segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Kraftwerk nos festivais e nos museus de arte moderna

Depois de MoMA de Nova Iorque os alemães invadem a Tate Modern de Londres. Música ou arte? Arte total.

O universo da arte contemporânea parece ter redescoberto os alemães Kraftwerk, o que faz sentido, porque a sua actividade musical é indissociável da imagem, do som, da luz, de fantasia, de conceitos, de uma noção de arte total. E este ano mais uma vez o irão reflectir depois de terem finalizado 2012 no MoMA de Nova Iorque, num espectáculo audiovisual com efeitos tridimensionais, baseado no projecto Der Katalog, resultante de novas versões dos oito álbuns publicados depois de Autobahn (1974), o seu quarto álbum de originais.
Esse mesmo espectáculo acaba de ser apresentado na Alemanha sempre com lotações esgotadas, seguindo-se o templo da arte moderna, a Tate Gallery de Londres (de 6 a 14 de Fevereiro), naturalmente também com lotações esgotadas e uma enorme expectativa no ar. A 14 Junho estarão no essêncial festival Sónar de Barcelona.   
Apesar da sua importância ser muitas vezes reduzida ao plano estritamente musical, tendo influenciado toda a música electrónica a partir dos anos 1970, o seu grande legado para a cultura contemporânea é a habilidade para dotar todos os seus movimentos de um conceito preciso. Ou seja, conseguirem relacionar como um todo indivisível, som, composição e imagem, comunicando um sentido específico, diferente em todos os álbuns, mas coerente com um universo previamente definido.
Tudo isto converte os Kraftwerk numa espécie de grupo-conceito capaz de deixar a sua marca em vários planos da cultura popular e não apenas na música. Só assim se explica que tenham sido citados e homenageados por criadores de quadrantes diversos como a música, o cinema os as artes plásticas (Afrika Bambaataa, Daft Punk, Kanye West, Balanescu Quartet, Terre Thaemlitz, New Order, David Bowie, Senõr Coconut, o criador dos Simpsons, Matt Groening, ou aos irmãos Cohen, são apenas algumas das figuras que se inspiraram no universo dos alemães).
Entretanto no museu NRW de Dusseldorf, a cidade de onde são originários, está patente ao público um exposição de fotografias do grupo. As imagens expostas foram feitas pelo fotógrafo Peter Boettcher, que acompanha a banda há mais de 20 anos. As fotografias poderão ser vistas até 30 de janeiro.

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