15h, a dupla Bik Van der Pol, da Holanda, apresenta a performance E Se a Lua Estivesse Apenas a um Salto de Distância?.
Foto: Fernando Gomes
Sabe tudo de Bienal
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 Se você quer saber tudo de Bienal, dedique-se a percorrer, sem pressa, cada cantinho das exposições. No Margs, não deixe de ver o filme Ano Branco, do gaúcho Luiz Roque. E, no Santander, vá ao segundo andar para ver obras inspiradas em fenômenos astronômicos e científicos. Não perca a história de um meteorito pela dupla Faivovich & Goldberg e a fábula de um animal nunca visto pelo gaúcho Fernando Duval. Os que mergulham na Bienal também participam dos encontros com artistas, o chamadoEkphrasis. No domingo, às 11h, o artista russo Yuri Zlotnikov comanda a conversa noMemorial. Já os interessados pelo diálogo entre cinema e artes visuais podem conferir no domingo, às 19h, na Usina, sessão do filme Island Race, de William Raban. Quem quer ver a Bienal por inteiro também deve estar disposto a sair da Usina e caminhar 1,5 quilômetro pela orla até achar a placa que informa o trabalho de Aleksandra Mir. Com objetos descartados, a polonesa fez, na areia à beira do Guaíba, uma instalação que simula a queda de um satélite (abaixo, foto aérea).
> Se tiver mais um tempinho: para quem pretende saber tudo sobre a Bienal, tempo não pode ser problema.
Foto: Félix Zucco
9ª Bienal do Mercosul | Porto Alegre
Até 10 de novembro
> Memorial do Rio Grande do Sul (Rua Sete de Setembro, 1.020). Terça a domingo, das 9h às 19h
> Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Praça da Alfândega, s/nº). Terça a domingo, das 9h às 19h
> Santander Cultural (Rua Sete de Setembro, 1.028). Terça a domingo, das 9h às 19h; quinta, das 9h às 21h
> Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551). Terça a domingo, das 9h às 21h
Programação completa no site: 9bienalmercosul.art.br
Agendamento de grupos: fone (51) 3212-7007 ou e-mail agendamento@bienalmercosul.art.br
Fonte: Zero Hora

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A Revolução Farroupilha e nossa Identidade



*Carlos Assis Leal Aymone 
CONTINUAÇÃO...

VI - O portugueses continuaram empurrando açorianos (muitos deles descendentes de judeus-holandeses que se refugiaram nos Açores, traziam em si a genética da perseguição e luta)... Mais tarde Alemães... Dentro da política de colonização... Os senhores da terra, ligados a coroa, foram contemplados com grandes porções, tinham por obrigação defender o império.. e traziam a ideologia da Brasilidade, tentando impor aos habitantes locais (miscigenação índios, espanhóis, portugas, que pátria é essa?)...

VII - VEJAM O CONTEXTO DE NOSSA IDENTIDADE - até a "revolução farroupilha" ... Havia indiscutivelmente condições objetivas, culturais, étnicas, geográficas, etc.; Pra tal!

VIII - A questão econômica: obviamente (para alegria dos marxistas limitados ao economicismo), que a questão econômica foi a causa organizacional mais acentuada para a deflagração do movimento, fácil de entender, pois era o bloco histórico da vez.

XI - Dentro deste amplo contexto a liderança foi, primeiro dos fazendeiros, e depois dos intelectuais, e idealistas que campeavam soltos pelo pampa sem fronteiras... não vamos esquecer de Artigas, entre outros... ou seja: o contexto é amplo, os grupos (de caudilhos ou não) também... etnias, classes sociais, marginais, soldados, categorias, bandoleiros, etc. Tudo se misturava... esse é o amalgama da herança farroupilha... com suas contradições inerentes.. E numa guerra ou revolução meus queridos vocês sabem que não sobra espaço para pequenos pudores...

