sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A linguagem da arte fala com todos

Último dia da Exibição Internacional de Arte Verdade Benevolência Tolerância no Conjunto Nacional
Exibição Internacional de Arte Verdade Benevolência Tolerância no Conjunto Nacional na Avenida Paulista (Jan Hendriks Júnior/The Epoch Times)
Exibição Internacional de Arte Verdade Benevolência Tolerância no Conjunto Nacional, Avenida Paulista, São Paulo, em 23 de janeiro de 2013 (Jan Hendriks Júnior/The Epoch Times)
SÃO PAULO – A Arte é o meio mais poderoso para a expressão humana e é a linguagem que toca a todos. Mas será a arte poderosa o suficiente para provocar uma mudança que beneficia a humanidade?
Esta é uma questão que surge ao ver a Exposição Internacional de Arte Verdade Benevolência Tolerância, que fica até hoje exposta no Conjunto Nacional da Avenida Paulista. As pinturas retratam não apenas um contraste entre o bem e o mal, mas também revelam um olhar mais profundo sobre a psique humana.
Muitas das pinturas destacadas da exibição revelam as experiências em primeira mão dos artistas, que testemunharam a perseguição contínua de praticantes de Falun Gong na China. Falun Gong ou Falun Dafa, é um qigong e meditação com base nos princípios da verdade, compaixão e tolerância.
Outras pinturas na amostra oferecem um olhar da beleza interior e da força da prática de meditação com base nas experiências dos artistas. Por isso, esta exposição tem sido chamada de “arte que desperta a alma”.
Perseguição denunciada
Muitos visitantes da exibição não conheciam a realidade da perseguição ao Falun Gong na China. E muitos, nem mesmo conhecem o que é Falun Gong.
A funcionária do consulado, Dulce Vivas Brovelli, 58 anos, é uma exceção. Pelo fato de já ter assistido reportagens há algum tempo, em que os chineses batiam e arrastavam de forma violenta os praticantes da meditação, Dulce se interessou e foi conferir os quadros.
“Temos que recriminar o que promove a violência e incentivar a bondade, e não o contrário”, disse. “Tudo o que recrimina a paz tem que ser denunciado”, completa.
Hiperrealismo
Detalhe do quadro "Comovido pelo som dela" (© The Art of Zhen Shan Ren)
Detalhe do quadro “Comovido pelo som dela” (© The Art of Zhen Shan Ren)
O gênero das pinturas da Exibição se trata do hiperrealismo – que se assemelha à arte fotográfica em alta resolução. Além disso, é uma arte que recupera o estilo clássico renascentista, e se destaca pela inclusão de figuras divinas nas composições.
“É impressionante como todos [os quadros] são hiperrealistas”, disse o arquiteto Hugo Canuto. Ele achou interessante como a arte na exibição é usada como forma para retratar uma realidade que está acontecendo na China.
A estudante de medicina, Caroline Kleie, 27 anos, desconhecia a perseguição e ficou sabendo disso por meio da exibição. Após ter visto os quadros saiu de lá com uma mensagem: “É preciso ter liberdade de expressão”, disse. Ela ficou impressionada com a realidade das pinturas, que parecem fotografias.
Aberta ao público
Em todo mundo a Exibição tem sido vista em mais de 800 amostras em 50 países, tanto em espaços públicos, como em museus e galerias.
O empresário Bernardo Castello Branco, 46 anos, visita frequentemente galerias de artes em São Paulo e gostou da Exibição quando a viu ontem (31) no Conjunto Nacional. “O espaço é legal, porque é público e de passagem. O ambiente é propício para exposições. Às vezes as pessoas se sentem inibidas para entrar em uma galeria”, afirma. Ao comentar sobre os quadros, o empresário disse: “Gostei (…). Achei que é uma exibição política. Aliás, tudo é política (…). Não apenas é política, como é uma política contundente e não deixa de ser perturbadora, além de mexer com as emoções”.
(Ticiane Rossi/The Epoch Times)
Exibição no Conjunto Naciona, na Avenida Paulista (Ticiane Rossi/The Epoch Times)
Maior exibição no Brasil
Dentre as apresentações que a Exibição Internacional de Arte Verdade Benevolência Tolerância realizou de 2011 até agora no Brasil, esta é a que atingiu maior número de visitantes, segundo os organizadores da Associação Falun Dafa no Brasil.
“O público estimado é de cerca de 50.000 pessoas, sendo 15.000 pessoas fixas, que trabalham no local, e 35.000 pessoas circulantes”, disseram os membros da Associação do Falun Dafa no Brasil.
Depoimentos
No livro de visitas ao final da Exibição, os visitantes deixaram mensagens que reproduzem o que sentiram ao ver a Exibição. Seguem alguns depoimentos.
“Linda exposição. Paz para o corpo. Paz para a mente. Paz para o espírito”
Roberto Alvez
“Essa exposição deve seguir para que o mundo tome conhecimento das atrocidades do desenvolvimento chinês”
Paulo Negrão
“Parabenizo a exibição não apenas pela beleza e riqueza das obras, mas também pelo caráter de protesto da exibiçao, que nos mostra uma face cruel e altamente opressora da China, que a mídia é impedida ou não tem direito de mostrar. É difícil de acreditar que em pleno século XXI exista esse tipo de tratamento humano, esse tipo de governo comandando um país. É muito bom disseminar esse conhecimento. Quando mais o mundo souber, mais poderá fazer algo para que isso tenha fim”
Viviane Silva
“É um absurdo que isso ainda exista desde 1999 até hoje. É impressionante que o preconceito ainda exista. Lindíssimo trabalho, obrigada por compartilhar”
Sabrina Meire

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