X - Ao fim do movimento, as lideranças, que restavam se dividiram, não havia um centro de comando... e mesmo depois do fim oficial, muitos continuaram lutando pelas coxilhas... (portanto, não foram os farrapos que desarmaram os negros em Porongos,, e sim... bom, todos sabemos...) Há também a questão de que a sofisticada distribuição de trabalho nas charqueadas dispensava a mão-de-obra escrava, por isso a libertação entrou na pauta republicana...

XI - Hoje: são as elites econômicas, políticas, culturais e intelectuais, que lucram e sobrevivem dos recursos federais e consumidores do centro do país, que ridicularizam os movimentos tradicionalistas... são simples correias de transmissão da ideologia da discriminação das elites do centro do país.... Hoje, não é o tradicionalismo como um todo que é de "direita" (existe de fato) mas principalmente os criticistas imaturos e limitados que solapam nossa identidade!


- Sociólogo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
 - Bacharelado e Licenciatura. DRT: 0944
 - Especialista em Planejamento Estratégico Aplicado ao Manejo do Meio Ambiente pela OEA.
 - Diretor de Projetos da Aldeia - Associação de Desenvolvimento Social e Meio Ambiente do Brasil. 

Lenda

Abel e Caim encontraram-se depois da morte de Abel. Caminhavam pelo
deserto e reconheceram-se de longe, porque os dois eram muito altos. Os
irmãos sentaram-se na terra, acenderam um fogo e comeram. Guardavam
silêncio, à maneira das pessoas cansadas quando declina o dia. No céu
assomava uma estrela que ainda não tinha recebido seu nome. À luz das
chamas, Caim percebeu na testa de Abel a marca da pedra e deixou cair o pão
que estava prestes a levar à boca e pediu que lhe fosse perdoado seu crime.
– Tu me mataste ou eu te matei? – Abel respondeu. – Já não me lembro;
aqui estamos juntos como antes.
– Agora sei que me perdoaste de verdade – disse Caim –, porque esquecer
é perdoar. Procurarei também esquecer.
– É assim mesmo – Abel falou devagar. – Enquanto dura o remorso, dura
a culpa.

BORGES, Jorge Luis. Obras Completas, vol II. Porto Alegre: Ed. Globo, 1999.

USP tem programação gratuita na 18ª edição da Semana de Arte e Cultura

Do G1 São Carlos e Araraquara


Cultura africana é tema de exposição na USP São Carlos (Foto: Fernanda Vilela/ICMC)Cultura africana é tema de exposição na USP São
Carlos (Foto: Fernanda Vilela/ICMC)
A 18ª edição da Semana de Arte e Cultura da Universidade de São Paulo (USP) tem atrações como apresentações de música, teatro e exposições no campus de São Carlos (SP). A programação tem objetivo de promover a produção cultural e artística da comunidade da USP.
Nesta quarta-feira (18), às 20h, o Núcleo de Teatro da USP (Tusp) faz um ensaio aberto no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Será apresentada a primeira etapa de criação do espetáculo “Da morte a utopia”, inspirado em textos como “Revolução na América do Sul”, de Augusto Boal e “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto.

O auditório do Centro Cultural recebe, na quinta-feira (19), às 17h, o projeto “Música ao cair da tarde”. Os músicos convidados são docentes e alunos da USP, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e de outras instituições.

Confira a programação:
Quarta-feira (18)
Ensaio aberto/aula pública: projeto “Da morte a utopia” do Núcleo Tusp de São Carlos
Local: Auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano do ICMC
Horário: 20h
Sinopse: o Núcleo Tusp de São Carlos compartilhará com os espectadores a primeira etapa de criação do espetáculo “Da morte a utopia”, livremente inspirado em textos como “Revolução na América do Sul” de Augusto Boal, “Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto, cartas de amor de cidadãos da cidade de São Carlos e frases de muros da cidade. Serão apresentadas cenas curtas e jogos de improvisação, além de materiais audiovisuais nos quais a pesquisa se baseia, incluindo criações anteriores do Núcleo Tusp.
Recomendação etária: 16 anos

Quinta-feira (19)
Espetáculo: “Potestad”: Coletivo Teatro da Margem & ÁQIS (Núcleo de Pesquisa)
Local: Auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano do ICMC
Horário: 20h
Sinopse: Potestad é uma das mais importantes obras do dramaturgo, ator e psicanalista argentino Eduardo Pavlovsky. A narrativa é conduzida por um só personagem que desvela um dos traumas sociais mais significativos da história recente na Argentina: o roubo de crianças durante a ditadura. A encenação foi desenvolvida a partir da premissa da possibilidade da intimidade e da cumplicidade com o espectador. O despojamento de cenografia e figurino buscam uma maior proximidade com o público. Negando a espetacularidade como elemento vinculante, temos na interpretação nosso elemento central.
Recomendação etária: 18 anos

Música ao cair da tarde
Horário: 17h
Local: Auditório do Centro Cultural
O evento é promovido em parceria com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Os músicos convidados são docentes e alunos da USP, UFSCar, IFSP e SENAC.  
Palestra “Ética e Estética”, com o Professor Carlos Goldenberg
Horário: 20h
Local: Auditório do Centro Cultural da USP

Sexta-feira (20)
Oficina de Origami Básico
Vagas: 20
Duração: 1h30
Idade mínima: 10 anos
Local: Biblioteca da EESC
Horário: 12h30
Contatos: Rodrigo Eiji Imaizumi (16) 9 9153 0923 e Murilo Fabrício (16) 9 8148-6406.

Espetáculo “O rio” – Teatro Didático da Unesp
Horário: 20h
Local: Teatro Municipal Dr. Alderico Vieira Perdigão Rua Sete de Setembro, 1735
Sinopse: O espetáculo O Rio não é uma ilustração do poema homônimo de João Cabral de Melo Neto, mas uma criação autônoma onde o rio está subsumido à percepção do espectador que não o observa na cena, mas o intui por meio de um exaustivo e insistente caminhar de homens e bichos, de plantas e poeira. As imagens do poema transformaram-se em metáforas da condição humana diante de uma realidade seca de vida, mas vívida de significados.
Recomendação etária: livre

Outras exposições
Exposição Integração
Local: Salas I e II do Centro Cultural
Data: Até 8 de outubro

Caixa Africanidades
Local: Biblioteca Achille Bassi (bloco 3 do ICMC)
Data: até 10 de outubro
Horário: de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 21h30 e, aos sábados, das 9 às 12 horas
Exposição Cabeça Dinossauro: o novo titã brasileiro
Local: hall da biblioteca Prof. Achille Bassi, no ICMC
Data: até 30 de novembro
Horário: terça a sexta-feira, das 9 horas às 17h30; quartas até as 22 horas e sábados até as 12 horas.
Fonte: G1

Mostra revela inusitado mundo da fotografia científica

BBC
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As fotos foram feitas com diversas técnicas, desde métodos usados na medicina (como ressonância magnética) a refrações óticas. Nicole Ottawa fez esta imagem da antena de um mosquito com eletromicrografia. Ela foi colorida posteriormente.  (Foto:  Beauveria bassiana by Nicole Ottawa)As fotos foram feitas com diversas técnicas, desde métodos usados na medicina (como ressonância magnética) a refrações óticas. Nicole Ottawa fez esta imagem da antena de um mosquito com eletromicrografia. Ela foi colorida posteriormente. (Foto: Beauveria bassiana by Nicole Ottawa)
Uma exposição em Newcastle, na Inglaterra, reúne cem fotos que demonstram o importante papel do registro em imagens nas mais variadas áreas da ciência.
As fotos foram feitas pelos próprios cientistas durante seus trabalhos de pesquisa. Algumas das técnicas mais avançadas de fotografia são usadas em alguns casos, como ressonâncias magnéticas e electromicrografia.
Mas outras são simplesmente retratos feitos com máquinas fotográficas comuns. A exposição vai passar pela Grã-Bretanha, Europa e China. Veja galeria completa.
A maior parte das imagens foram feitas por cientistas durante suas pesquisas. Dorit Hockman, da Universidade de Cambridge, retratou estes embriões de morcegos. (Foto: Bat embryonic development, 2006, by Dorit Hockman, University of Cambridge)A maior parte das imagens foram feitas por cientistas durante suas pesquisas. Dorit Hockman, da Universidade de Cambridge, retratou estes embriões de morcegos. (Foto: Bat embryonic development, 2006, by Dorit Hockman, University of Cambridge)
Atualmente exposta em Newcastle, na Inglaterra, como parte do Festival Britânico de Ciência, a mostra de fotos percorrerá a Grã-Bretanha, a Europa e a China.  (Foto: Human Lymphocyte, 2011, by David Scharf, Los Angeles)Atualmente exposta em Newcastle, na Inglaterra, como parte do Festival Britânico de Ciência, a mostra de fotos percorrerá a Grã-Bretanha, a Europa e a China. (Foto: Human Lymphocyte, 2011, by David Scharf, Los Angeles)
 Fonte: BBC Brasil

Fotografia de Nuno Lobito vence prémio em Itália

 
Por Luís J. Santos
Uma imagem captada em Madagáscar pelo fotógrafo viajante Nuno Lobito foi declarada vencedora do Gentletude Award 2013, um prémio para a "gentileza"
Um concurso de fotografia em que os participantes teriam que "representar o tema da 'gentileza' como uma atitude que vai para além das boas maneiras e da cortesia", conforme resume a organização, a associação italiana de solidariedade Gentletude, dedicada, precisamente, a fomentar projectos "para um mundo melhor". "Gratidão, paciência, respeito, amor", acrescentam; a gentileza ou amabilidade como um "indicador distintivo do bem-estar da sociedade". 
Para o júri, que integrava diferentes personalidades das artes e que foi presidido pelo conceituado fotógrafo italiano Gianni Barengo Gardin, a melhor foto a concurso e a mais representativa de toda a "gentileza" que era pedida foi mesmo uma obra do português Nuno Lobito, assim declado vencedor do Prémio de Fotografia Gentletude 2013.
A foto, adiantou Lobito à Fugas, "foi tirada em Madagáscar", país em que o fotógrafo viveu entre 1996 e 1999 - e, sublinha, onde criou o primeiro estúdio local de fotografia de publicidade, o Worldphotography, ainda hoje aberto. Na imagem, a preto e branco, uma criança lança-nos um meio olhar, entre inquisitivo e seguro, enquanto agarra uma mão adulta marcada pelo tempo. A densidade do tempo é mesmo marcante na fotografia: foi captada (no mercado de Antananarivo, capital de Madagáscar) em filme (Tri-X da Kodak, adianta o fotógrafo) com uma Leixa M6 e revelada em HC-110, revelador de alto contraste. Além da honra da distinção, o prémio inclui 1000€ e uma divulgação global.
Fotógrafo de viagens (e não só) - e, aliás, colaborador da Fugas online -, Lobito, 47 anos, que também apresenta na RTP Memória as suas imagens no programa Revelações, conta no seu currículo colaborações com as mais diversas revistas, além de exposições e livros de fotografia (casos de "Amazónia Oculta", "Sons do Silêncio" ou "O Mundo aos Meus Olhos"), sendo também formador. Em 2011, esteve sob os holofotes graças a outro feito: a 11 de Novembro desse ano, tornou-se um dos portugueses mais viajados de sempre, somando viagens por 204 países (193 países reconhecidos oficialmente mais 11 ditos independentes).

História e arte: confira os 20 museus mais visitados do mundo

Fósseis de dinossauros, aviões e obras de arte que atravessaram séculos são destaques de exposições, segundo o site CNN



Museus oferecem um encontro com a história e a cultura, permitindo apreciar a arte e aprender sobre a humanidade, a ciência e a natureza.  Algumas das principais cidades do mundo têm em seus roteiros museus importantíssimos, como o Louvre, de Paris, e o Tate, de Londres. Confira nesta lista do site CNN quais sãos os vinte  museus mais visitados do planeta. 
Louvre, Paris, França
Antes de ser o museu mais famoso e mais visitado do mundo, com  um impressionante acervo que inclui obras como a Mona Lisa, o Louvre era uma fortaleza construída no século 12 para proteger Paris e, em seguida, um palácio da realeza francesa. Hoje, as modernas pirâmides de vidro contrastam com o edifício histórico e servem como porta de entrada para um dos mais incríveis acervos de arte, história e cultura do planeta. 
Museu Nacional de História Natural, Washington, Estados Unidos
Parte do Instituto  Smithsonian, o Museu Nacional de História Natural funciona em Washington desde 1910. A coleção do museu inclui mais de 126 milhões de espécies e objetos ligados às ciências naturais  de todo o mundo.
Museu Nacional do Ar e do Espaço, Washington, Estados Unidos
O Museu Nacional do Ar e do Espaço é o maior dos 19 museus do Instituto Smithsonian. O local abriga cerca de 60 mil objetos sobre aviação, aeronáutica e viagens espaciais, com materiais de arquivo que incluem  o avião Flyer dos irmãos Wright, de 1903, e o módulo de comando da missão Apólo 11, que levou os primeiros humanos à lua.  
Metropolitan Museum of Art, Nova York, Estados Unidos
O Metropolitan Museum of Art de Nova York foi idealizado no século 19 por um grupo de americanos vivendo em Paris, que decidiram criar uma coleção de arte para contribuir com a educação nos Estados Unidos. Hoje, o museu tem mais de 2 milhões de obras em seu acervo, com milhares delas expostas de maneira permanente além de mostras temporárias. 
Museu Britânico, Londres, Inglaterra
O Museu Britânico nasceu em meados do século 18 a partir do acervo de um importante colecionador, permanecendo aberto desde então. A coleção permanente do museu tem peças históricas de valor incalculável como a Pedra de Roseta e os frisos do Partenon de Atenas.
Tate Modern, Londres, Inglaterra
O Tate Modern foi fundado no final do século 19 pelo empresário Henry Tate, e conta hoje com quatro sítios na capital inglesa. Atualmente, a coleção abriga mais de 70 mil obras, com obras de arte moderna e contemporânea internacional. 

National Gallery, Londres, Inglaterra
Localizada em Trafalgar Square, no coração de Londres, a National Gallery tem uma coleção que inclui obras de pintores europeus dos séculos 13 a 19. Com mais de 2.300 obras, o museu abriga trabalhos de artistas como Botticelli, Da Vinci, Rembrandt e Van Gogh.
 
Museus Vaticanos, Vaticano
Quando o Papa Julio II decidiu expor uma coleção de esculturas no começo do século 16, ele não sabia que estava criando um dos maiores acervos culturais do planeta. O conglomerado dos Museus Vaticanos inclui seções de história egípcia, tapetes, cerâmicas, arte contemporânea, além da estonteante Capela Sistina. 

Museu Americano de História Natural, Nova York, Estados Unidos
Localizado frente ao Central Park, no coração de Nova York, o Museu Americano de História Natural é conhecido especialmente pela sua  coleção de fósseis de dinossauros. Mas, além de animais pré-históricos, o museu tem um rico acervo de exibições permanentes e temporárias ligadas à natureza. 
Museu de História Natural, Londres, Inglaterra
O Museu de História Natural de Londres foi inaugurado em 1881 a partir da doação da coleção pessoal de Sir Hans Sloane, em 1753. Hoje, o museu abriga um acervo de mais de 70 milhões de espécies de animais, plantas, insetos e fósseis. 
Museu Nacional de História Americana, Washington, Estados Unidos
Parte do Instituto Smithsonian, o Museu nacional de História Americana tem um acervo de mais de 3 milhões de itens. Localizado no National Mall de Washington desde 1964, o museu arquiva a história da cultura e da sociedade dos Estados Unidos através de publicidade, agricultura, computação, música, televisão, entretenimento e muito mais. 

Museu do Palácio Nacional, Taipei, Taiwan
A coleção do  Museu do Palácio Nacional de Taipei começou com os objetos de Pu Yi, último imperador da China que abdicou em 192. Para evitar a destruição durante diferentes guerras, a coleção de delicadas obras de arte asiática, tecidos, esculturas de bronze e peças religiosas  foi espalhada pela China, até ser reunida novamente  em Taiwan. 

Galeria Nacional de Arte, Washington, Estados Unidos
A Galeria Nacional de Arte de Washington foi fundada em 1941 com o objetivo de rivalizar com os maiores museus do mundo. O objetivo foi alcançado e, hoje, o museu é uma referência cultural dos Estados Unidos, com obras de artistas como Picasso, Rembrandt e Van Gogh.

Museu Nacional da China, Pequim, China
Localizado na Praça da Paz Celestial, no coração de Pequim, o Museu Nacional da China abriu em 2003, combinando o Museu Nacional de História Chinesa e o Museu Nacional da Revolução Chinesa. Na atualidade, o museu exibe mostras que vão de esculturas africanas a jades chineses, passando por porcelana das dinastias Ming e Qing e muito mais.
​Centro Pompidou, Paris, França
Quando foi inaugurado, em 1977, o Centro Pompidou causou polêmica entre os parisienses pela sua arquitetura extravagante. Hoje, o museu situado no coração de Paris ganhou seu lugar como marco turístico e cultural, com exposições permanentes e temporárias de arte moderna além de biblioteca, salas de projeção e outras atrações para adultos e crianças. 
Museu d’ Orsay, Paris, França
Situado às margens do Rio Sena, o Museu d’ Orsay foi inaugurado em 1986 com coleções compiladas de três museus franceses, como o Louvre, por exemplo. O edifício onde está situado o museu, que expõe arte de 1848 a 1914, é uma antiga estação de trem da cidade. 
Albert and Victoria Museum, Londres, Inglaterra
Também conhecido como Museu de South Kensington, o Albert and Victoria Museum foi o primeiro museu do mundo a colecionar fotografias como obras de arte. Inteiramente dedicado às artes decorativas e ao design, o museu tem peças em seu acervo como o manuscrito original do livro Oliver Twist de Charles Dickens e um par de óculos de Elton John.

Museu Nacional da Coréia, Seul, Coréia do Sul
O Museu Nacional da Coréia abriu suas portas na sua nova localização em 2005, mas suas raízes remontam a 1909. O museu abriga mais de 12 mil peças de um acervo que inclui exibições de objetos pré-históricos e arte asiática, incluindo califgrafia, pinturas, esculturas e artesanato em geral. 

​Museu Geológico da China, Pequim, China
Inaugurado em 1916 em Pequim, o Museu Geológico da China abriga mais de 200 mil fósseis e minerais  de todo tipo. O museu, um dos principais da capital chinesa,  passou por importantes renovações em 2004. 
O Museu Geológico da China fica em Pequim Foto: Getty Images
O Museu Geológico da China fica em Pequim
Foto: Getty Images
Museu de Ciência, Londres, Inglaterra
O Museu de Ciência é um dos três museus nacionais britânicos situados no bairro de South Kensington, em Londres. O museu tem mais de 200 mil objetos em galerias com temas como “Ciência no Século 18”, “Medindo  o Tempo” e  “Criando o Mundo Moderno”. 
Andrés Bruzzone Comunicação



Fonte: Terra